<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353</id><updated>2012-01-11T06:52:38.673-02:00</updated><title type='text'>Paidéia Digital</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-929368537456138781</id><published>2011-11-06T22:08:00.009-02:00</published><updated>2011-11-06T22:39:47.767-02:00</updated><title type='text'>Ossos e Carnes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ogjx33pqu00/TrcorpQTnRI/AAAAAAAAKpw/HcoXt3EE9Xs/s1600/DSC00106.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ogjx33pqu00/TrcorpQTnRI/AAAAAAAAKpw/HcoXt3EE9Xs/s400/DSC00106.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672046985970162962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;(Foto: Danilo Dornas)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 12px; line-height: 18px; "&gt;Na condição de professor de filosofia estou disposto a levar um tiro pelos meus alunos, mas vão custar dois mil reais a hora-aula, mais as despesas adicionais, o que em geral significam todas as doses de vodka que conseguirem injetar em meu corpo. Porém, quando uma aluna resolve respingar em mim seus feromônios e requer meus serviços de forma particular e anônima, o meu trabalho pode magistralmente ser feito de graça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 12px; line-height: 18px; "&gt;E isso acontece quando a dita aluna possuir lindos cabelos vermelhos, lábios almofadados e dois dirigíveis gêmeos que esticam a blusa de seda até beirar o ponto de rompimento e apresenta o estado de medo, o ofício de professor se torna a dádiva dos deuses. É assim que eu faço valer o diploma conseguido com muito suor, o que para mim soa com certa ironia sexual. A linda mulher trouxe em suas mãos a obra Crítica da Razão Pura, de Immanuel Kant. Quando eu vi, senti um calafrio. O único caso anterior que me envolvi com algo assim era uma aluna que queria desvendar a Genealogia da Moral, de Friedrich Nietzsche, o que me trouxe um alto custo. Nesse caso, houve críticas de um aspirante a professor, mas logo revelaram acusações infundadas. Decerto, ninguém corrompe quem já está corrompida, sobretudo quando o suicídio dessa nietzscheana fora consumado com sucesso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 12px; line-height: 18px; "&gt;Agora, corromper uma estudiosa de Kant é motivo de orgulho para qualquer professor de filosofia. Coloquei a moça sentada, de modo que ela cruze as pernas e exponha os seus contornos, de forma que ela denuncie suas reais intenções e já segurando um copo de vodka, ofertado por mim, ela relaxou. Disparei um sorriso duro, última coisa que me lembro, antes das luzes se apagarem, para acrescentar a pimenta no ambiente. As dúvidas da garota eram expostas de forma que se assemelhava a um caminhão de tijolos despencando em minha cabeça. E eu comecei a respondê-la:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 12px; line-height: 18px; "&gt;- Nunca ouvi falar disso. Ah, espere... Aquele playboy só não foi surrado até a morte porque resistiu às tentações da carne. Portanto, para ele se tornou fácil falar de Imperativo Categórico. Não acredito que ele tenha pagado alguma conta na vida. Não dá para se divertir assim. Além do mais, tudo que ele conseguiria é vender todas suas ideias num leilão, o que hoje chamamos de universidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 12px; line-height: 18px; "&gt;A moça resistiu: - Mas ele foi criticado por causa disso? – Não. Respondi, com uma paciência estóica. E continuei: - Mas foi ele quem riu por último. Sua obra se tornou uma ameaça, pelo simples gesto de amor à humanidade. Dizem alguns que Kant ficou tão empolgado com a coisa, que recomendou a leitura ao Conde Drácula com um prefácio sugestivo, eu li para a moça: “De nossa pessoa silenciamos. Quanto ao assunto deste livro, porém, de que se trata aqui, pedimos que os homens o considerassem não uma simples opinião, mas, de fato, uma obra; e que tenham certeza de que não se trata da fundação de uma seita ou da justificação de uma ideia, mas de fundamentação da utilidade e da grandeza humana.” A partir daí, o que se ouviu falar do Conde Drácula foi que ele habitava numa cidadezinha procurando alguma sopinha em lixeiras de banheiros do público feminino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 12px; line-height: 18px; "&gt;Daí ela remexeu na bolsa e eu não ficaria surpreso se ela retirasse dali algum afrodisíaco ou algum alucinógeno. Eu queria fazer uma fuga, mas ela tinha outras ideias. Ela me perguntou se eu tinha algum problema com o mercado de ações. Daí, ela retira da bolsa algo que parecia ser um par de algemas e com certa expressão no rosto veio em minha direção. E eu apavorado digo: - A integridade é um conceito relativo, é melhor deixar para Jean-Paul Sartre ou Hannah Arendt. A realidade é que, quando os ventos uivam, os princípios e ideais sublimes têm a tendência de sumir num redemoinho pelo ralo do banheiro. Foi aí que rilhei os dentes e fui vencido pela minha musa ruiva. Durante os próximos instantes, devo confessar, tive um chorrilho daqueles apelos de intervenção divina. A última prece que fiz em minha vida, até aquele instante, tinha sido: meu adorado Senhor, já estou com 30 anos e estou ficando careca... Mas agora minhas preces seriam para impedir aquela devassa de devolver minhas partes pelo correio, para quatro endereços diferentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 12px; line-height: 18px; "&gt;Depois de satisfeita, ela deitou exausta ao meu lado e, eu, num momento de prazer, peguei o livro que estava nas mãos dela e o título me pareceu conveniente para aquela situação: Da ilusão transcendental. E lá balbuciei: verdade ou ilusão não estão no objeto, enquanto é em verdade dizer corretamente que os sentidos não erram, não porque eles julguem corretamente, mas porque eles não julgam de modo algum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 12px; line-height: 18px; "&gt;Isso acarretou uma discussão violenta. Falei que não queria mais vê-la e que queria a custódia daquele livro de Immanuel Kant, vontade que ela me cedeu sem maiores delongas. Desde daquele dia, não sei qual foi o rumo daquela mulher, mas posso dizer que, enquanto não existirem muitos trabalhos para um professor de filosofia aqui na Terra, os meus ossos e carnes permanecerão inteiros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 12px; line-height: 18px; "&gt;Danilo Dornas é professor de Filosofia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 12px; line-height: 18px; "&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;email/MSN: danilodornas@hotmail.com&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 12px; line-height: 18px; "&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;http://paideiadigital.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong style="font-size: 12px; line-height: 18px; text-align: justify; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-929368537456138781?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/929368537456138781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=929368537456138781' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/929368537456138781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/929368537456138781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2011/11/ossos-e-carnes.html' title='Ossos e Carnes'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ogjx33pqu00/TrcorpQTnRI/AAAAAAAAKpw/HcoXt3EE9Xs/s72-c/DSC00106.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-507828612979179999</id><published>2011-07-22T14:21:00.001-03:00</published><updated>2011-07-22T14:21:53.103-03:00</updated><title type='text'>A missão de Cronos</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-EzCNw6LKcKE/Timxq0buNWI/AAAAAAAAKpM/SEGGuTXTO4w/s1600-h/Imagem%252520%25252821%252529%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img title="Imagem (21)" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-left: 0px; margin-right: auto; border-bottom: 0px" height="184" alt="Imagem (21)" src="http://lh3.ggpht.com/-f-59BGYrx7s/Timxr1dWCPI/AAAAAAAAKpQ/BZZvC5SQeq0/Imagem%252520%25252821%252529%25255B8%25255D.jpg?imgmax=800" width="244" border="0"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;Foto: Danilo Dornas&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Era uma vez, na Noruega, com a queda do preço do run, os comerciantes atiraram ao mar alguns tonéis da bebida para que o feito faça subir o seu preço novamente. Essa foi uma estreita manobra, talvez perdoável e necessária para enganar a própria consciência da realidade. Porém, será que nossa consciência realmente necessita de tanta manobra da realidade? Ou ainda será que alcançamos a plena arte de nos iludir? Contudo, a mais elevada ilusão humana é a fé. A fé é um sentimento de predestinação. É pensar no futuro, de forma imaginária ou ideal, com todas perfeições que conseguimos projetar em nossa consciência. Não posso resolver os problemas do futuro, pois isso, para mim, é como uma traição ao presente. Tentar resolver problemas futuros é uma patologia da qual se espera estar curado o mais rápido possível. Para aqueles que não tem preocupação com o destino, a vida implica suficientes encargos, e os aborda com o sincero amor e a existência não será em vão. Não indignes ao ouvir que o amor não é um instrumento para ir além, para mergulhar no destino e nem construir um futuro. O amor é o presente. O proprio Heráclito, o filósofo obscuro, afirmava que não é possível mergulhar-se duas vezes num mesmo rio. Uma atenção ao presente é o que o amor necessita. E considerar o presente é admirar os detalhes, as formas e a vitalidade da pessoa amada. Portanto, pensar o presente é admitir que é necessário ir além à cada fração de segundo do aqui e do agora.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-507828612979179999?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/507828612979179999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=507828612979179999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/507828612979179999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/507828612979179999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2011/07/missao-de-cronos.html' title='A missão de Cronos'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-f-59BGYrx7s/Timxr1dWCPI/AAAAAAAAKpQ/BZZvC5SQeq0/s72-c/Imagem%252520%25252821%252529%25255B8%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-467223812752035763</id><published>2011-07-21T13:29:00.003-03:00</published><updated>2011-07-21T13:31:28.630-03:00</updated><title type='text'>Demoníaco ou Divino</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-algAC_JeLy0/TihTzjCRa_I/AAAAAAAAKo4/oQGXL0aaot0/s1600-h/danilo%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img title="danilo" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="184" alt="danilo" src="http://lh6.ggpht.com/-lDnja2_Jhes/TihT0G35arI/AAAAAAAAKo8/m4Xn1L8XQXQ/danilo_thumb.jpg?imgmax=800" width="244" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ola amigos! Assim como a minha vida, o blog será totalmente renovado. Não é possível salvar-se da Natureza por mediação à ideia social que fazem de nós mesmos. A ética sempre zomba dos homens que se tratam como figuras racionais. Isso porque a ética possui raízes nos paradoxos, seja demoníaco ou seja divino. Ora, uma depravação moral também nos causa uma pressão de racionalidade. Esta é uma cruel injustiça! Seria melhor se pudéssemos acusar a vida de ter ela mesma depravado os seres, como uma madrasta que desnatura os pequenos que não são filhos seus. Mas, o fato é que um indivíduo, posto fora, não pode se tornar responsável com nada que a sociedade impõe. A propósito desse tema, os filósofos deveriam dar seus alarmes. Sabem-se lá as leituras que se podem fazer nossos imponentes perspicazes (ou intelectuais), porém em minhas reflexões, prefiro assumir qualquer papel na minha existência e desconheço qualquer outra prova e serviço que nos traz a imortalidade. Essa demência de desejar a imortalidade é o sofrimento de qualquer ser vivente. Mas àqueles que pensam em construir vidas, para simplesmente não morrer, tomaram que sejam ao menos sutis e amorosos. Como na história de &lt;em&gt;Fausto&lt;/em&gt; um incrédulo! A concepção de Goethe emerge em secretas considerações a respeito da dúvida. Atualmente, a dúvida que vivemos não inspira mais os poetas, os filósofos para dar um passo numa direção, como queria Sócrates. A dúvida é uma obrigação para que se prossiga a experiência sem ocupar uma “terceira margem” de um rio. Escutam-me! O sofrimento é um ótimo argumento para mostrar que não se domina o orgulho. O orgulho é a condição da natureza e encanta a dúvida. E ainda confesso se não sei se ela é demoníaca ou divina, mas o importante é que a dúvida é essencialmente ideal para uma inócua discussão. Mas que esse assunto, um tanto pedante, não seja apenas outra estupidez, então que os espectadores o trate como uma situação cômica da vida. Manter o silêncio é condenar si mesmo à moralidade – e ao calabouço. Seja demoníaco ou divino…&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Danilo Dornas&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-467223812752035763?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/467223812752035763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=467223812752035763' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/467223812752035763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/467223812752035763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2011/07/demoniaco-ou-divino.html' title='Demoníaco ou Divino'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-lDnja2_Jhes/TihT0G35arI/AAAAAAAAKo8/m4Xn1L8XQXQ/s72-c/danilo_thumb.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-8993349431363383407</id><published>2011-07-20T11:30:00.005-03:00</published><updated>2011-07-20T12:10:21.807-03:00</updated><title type='text'>O ladrão de mel</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-46yKVhOcq8I/TibtJ0kQz5I/AAAAAAAAKow/Thq5SdWuSKU/s1600/Durer%2Bcupid%2Bbees.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 396px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-46yKVhOcq8I/TibtJ0kQz5I/AAAAAAAAKow/Thq5SdWuSKU/s400/Durer%2Bcupid%2Bbees.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631449137058729874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;O ladrão de mel&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Albrecht Dürer&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;(1514)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o ser humano tivesse consciência eterna, talvez seria absolutamente soberbo e fútil para as mais obscuras paixões e para os mais sublimes amores. Se não houvesse nenhum laço sagrado que alimentasse o ser humano em suas relações, a existência seria apenas solidão, angústia e desespero. Mas, então a renovação é o instrumento sublime para fugir dessas condições horripilantes que não podem condicionar a vida em toda sua dimensão. E para renovar é preciso recorrer à poesia, à música, à natureza, à filosofia - às coisas que harmonizam a alma. Todas essas renovações estão sempre sob custódia daqueles que compreendem os desatinos da vida. É a atividade de um amante que canta a beleza do mundo e atende a escolha do coração com descencia e fidelidade ao sagrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atender o coração é a tarefa de um heroi. O heroi se mantem fiel ao seu amor e ao combate diurnamente contra as armadilhas do esquecimento. O heroi ama. O amante ama. Ninguém é punido por amar. Não! Nunca se pune as pessoas que amam, pois para os amantes tudo é grandioso demais para se perder em torturas. Todo amante é heroi. Todo amante representa o que há de mais sublime na existência humana. Assim como o heroi representa o que há de mais grandioso nos desejos humanos. O amante e o heroi são aqueles que incondionalmente amam... Eles possuem as chaves dos céus e dos infernos e as mantém sob sua tutela. Querer tais chaves é sempre um risco, mas quando não se sabe o caminho a seguir, todos caminhos nos levam ao lugar que desejamos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Danilo Dornas é um amante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-8993349431363383407?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/8993349431363383407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=8993349431363383407' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/8993349431363383407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/8993349431363383407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2011/07/o-ladrao-de-mel.html' title='O ladrão de mel'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-46yKVhOcq8I/TibtJ0kQz5I/AAAAAAAAKow/Thq5SdWuSKU/s72-c/Durer%2Bcupid%2Bbees.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-3588194821512746118</id><published>2011-03-08T22:16:00.017-03:00</published><updated>2011-03-10T17:18:59.534-03:00</updated><title type='text'>Vendendo Neuroses</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-v_RFn6emYAs/TXedK3UdHDI/AAAAAAAAKnU/3VlhQahG3AE/s1600/margritte_philosopher.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 359px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-v_RFn6emYAs/TXedK3UdHDI/AAAAAAAAKnU/3VlhQahG3AE/s400/margritte_philosopher.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582103073123015730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A quantidade de propagandas que chegam em minha caixa de &lt;i&gt;emails &lt;/i&gt;sobre cursos a distância, me levam a concluir que eu devo estar cadastrado em alguma lista de discussão para analfabetos. Não que eu esteja me queixando. Há coisas que me fascinam tanto quanto um catálago de motel. E foi num destes emails que descobri um curso de férias, no Sudão, oferecido por um veterinário junguiano que ensina a um cachorro, que sua língua não é, necessariamente, um inconveniente social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É assim que eu descubro que o sucesso está além do que possa imaginar nossa vã filosofia. Nunca imaginei que Carl Gustav Jung (1875-1961), importante psiquiatra suiço e nazista, influenciaria um jovem veterinário a solucionar as neuroses de um cão sarnento. Logo, pensei em Aristóteles, para ensinar uma hiena rir de felicidade ou preparar um curso de Maquiavel exclusivo para gatos. Minha mente rodopiava, tentando imaginar os sonhos, esperanças e obstáculos que devem ter enriquecido o palestrante, antes de oferecer um curso para cães. Meus olhos estavam umedecidos e estava com uma sensação de eternidade, convencido de que o lugar do homem no universo é na educação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensei: a prática de cursos como este também podem ser aplicado ao homem- esse ser complexo. Então, comecei a separar o meu curso de psicologia para seres humanos em alguns módulos: A) Aprenda a classificar uma pessoa entre "Pessoas Maravilhosas" e "Pessoas que dão vontade de esganar". B) Haverá separação entre mente e corpo? Qual é melhor? C) Introdução à Hostilidade; Hostilidade Intermediária; Ira Avançada; Fundamentos Teóricos do Ódio. Para tanto, fazendo juz à minha formação, é importante que haja um embasamento filosófico em todos cursos. Então, entre os módulos preparei serão oferecidos "Imperativo Categórico: como fazer que ele funcione a seu favor?"E é claro para um público seleto de xiitas oferecerei um"Introdução a Deus" - com pesquisas de campo e debate com o Criador. Tudo isso ofertado pela mais pura caridade e uma quantia simbólica de vodka com limão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda pensando sobre as neuroses e o que eu poderia fazer para impedir que elas avancem, me sentei num bar de lésbicas. Foi quando escutei, na mesa ao lado, um "estou enjoada". Entendi aquilo como uma espécie de senha para o futuro. Pensei logo em cursos de "Biologia Contemporânea" e seus módulos: A) Quais as Funções do Corpo e onde elas são encontradas? B) A aventura do sangue e por que o melhor a se fazer com o sangue é deixá-lo nas veias? C) O aparelho digestivo de uma rã e a comparação com um humano. Qual tempero utilizar em ambos casos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis aí minhas contribuições que ilustra a trédia das qualidades transitórias, tais como a honestidade. A educação é uma dádiva? Por que não? Este é um sutil tratamento das neuroses que se vendem para inserir um homem na sociedade a fim de tomar-lhe todo o seu tempo e trabalho. Definitivamente, o homem não provoca sua infelicidade, parece que sofrer depende do mercado de ações e daqueles que se interessam por McDonald's. Certas tribos ortodoxas acreditam que o sofrimento é a única forma de redenção, ao passo que os estudiosos de comportamento humano mencionam que o ato de sair por aí dando cabeçadas nas paredes é uma atitude benevolente para si mesmo e se reafirmar no mundo, evitando neuroses. Quanto a isso, prefiro não interferir e vender algumas neuroses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Danilo Dornas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Vendedor de neuroses &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-3588194821512746118?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/3588194821512746118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=3588194821512746118' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/3588194821512746118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/3588194821512746118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2011/03/vendendo-neuroses.html' title='Vendendo Neuroses'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-v_RFn6emYAs/TXedK3UdHDI/AAAAAAAAKnU/3VlhQahG3AE/s72-c/margritte_philosopher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-4454281220878482663</id><published>2010-10-30T04:12:00.020-02:00</published><updated>2010-10-31T12:52:22.460-02:00</updated><title type='text'>Réquiem de um degenerado</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/TMu314NnqMI/AAAAAAAAKmg/9ypprr3gy1g/s1600/Image.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 351px; DISPLAY: block; HEIGHT: 264px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533718703405246658" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/TMu314NnqMI/AAAAAAAAKmg/9ypprr3gy1g/s400/Image.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Foto: Nayane Davin&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha vida passava diante dos meus olhos com uma série de vinhetas melancólicas, bem ao estilo do compositor Antônio Vivaldi, em suas &lt;em&gt;Quatro Estações&lt;/em&gt;. Após a Tsunami que tentava, sem sucesso, me afogar, cá estou sem precisar mais lutar para respirar, saboreando minha cálida vodka com limão (nesse horário já deixou de ser uma &lt;em&gt;caipivodka&lt;/em&gt;). Ao fundo, na TV, um pastor, cuja crença explica a origem do Universo, mas não o deixa acreditar que o Senhor não é surdo, grita em tom elevado que o fim está próximo. Antes de escrever, eu estava arquivando, em ordem alfabética, os conselhos para viver, alegremente, os últimos dias, que estavam esboçados em planos estratégicos magníficos da Nova Era, publicados em panfletos e distribuídos, gratuitamente, em locais públicos, semáforos ou mesmo jogados embaixo das portas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não havia nenhum plano parapsicológico para auxiliar a polícia contra os vigaristas de plantão, mas havia conselhos para disseminar o mal em sua essência. As propagandas sobre a Nova Era são apenas dádivas contemporâneas sobre as feições da alma e do transcendente que, para mim, soavam como uma coleção de escritos gastronômicos e orgânicos – portanto, para arquivar, tem que ser no lixo com um ritual místico-gastro-intestinal – seja lá o que isso possa significar.&lt;br /&gt;Um panfleto, da Nova Era, que propagava a ideia da Sra. Martha Klaus III, uma deusa auto-proclamada e líder da “Igreja Deusas Klaus no Planeta Terra”, na voz de seu assessor de imprensa Sr. Ronaldo (o Ronaldinho Bom Jesus), defende a hipótese da salvação de toda plenitude da vida humana num saco plástico preto. Não obstante, segundo a tal religião, a Terra está saindo de seu outono cármico, logo será o inverno astral que durará 382 mil anos-luz, por isso há, naquele panfleto, todos os ensinamentos para os seres (vivos e não-vivos) que desejam ascender para dimensões de freqüência mais elevada, onde supostamente podem ganhar as alturas, sair de casa, buscar uma pizza e adivinhar os seis números do próximo concurso da mega-sena.&lt;br /&gt;Enquanto isso, na TV, a levitação, a onisciência, a onipresença, a onipotência e a oniprepotência, corroborando com a plenitude da minha paciência, proclamam que dessas dimensões só podem ascender quem está numa freqüência baixa, e, por conseguinte, quem está numa freqüência alta, não pode, simplesmente, baixar a freqüência. Fato comprovado com a conversa mole que ataca a cabeça dura dos incautos com uma bravata bíblica. Pagamento com dinheiro vivo são malvistos, mas um pouco de lealdade e fidelidade garantem o trabalho produtivo e pode render uma cama e o macete para conservar o feijão com arroz no dia do Juízo Final.&lt;br /&gt;Tudo isso levado a sério!&lt;br /&gt;E foi nesta madrugada, só nesta que, mesmo sem conseguir chegar ao fim do meu copo com vodka e limão, consegui desmaterializar uma série de panfletos do gênero, bem como um livrinho preto com um símbolo de tortura na capa. Quanto à Sra. Martha Klaus III, a notícia que tive a partir da &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; foi que ela tentara erguer um prédio que funcionaria um &lt;em&gt;Centro de Embarcação dos Penúltimos Dias, &lt;/em&gt;construção que contaria com o apoio do &lt;em&gt;Centro da Ascensão Sublime&lt;/em&gt;, ala conservadora de sua própria Igreja. Ali seriam ofertados cursos que prometiam a salvação antes da danação e da putrefação final. No fundo seria um centro de penúltimos instantes da vida, tornando-se também um local de arrependimento mútuo. Porém, corre um boato, por &lt;em&gt;email&lt;/em&gt;, que numa operação da Receita Federal e da Polícia Federal alguns fiscais reencarnaram e agora pretendem desmantelar a linda &lt;em&gt;Igreja Deusas Klaus no Planeta Terra, &lt;/em&gt;por causa da comercialização ilegal dos bombons partículas-de-luz. Se isto for verdade, eu jamais conseguirei ganhar as alturas, sair de casa, buscar uma pizza e adivinhar os seis números do próximo concurso da mega-sena. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;email: &lt;a href="mailto:danilodornas@uol.com.br"&gt;danilodornas@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-4454281220878482663?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/4454281220878482663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=4454281220878482663' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/4454281220878482663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/4454281220878482663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2010/10/requiem-de-um-degenerado.html' title='Réquiem de um degenerado'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/TMu314NnqMI/AAAAAAAAKmg/9ypprr3gy1g/s72-c/Image.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-9111046386985136688</id><published>2009-10-05T11:54:00.006-03:00</published><updated>2009-10-05T12:07:24.238-03:00</updated><title type='text'>Boa semana, gênios!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SsoJxJakidI/AAAAAAAAKKc/o03RDsLLWDk/s1600-h/18.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 184px; FLOAT: left; HEIGHT: 141px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389130644047825362" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SsoJxJakidI/AAAAAAAAKKc/o03RDsLLWDk/s400/18.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre me deparo com questionamentos sobre a minha escolha pela Filosofia. As minhas respostas acompanham uma expressão facial, que normalmente se usa quando se vai para uma guilhotina numa execução pública. Quando saí da faculdade de Filosofia, eu era mais entusiasta com tal resposta: naquela época, eu queria "desbanalizar o banal" e "recriar os significados do mundo". Mas, agora com a mesma expressão facial de ser abatido por um caça F-17, retomo a estes questionamentos para conseguir ilustrar como segui a vida filosófica num país de clima tropical e que seria muito mais interessante freqüentar um clube ou uma praia do que ler &lt;em&gt;Apologia de Sócrates&lt;/em&gt;, de Platão. Porém, hoje em dia tento ser um pouco mais prático, para não render tanto assunto e atrase a minha participação no Comitê Universal dos Preguiçosos Militantes.&lt;br /&gt;Eu comecei a ler filosofia durante uma intensa crise intestinal, que me deixou de cama por dias. Foi então que procurei ler alguns livros, que são ideais para essas ocasiões. Comecei por Spinoza, Kant e cheguei a Nietzsche, Heidegger e Ortega y Gasset. E foi em Heidegger que meus olhos encheram de lágrimas quando li a seguinte frase: “&lt;em&gt;uma observação terminológica preliminar regulará o uso da palavra ‘transcendência’ e preparará a determinação do fenômeno com ele visado. Transcendência significa ultrapassagem. Isto é o que pode acontecer a um ente&lt;/em&gt;”. Confesso que não entendi, mas o que isto importa, se ele estava se divertindo? Acometido por uma piora no meu estado de saúde, li "&lt;em&gt;A Náusea&lt;/em&gt;", de Sartre; e na certeza cartesiana que eu iria morrer, recorri ao meu projeto final de vida na peça "&lt;em&gt;Entre Quatro Paredes&lt;/em&gt;", do mesmo autor. Desiludido e combalido de tantas apreciações sobre ética, moral, estética e metafísica, quis praticar cada teoria desenvolvida por estes gênios filósofos na vida real. Foi então que meu estado de saúde melhorou, mas Spinoza, com o seu panteísmo, ainda me mostrava que Deus estava presente nos jilós, nas azeitonas e nos brócolis, o que ainda me causava alguma indigestão.&lt;br /&gt;Depois de tanta atenção na diversão dos filósofos, resolvi escrever a minha própria diversão, ou seja, meu próprio Tratado Filosófico. Resolvi escrever algo sobre metafísica, destinado a um público que viveria uns 300 anos após a minha morte e que seria a obra mais lida entre os 1/16 de 1% da população que cria roedores brancos escandinavos. O trabalho rendeu bem: na primeira tarde, tirando os momentos que parei para uma soneca e assistir um desenho animado consegui formular algumas diretrizes para um bom pensamento filosófico, desvinculado da prática.&lt;br /&gt;A primeira regra para um filósofo investigar é: O que podemos conhecer? - claro essa pergunta é um tanto maldosa, uma vez que nunca se sabe se queremos realmente conhecer o que podemos ou simplesmente temos vergonha de admitir o que já conhecemos. A segunda regra para uma boa metafísica é tentar desvendar os enigmas do universo. Como este assunto é um pouco batido, podemos ficar apenas com uma pergunta sobre o universo como: por que o universo faz tanto barulho? – perguntas de epistemologia e metafísica são fundamentais!&lt;br /&gt;Mas pensar isto não resolve a imortalidade da alma, mas é um passo para a eternidade. Sobretudo quando se descobre que Descartes separa mente e corpo, e me esclarecendo que minha mente nunca conhecerá meu corpo, embora fique íntimo de outras partes do sexo oposto. Assim, o cérebro se tornou o meu segundo órgão favorito! Para requintar com doses contemporâneas resolvi encher meu tratado com menções a Freud e ao Einstein. Lembrando que Freud saiu suando frio depois de assistir "Édipo Rei" e Einstein sentia sua cama cada vez mais distante, pois o universo estava em constante expansão, consegui dar um tom de informação sobre suas reais aspirações intelectuais. Sobre Kant, eu compreendi que ele nunca pagou uma conta, porque não tem como aplicar o Imperativo Categórico nestas ocasiões, pois nunca se pode agir da mesma forma entre pagar impostos e pagar uma rodada de bebidas para os amigos.&lt;br /&gt;Com tanta riqueza de detalhes em minha obra filosófica e sem deixar me perder em questões pessoais, finalizei o meu tratado filosófico falando sobre temas que julgo importante para daqui a 300 anos, após minha morte, como: felicidade, arte de fazer amigos sem precisar de &lt;em&gt;Orkut&lt;/em&gt; e como expor suas idéias num &lt;em&gt;twitter&lt;/em&gt; (este último eu cito Nietzsche, meu twiteiro profissional). Enfim, não é difícil compor um tratado filosófico, é muito mais difícil conseguir alguém que o leia. Mas, neste mundo, todo o esforço para escrever algo é válido!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é um gênio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://paideiadigital.blogspot.com/"&gt;http://paideiadigital.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;e-mail:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:danilodornas@uol.com.br"&gt;danilodornas@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-9111046386985136688?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/9111046386985136688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=9111046386985136688' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/9111046386985136688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/9111046386985136688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2009/10/boa-semana-genios.html' title='Boa semana, gênios!'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SsoJxJakidI/AAAAAAAAKKc/o03RDsLLWDk/s72-c/18.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-7204490123237301387</id><published>2009-07-15T01:30:00.005-03:00</published><updated>2009-07-15T12:49:52.567-03:00</updated><title type='text'>Desejas a saúde? Então interrompa o labor.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/Sl1bcdhXXJI/AAAAAAAAKGY/NVL9fqLmtq4/s1600-h/Goya_War3.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 301px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358539676159794322" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/Sl1bcdhXXJI/AAAAAAAAKGY/NVL9fqLmtq4/s400/Goya_War3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desejas a saúde? Então, pondere seus atos, se envolva com a ociosidade para que não trabalhes tanto. Esta seria uma boa dica para pessoas evitar as doenças e mazelas de nossa época. Não nego que o conselho dado esteja apoiado em algum ceticismo ou em alguma ironia e sarcasmo, porém não deixo de revelar também que a mudança de atitude sobre as coisas laborais é a vantagem fundamental para manter a saúde e o bem-estar. É claro que, o prazer impressiona menos que a dor e, por isso, que a excitação e o gozo não representam efeitos significativos diante de tantas regras sociais e evidências pessoais quanto às finalidades.&lt;br /&gt;Mas o que são as regras? Alguns filósofos e cientistas afirmam que são mecanismos que nos ajudam a evitar o prazer e o gozo. Sendo assim, o bem-estar é apenas uma ausência de sofrimento. Para mim, as regras são manifestações de sofrimentos coletivos. No entanto, este bem sem sofrimento suporta a preservação humana e se orienta pelo que é certo ou errado, mas são determinados pelos que já não querem mais o prazer. Então, como confiar em contradição tão evidente? Sempre existe prazer em trabalhar? Se desejar a vida, não. Se desejar a morte, sim. Depende do ponto de equilíbrio, da circunstância e das condições que se tem para a orientação que se quer seguir.&lt;br /&gt;O que eu não entendo é que tantas pessoas desejam a morte, trabalhando. É assim que se inicia o próprio aniquilamento, porque se procura inverter o prazer à dor. E isto dissipa toda sensibilidade de querer escolher entre ser sadio ou doente, pois ao final não sobrará mais espaço para o prazer e sobrará espaço para a dor. A velhice é assim: uma situação humana rica em memórias. Epicuro estava certo quando, em carta, afirmou “alegra-me não estar doente, mas se o estou quero saber o que tenho, e se me operam quero sentir a dor; e se me curam quero me lembrar de tudo”. Portanto, o que sobra é apenas a memória de um dia cheio de coisas que foram feitas e os projetos de coisas a se fazer no próximo dia. E a vida se vai e se esvai em conteúdo. Por isso, na lápide dos trabalhadores e escravos deveriam repetir sempre a mesma frase: “Doce é a lembrança das tristes idas”.&lt;br /&gt;Portanto, admite-se que a mesmo a imposição da dúvida, da ironia e do sarcasmo é um último remédio para os males que não se pode suportar. “Agrada-te a vida? Suporte-a. Está cansado dela? Sai como quiseres. A dor te inferniza? Resista.” Assim, convido à vida: se vir, beba ou se vá! – é uma escolha. Uma escolha que não se converge em ignorância e nem em estupidez e preconiza todo sentimento de toda existência. Portanto, não deixe que a vida te empregue, mas empregue a vida com um singelo impulso de vigor. A simplicidade desta inversão torna a existência mais agradável. Aliás, isto não é a pretensa felicidade, mas fragmento do que ela possa ser. Afinal, somos fragmentos da jornada de labor. Mas apenas fragmentos, ainda bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas é filósofo&lt;br /&gt;&lt;a href="http://paideiadigital.blogspot.com/"&gt;http://paideiadigital.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;email: danilodornas@uol.com.br&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-7204490123237301387?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/7204490123237301387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=7204490123237301387' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/7204490123237301387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/7204490123237301387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2009/07/desejas-saude-entao-interrompa-o-labor.html' title='Desejas a saúde? Então interrompa o labor.'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/Sl1bcdhXXJI/AAAAAAAAKGY/NVL9fqLmtq4/s72-c/Goya_War3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-6044828009397621414</id><published>2009-06-27T17:39:00.021-03:00</published><updated>2010-11-09T23:24:25.818-02:00</updated><title type='text'>Zé Dornas contra a ciência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SkaETCG6wjI/AAAAAAAAI5E/bSoARsYJIpA/s1600-h/danilo+%2896%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 311px; float: left; height: 244px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352110669694681650" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SkaETCG6wjI/AAAAAAAAI5E/bSoARsYJIpA/s400/danilo+%2896%29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt;    &lt;w:word11kerningpairs/&gt;    &lt;w:cachedcolbalance/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;   &lt;m:mathpr&gt;    &lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;    &lt;m:brkbin val="before"&gt;    &lt;m:brkbinsub val="&amp;#45;-"&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef/&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="35" qformat="true" name="caption"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="10" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" name="Default Paragraph Font"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="11" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtitle"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="22" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Strong"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="20" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="59" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Table Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Placeholder Text"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="No Spacing"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-theme-font:minor-fareast;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:"Times New Roman";  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;J&lt;span style="font-family: arial;"&gt;osé Dornas, meu avô, residia numa pequena casa em Juatuba, interior de Minas Gerais. A casa era bem pequena, sem muitas extravagâncias. Aos fundos um quintal com plantação de tomates que ele, às vezes, vendia numa quitanda ao lado da igrejinha em homenagem a São Sebastião. Mas de sua casa e de seu modesto quintal, via-se a lua. A lua era para ele a coisa mais extraordinária que ele conseguia ver, pois era a casa de São Jorge e do Dragão, a inspiração dos amantes e a orientação da sua vida e de sua plantação de tomates.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Num dia de julho de 1969, à tarde, ele viu uma correria rumo à casa do prefeito da cidade, único lugar que possuía um aparelho de Televisão. Zé Dornas correu também, se ajeitou e espiou da janela aquela imagem trêmula e cinza que o homem iria à lua naquele instante. Três homens, vestidos com roupas esquisitas estavam de partida num foguete para o corpo celeste em nome da ciência. Espantado, ele voltou para sua casa, esperou anoitecer e foi para o quintal olhar a lua, lá no alto, esperando o tal foguete passar em frente dela. E nada! Não viu absolutamente nada. Amanheceu e ao passar pela cidade, ouvia comentários por toda parte sobre um trem viajando entre as estrelas, com um bando de gente, para pisar na lua, mas ele não via nada. E se, talvez, São Jorge com seu Dragão não existissem? E, se, talvez a lua fosse aquela poeirinha cósmica como explicavam os especialistas da TV? E, se, talvez o homem conquistasse a lua? – coçando a cabeça e cheios de dúvidas, meu avô estava com uma curiosidade perturbadora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Após três dias da partida, manchetes de jornais não deixavam dúvida: “O homem chega à lua”; tal notícia ocupa também o mais sofisticado meio de comunicação existente: a boca do povo. Era rádio, TV, jornal e todo mundo comentando sobre a supremacia dos americanos e os avanços científicos e tecnológicos decorrentes daquele fato histórico. E o Zé Dornas inconformado pensando diante de toda aquela euforia popular: - Aqui do meu quintalzinho não vi nada não. - Zé Dornas observava a lua e tentava aproximá-la e não via nem foguete e nem homem algum passeando sobre a lua como todos comentavam por ali. Ele retornou à casa do prefeito para verificar as informações sobre a visita do homem à lua naquele aparelho de televisão. E lá, na casa do prefeito, a sala já estava cheia de gente boquiaberta, vendo um homenzinho brincando na lua, pulando igual criança, mas nada de São Jorge e nada de Dragão... A frase do sujeito que pisou na lua repetia a todo instante: “pequeno passo para um homem e o grande passo para a humanidade”. E o Zé Dornas resmungava: - uai, ele não está lá não! - Olhava a lua, olhava a TV, olhava a lua, olhava a TV... e nada! Não via nada! Estava convicto que a observação dele era mais valiosa do que a mídia e a ciência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;E naquele lugarejo não se falava em outra coisa. Era o desenvolvimento científico, era a potência tecnológica, era o homem conquistando a lua, o São Jorge e o dragão. Meu avô Zé Dornas inconformado repetia a frase: - uai, eu não vi nada disso não! – Para o meu avô Zé Dornas, a lua continuava o mesmo corpo celeste intocável e moradia de São Jorge e do seu dragão, continuava a fonte inspiradora dos amantes, da noite, das mudanças de sua vida e do seu quintal. E nenhum homem poderá acabar com este significado primordial da lua apenas caminhando e brincando sobre ela. Para Zé Dornas, o homem nunca foi mais longe do que a Igreja São Sebastião, em Juatuba. E ele está certo, pois, às vezes, precisamos vender tomates na quitanda ao lado de uma igrej&lt;/span&gt;a.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; neto de Zé Dornas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-6044828009397621414?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/6044828009397621414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=6044828009397621414' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/6044828009397621414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/6044828009397621414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2009/06/ze-dornas-contra-ciencia.html' title='Zé Dornas contra a ciência'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SkaETCG6wjI/AAAAAAAAI5E/bSoARsYJIpA/s72-c/danilo+%2896%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-3636962544328724893</id><published>2009-06-20T16:44:00.005-03:00</published><updated>2009-06-20T19:41:58.337-03:00</updated><title type='text'>Uma noite no restaurante</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/Sj08hVHXA8I/AAAAAAAAI4U/2p6P01-7Keg/s1600-h/untitled.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 315px; DISPLAY: block; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349498475687379906" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/Sj08hVHXA8I/AAAAAAAAI4U/2p6P01-7Keg/s400/untitled.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; A noite anestesia os que querem ficar próximos de seus amores. Não ao acaso que a noite é dos boêmios, dos alegres e dos apaixonados. Porém, todos estes seres que deveriam dormir fazem parte de um preâmbulo da insensatez do porvir. Mas, o que seria de todos sem a noite que desperta a loucura que nos habita enquanto há o sol? Não há vida sem o mínimo de loucura e de paixão, ainda que num breve instante. Há um conto de Franz Kafka, intitulado &lt;em&gt;Fábula Curta&lt;/em&gt;, que resume bem o que é a minha vida:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ai de mim! - disse o rato - o mundo vai ficando dia a dia mais estreito. Outrora, tão grande era que ganhei medo e corri, corri até que finalmente fiquei contente por ver aparecerem muros de ambos os lados do horizonte, mas estes altos muros correm tão rapidamente um ao encontro do outro que já estou no fim do percurso, vendo ao fundo a ratoeira em que irei cair.&lt;br /&gt;- Mas o que tens a fazer é mudar de direção - disse o gato, devorando-o.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O único problema desse conto é que não sei bem qual é o personagem que eu mais me identifico. Eu seria o rato ou o gato? Sabemos que, ao final, com tantos caminhos escolhidos, tantas direções assumidas sobrarão apenas poeiras e ossos. Então, não há muito que se preocupar com o final. É para isto que serve a noite: é uma anestesia que fascina e incentiva as mais loucas corridas neste jogo breve que é a vida.&lt;br /&gt;Não que eu seja destes tipos melodramáticos que encontra obstáculos para anoitecer em claro, mas talvez eu seja apenas mais um que cansa de dormir abaixo do sol e necessite, talvez, correr na noite. Sair por aí obedecendo a lei da sobrevivência, contente, em busca dos muros altos que limitam o horizonte até ser consumido pela própria vida. Afinal, mesmo que haja dúvidas quanto aos personagens do conto, somos todos ratos, mesmo desejando ser como os gatos, neste grande restaurante que é o mundo. O problema é que o homem já inaugurou o &lt;em&gt;fast food&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;self-service&lt;/em&gt; que não precisa ser grande, mas se consome mais rápido. Vamos nos acostumar com esta ideia?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é um rato.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-3636962544328724893?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/3636962544328724893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=3636962544328724893' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/3636962544328724893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/3636962544328724893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2009/06/uma-noite-no-restaurante.html' title='Uma noite no restaurante'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/Sj08hVHXA8I/AAAAAAAAI4U/2p6P01-7Keg/s72-c/untitled.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-1465032461507858139</id><published>2009-06-08T00:57:00.009-03:00</published><updated>2009-06-08T13:02:22.863-03:00</updated><title type='text'>O ideal mundano</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SiyaFhLa6rI/AAAAAAAAI24/SwHDuw8qoFA/s1600-h/6154cd03f490dceef32c91973556d8f9.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 375px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344816277378230962" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SiyaFhLa6rI/AAAAAAAAI24/SwHDuw8qoFA/s400/6154cd03f490dceef32c91973556d8f9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Noé Embriagado &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;(Miguelangelo)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já tentou escrever algo que tente favorecer somente aos mortais? Já que são eles que estão incluídos em tudo que chamamos de realidade, incluindo o vinho, a cerveja e a vodka e outras tantas vantagens que são proclamadas e veneradas como divindades do mundo real. Mas, haverá no mundo coisa mais doce do que a vida? Não há para Zeus, Deus, Jeová ou Ala adoração tão sublime quanto às coisas que realmente embriagam o ser mortal do que as bebidas alcoólicas. Falaremos agora aos bobalhões que tentam adorar coisas que não se encaixam num copo e numa conversa com os amigos e inimigos. Vamos perguntar a eles: mostre-me um dos seus deuses que, mesmo usando barba como distintivo da sabedoria (assim como os bodes) e aos pastores (e suas ovelhas) para mostrar algo de realmente audacioso, abandonando a moral, a fazer asneiras e loucuras? - vamos lá, pergunte a esses adoradores da morte se eles são sábios o suficiente para nos mostrar este poder de destruir regras do que o próprio alto grau etílico no sangue.&lt;br /&gt;Ora, claro que eles não conseguirão responder. Se algum conseguir o mínimo que nos causa é o riso do ridículo, mas eles mesmos se esquecem que toda aquela fonte sagrada de onde provêm todas as regras, os deuses, as leis são fonte inesgotável da embriaguez. O que não se diz é que seus autores eram freqüentadores assíduos dos grupos de Alcoólicos Anônimos e, pelas suas profecias e testemunhos, viviam a vida no mundo "&lt;em&gt;só por hoje&lt;/em&gt;" – contando os dias que não beberam, em plena, crise de abstinência. Para profetizar e testemunhar é necessário alguma regra. Num caso específico, foram 10 regras! Imaginem?&lt;br /&gt;Introduzir bebida alcoólica é recuperar a juventude, é se tornar inocente e recuperar a doçura infantil que um dia perdemos. Ser infantil tem a vantagem de ser salvo até mesmo pelo próprio inimigo, pois como condição infantil seria inútil derrotar alguém já vulnerável. Não é realmente divino? O álcool misturado aos produtos naturais é a fonte do esquecimento, é a fórmula para dissipar as mágoas, nos conduzir à falta de juízo e à falta de um juízo final – que é o medo de todos os seres que se acham imortais.&lt;br /&gt;Julgue-me, agora, quem quiser, conforme o bom serviço que prestei aos homens com a metamorfose dos deuses. Não preciso recordar de nenhum dos efeitos do álcool, falo apenas dos benefícios que há em adorar algo mais prático, simples, comum e completamente humano. Portanto, coragem, vamos! Dissimular, enganar, fingir, fechar os olhos aos defeitos dos amigos, ao ponto de admirar grandes vícios como grandes virtudes, não será ao acaso, uma embriaguêz? Todos embriagados estão com o humor volúvel e intratável, além de possuírem olhos de morcego para descobrir os defeitos dos amigos e uma toupeira para ver os próprios defeitos. A estupidez e a conivência andam lado a lado na embriaguês e é por isso que a ternura e a justiça trazem sempre uma venda nos olhos, ambas são estúpidas e coniventes: tudo para confundir o belo e o feio. Essas coisas se verificam em toda parte, mas em toda parte são motivo de riso. Pois são justamente essas coisas ridículas que formam o principal laço da sociedade e que, mais do que tudo, contribuem para a alegria da vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filósofo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;e-mail/MSN:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:danilodornas@uol.com.br"&gt;danilodornas@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://paideiadigital.blogspot.com/"&gt;http://paideiadigital.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-1465032461507858139?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/1465032461507858139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=1465032461507858139' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/1465032461507858139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/1465032461507858139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2009/06/o-ideal-mundano.html' title='O ideal mundano'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SiyaFhLa6rI/AAAAAAAAI24/SwHDuw8qoFA/s72-c/6154cd03f490dceef32c91973556d8f9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-379579985319473954</id><published>2009-05-21T02:43:00.002-03:00</published><updated>2009-05-21T02:48:23.197-03:00</updated><title type='text'>O sentido da reforma educacional no Brasil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/ShTqPOBSyGI/AAAAAAAAI2A/S8gn76h8jUA/s1600-h/mafaldaeducacao.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338149005523339362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 391px; CURSOR: hand; HEIGHT: 416px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/ShTqPOBSyGI/AAAAAAAAI2A/S8gn76h8jUA/s400/mafaldaeducacao.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A aplicação do pragmatismo pela via educacional está implícita nas recentes propostas do Ministério da Educação diante do fraco desempenho dos estudantes brasileiros. As teses pragmáticas educacionais é aliar teorias e práticas, utilizando os mais variados instrumentos de informação para que a educação deva se constituir pela apresentação ou representação dos problemas numa didática contextualizada e articulada entre os obstáculos e a vida cotidiana, sem que haja a perda da dimensão cultural do estudante. Por isso, em resposta às recentes modificações do Ministério da Educação se deve cuidar para que tais teses pragmáticas não se confundam com a corrente pedagógica identificada por “Escola Nova”, mas garantir a implantação do valor ético humanista que indica o ser humano como protagonista de uma circunstância social. Por isso, as mudanças na educação não devem ser radicais, uma vez que não há cumprimento de exigências fundamentais como preparação dos professores e estudantes que ficam sob fogo cruzado entre as instituições e suas burocracias e os interesses político-partidários.&lt;br /&gt;A “Escola Nova” é uma corrente pedagógica da década de 30 do século passado e que se consolidou por um acordo político entre os defensores de uma educação tradicional devido ao apreço pela ideologia e os liberais que preferiram uma educação mais autônoma, laica e dividida em áreas do saber. Tal acordo foi encerrado pela Ditadura Militar que adotou o sistema de ensino baseando em apresentação de teorias, como era na Europa, do século XVIII, para que haja um apreço por ideologias militares, na tentativa de apaziguar os ânimos investigatórios de forma autônoma. E desde então, houve uma fobia para que algo se transformasse na educação, que ficou mal, e entrou em estado de decomposição quando as estatísticas começaram a fazer parte do cotidiano político, sobretudo quando o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) fez parte deste diagnóstico. Desse modo, a história da educação brasileira se reduziu a uma constante disputa político-partidária para que de um jeito ou de outro construir um arquétipo ideológico que forme alguma conquista pessoal ou institucional.&lt;br /&gt;Examinando os apontamentos sobre tais mudanças na educação, limitei-me a condicionar minhas ponderações sob a ótica dos estudantes. E me esquivei das tradicionais teorias educacionais e dos interesses político-partidários que rondam o atual comando da educação; porém vale ressaltar que, não que tais perspectivas não sejam importantes, mas que também se deve interrogar, filosoficamente, sobre o sentido de tantas reformas educacionais e identificar os fundamentos da fragilidade vertebral que assenta a educação, para recuperarmos os aspectos culturais da nação brasileira. Portanto, tento chamar a atenção para tais mudanças radicais promovidas pelo MEC, porque percebi que a finalidade de toda esta mudança está ausente quanto à sua representação que é o próprio estudante, o principal motivo da existência dos debates pedagógicos.&lt;br /&gt;As propostas de reformas na educação do MEC, infelizmente, confirmam que o estudante é todo aquele que está matriculado em qualquer estabelecimento de ensino. Tal confirmação vem quando se repete a frase de que a escola deve ser “pública, laica, gratuita e obrigatória”. E para corroborar tal ideologia se apresentou problemas, sem considerar os estudantes, em todas suas dimensões. No entanto, é falso o sentimento que tais modificações radicais iniciarão um processo social de inclusão, como querem os ideólogos de plantão. Isto porque as propostas determinadas pelo MEC não consideram os estudantes, mas as instituições de ensino, seus números, suas estatísticas, seus financiamentos e seus dividendos. Por isso, defendo que, antes de tais modificações, deve haver uma articulação entre os problemas reais do estudante e o seu cotidiano como uma necessidade e apego à realidade, e isto não se constrói com uma fórmula de aprendizagem e nem aos parâmetros institucionais totalizadores. Mas ainda assim, não vejo em tais propostas, o estudante imbuído de sua missão na escola. O estudante é uma qualidade do comportamento humano, e isto não pode ser determinado por instituições, mas pelas narrativas e símbolos que os próprios estudantes atribuem para o universo. Assim, as propostas do MEC em organizar o tempo e as disciplinas em áreas, não é todo ruim, mas isto pode evitar que uma vocação se perca em formalidades e burocracias institucionais, porque não iremos disponibilizar o contato intelectual entre professor e estudante, mas sim incentivar ainda mais a relação professor e aluno, que em sua etimologia significa “sem-luz”, gerando o crescimento de alguma ideologia político-partidária e social. Na realidade, não temos estrutura e tempo para uma mudança radical, por isso, embora eu considere a divisão de áreas essencial, não penso que ela deva ser feita de forma instantânea para fins políticos e eleitoreiros. É certo que há estudantes e alunos. Os alunos têm preferido a frágil condição pedagógica, apontada pelo MEC, para satisfazer as exigências imediatas que acreditam medir sua inteligência e sua dignidade e assim, definem seu futuro. E é certo, que a retirada das disciplinas pode transformar a “interdisciplinaridade sem disciplina”. No entanto, penso que devemos valorizar o estudante que pauta suas ações pelo convívio com o professor, e não com preocupações institucionais os transformando em alunos neste modelo proposto. Pelas modificações, o MEC substitui o estudante pelo aluno, não muito diferente do modelo americano. Ou seja, diante de tantas mudanças radicais, sem preparos fundamentais, todo o esforço será uma defesa pelo Ensino Médio teórico, universal, com verdade absoluta e nomenclaturas sem compromisso e sem a autonomia exigida pelo estudante, pois não se leva em conta a tensão, a sobrecarga e o “saber a varejo” que eles estão submetidos por causa das disputas burocráticas, de vaidade e de posicionamento político.&lt;br /&gt;Portanto, o MEC cumpre sua missão em atentar para a situação política e se esforçou para um falatório em torno de mudanças institucionais da educação brasileira. Também considero apropriada a intenção do MEC em justificar a permanência de uma política sobre a educação, para que haja mais uma tentativa de algum plano miraculoso cujo objetivo é salvar a educação, recuperar a cidadania e toda esta conversa que pode desencadear dentro de um boteco. É assim que são calorosas reuniões e os inacreditáveis projetos lançados na imprensa que assusta todos interessados no ensino e na aprendizagem, sobretudo os estudantes. Mas, e agora? O que fazer? Como gerar um professor preparado para atuar numa “área do saber”, e não mais em sua disciplina? Se não houve preparação universitária, em longo prazo, de tais modificações não há como esperar que o professor seja hábil o bastante para transitar entre as variadas competências e habilidades. A educação que antes estava em cima da mesa, agora passa para dentro da gaveta, devido aos ambiciosos projetos, até que outro político surja e reforme tudo de novo.&lt;br /&gt;Estas mudanças, com seus métodos radicais, servem para caricaturar a educação, sem nenhuma preocupação com os professores e com os estudantes. Não ouvi, sequer, mencionarem ou questionarem aos estudantes, que estão como cobaias em siglas e regras que só servem para os confundirem. O MEC subestima os reais protagonistas da educação que são os estudantes. Entretanto, os estudantes são capazes de se aventurarem por sua conta e risco na exploração dos obstáculos, para que intervenham com consciência o despertar científico e as formas culturais que interagem em sua formação. A defesa do aluno é aprender o que se sabe, a do estudante é investigar o que ainda não se sabe. E na vida cotidiana é claro que há professores e há estudantes!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é professor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:danilodornas@uol.com.br"&gt;danilodornas@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://paideiadigital.blogspot.com/"&gt;http://paideiadigital.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-379579985319473954?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/379579985319473954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=379579985319473954' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/379579985319473954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/379579985319473954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2009/05/o-sentido-da-reforma-educacional-no.html' title='O sentido da reforma educacional no Brasil'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/ShTqPOBSyGI/AAAAAAAAI2A/S8gn76h8jUA/s72-c/mafaldaeducacao.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-1044684223414381054</id><published>2009-05-04T02:27:00.013-03:00</published><updated>2009-05-04T11:04:55.964-03:00</updated><title type='text'>O instante e o adeus de Nero</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/Sf6XABj0mVI/AAAAAAAAI1w/k-6UGmZi5Wg/s1600-h/imagem6.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331865035527723346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 248px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/Sf6XABj0mVI/AAAAAAAAI1w/k-6UGmZi5Wg/s400/imagem6.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não obrigo a ninguém a pensar como penso e nem a agir como ajo. No entanto concebo várias formas de viver e, geralmente, espantam-me bem menos as diferenças entre as minhas várias formas de viver do que as semelhanças entre elas. O fato de não ser um comerciante ou um escravo não me impede em por em minhas peles suas ilusões e suas conquistas para estabelecer comparações, cujo único preço é entregar-me à minha própria historiografia. Há pessoas que só aconselham aquilo que elas imaginam que possam imitar. No entanto, meus conselhos não são desta natureza. Eles são muito ínfimos aos conselhos daqueles que tentam imitar a vida. Eles são resultado do conflito entre a razão e o seu oposto; da bondade e da maldade; e da teoria e da prática. Ainda assim, os conselhos são oferecidos por alguém quem já caminha com pernas enfraquecidas pelo tempo, com apenas 32 anos, mas a vida não é justa!&lt;br /&gt;O imperador romano Nero quando viu sua mãe executada, por sua própria ordem, mostrou-se comovido e cheio de piedade, quando teve que dizer a ela um simples "&lt;em&gt;adeus&lt;/em&gt;". A vida não é justa! Nossos julgamentos estão longe de serem justos, simplesmente porque reprovamos os costumes e as regras que nos mandam o caminho certo da salvação e da bem-aventurança. Vejo esforços dos mais altos cientistas, filósofos e teólogos tentarem enobrecer argumentos éticos, munidos de virtude e fantasia, quando já não acreditamos sequer em fantasias, quanto mais em virtudes provenientes de tais mentes solitárias.&lt;br /&gt;Neste instante, deixo de lado estas questões enobrecedoras e caio na vida solitária com um jeito de não me deixar conduzir por qualquer submissão às promessas que avassalam os espíritos. Solidão não é uma opção, mas sim a totalidade das virtudes e das fantasias que, um dia, nos explicaram apenas como virtudes que são: o egoísmo e a ambição. Virtudes, fantasias, egoísmos e ambições: serão estas as armadilhas da vida?&lt;br /&gt;Este é o instante de Nero que julgo traduzir o que somos. Não há possibilidade de nos libertar da realidade e nos estabelecer como humanos sem retirar o egoísmo e a ambição. A vida não é justa! - é o momento do "&lt;em&gt;adeus&lt;/em&gt;" de Nero à sua própria mãe. A finalidade da solidão é viver mais confortável, o que não a diferencia do egoísmo e da ambição. Entretanto, a solidão é um tanto mais universal, na medida em que é dela que desperta atenção e julgamentos sobre padrões e comportamentos alheios. Mas, como um médico não cuida da saúde dos outros, sem comprometer a sua própria saúde, a vida não é justa! Apenas carregamos a corrente conosco quando nos libertamos. E, provavelmente, as chagas que ela nos deixa. Não há modo de retirar a corrente que simboliza a solidão, porque não há como viver sem a solidão. Entretanto, é assim que empenhamos a luta contra nós mesmos, principalmente quando exigimos a amizade e o amor como instrumentos de crença num mundo melhor. Entretanto, são muitas as preocupações, são muitos os temores e muitas as inquietações que roem o homem solitário, porque seus caminhos confortáveis são cada vez mais luxuosos e tentadores, mas nele não há vestígio de amizade e amor. Eis toda a desconfiança sobre a possibilidade de um mundo melhor. Eis minhas dúvidas sobre o meu mundo melhor.&lt;br /&gt;A caminhada é solitária. Estou solitário! Estou egoísta, ambicioso, mas confortável. Há o que se preocupar e há o que se temer. Estou inquieto às 03h50 da manhã, do dia 04 de maio de 2009, desabafando isto, que um dia chamarão de texto. Não há mundo melhor para mim neste instante. Há apenas um sujeito que se inspira em agonias e últimas palavras adicionado ao cachorro do vizinho que late irritado com algo. Não há mais que atentar para as conclusões de uma vida como a minha já fracassada. A minha vida chega ao fim! A vida não é justa! Porém, um dos meus melhores conselhos é não me seguir em minhas inquietações. Não há espelhos em meio a tanta vaidade e escassez de nobreza. Assim, desistam de receberem de mim qualquer sugestão de resposta ou conclusão como fiz com a minha vida, neste instante. Nunca fui habilidoso em decidir e não seria o caminho da minha vida que eu iria acertar. Não tenho vocação para ser contemplado pelo que chamam de felicidade. A solidão me consome, pela falta dos seus opostos e pela minha rigidez ambiciosa e egoísta. Entretanto, é tudo um simples truque! Um jogo! Uma &lt;em&gt;Paidéia&lt;/em&gt;! Se é que se pode aprender assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é ninguém.&lt;br /&gt;e-mail: danilodornas@uol.com.br&lt;br /&gt;http://paideiadigital.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-1044684223414381054?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/1044684223414381054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=1044684223414381054' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/1044684223414381054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/1044684223414381054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2009/05/o-instante-e-o-adeus-de-nero-um-jogo.html' title='O instante e o adeus de Nero'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/Sf6XABj0mVI/AAAAAAAAI1w/k-6UGmZi5Wg/s72-c/imagem6.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-6540088310232127268</id><published>2009-04-26T16:51:00.010-03:00</published><updated>2009-06-21T17:47:05.420-03:00</updated><title type='text'>Entrevista à Revista Metacrítica (Lisboa, Portugal)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SfS9FCtq62I/AAAAAAAAI1o/JoasaTBpT0I/s1600-h/Imagem+(223).jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 159px; FLOAT: left; HEIGHT: 112px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329092153411562338" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SfS9FCtq62I/AAAAAAAAI1o/JoasaTBpT0I/s400/Imagem+(223).jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;por Juliana Soares&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Costumam-se dizer que alguém para ser notável basta atingir a popularidade. Normalmente, a mácula, o reconhecimento, o sucesso e o fracasso são apenas condições internas a um parêntese que é a vida. Isto pode significar a rotulação para uma personalidade, mas sabe-se lá, até quando pode durar um rótulo. Ao Danilo Santos Dornas, lhe interessa o mundo que está fora dos parênteses e não os rótulos existentes dentro dos parênteses. O conheci através de um texto pequeno num jornal da USP cujo título era “&lt;em&gt;O mundo é todo meu&lt;/em&gt;” – no início do texto ela já tentava se explicar que esta frase poderia ser um plágio de Lampião; do conquistador macedônico Alexandre; ou de Mahatma Gandhi – ele mesmo “&lt;em&gt;não identificaria a originalidade da frase, mas que isto não faria a menor importância já que são apenas palavras&lt;/em&gt;”. Desde então, acompanho os seus textos sejam textos acadêmicos, sejam para os jornais, sejam para revistas ou a &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt;. O seu estilo é conservar sempre a ironia e a sagacidade. Seus pretextos para construir uma boa conversa são apenas motivos para retirar qualquer experiência sobre a vida. Ele conserva o espírito jovem que espanta, admira e ironiza tudo com a mesma fluidez de uma corrente hídrica, mas não escolhe palavras certas ou erradas para disfarçar os repúdios que julga pertinente o que o faz se revelar como um sujeito que joga com seu pensamento e com as palavras. Seu temperamento inconstante se manifesta por um isolamento extremo, pois “prefere a companhia dos livros”.&lt;br /&gt;Nasceu em São João del-Rei, MG, Brasil, uma cidade histórica e pequena que cultua a tradição mineira e muito apegada aos valores morais cristãos bem tradicionais que codificam comportamentos estreitos e com rara perspectiva para os jovens. Filho de um ex-jogador de futebol Geraldo Magela; e de funcionária pública Terezinha Santos Falconeri; não desejou seguir a carreira dos pais. Ele se explica dizendo que “&lt;em&gt;não sentiu nenhum bom humor em partidas de futebol&lt;/em&gt;” e "&lt;em&gt;não se vê preso em papéis, carimbos e assinaturas&lt;/em&gt;” – como sua mãe. Escolheu se formar em Filosofia, pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), que lhe forneceu grandes modificações: “&lt;em&gt;ficou mais responsável, porque faz o que gosta!”&lt;/em&gt; – explica sua mãe. Seus pais ressentem por ele não comunicar a sua própria formatura e nem sequer comparecer aos festejos daquele momento, porque para ele, aquilo tudo não passava de uma “&lt;em&gt;hipocrisia social&lt;/em&gt;”. Seu pai conta que soube da formatura de seu filho na rua através de um amigo. E sua mãe lembra que era um menino tímido. Começou a ler compulsivamente e a escrever textos, por influência de amigos. O tema preferido de seus textos juvenis era o terror. Danilo Dornas continua com a mania de escrever, porém agora sobre filosofia, política, educação e ética, que podem ser estudados em várias revistas especializadas pelo Brasil, Portugal e Espanha e na &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Ele não tem religiosidade. Mas, sabe defender o liberalismo. Sempre ousou falar em liberdade. Sempre exigiu a liberdade. Sua importância para a Filosofia não deixa de ser um narcisismo da atual geração. Todos, hoje em dia, querem falar de si, de suas experiências, de suas aventuras e de suas ideologias. Danilo é alguém assim, mas recolhe palavras e nos injeta, como uma penicilina. O êxtase que sentimos ao lermos seus textos é, para ele, a recompensa de um ego valorizado. Mas, ele não está errado! Ele desperta a ânsia por um mundo com auto-afirmação através de um deleite individual. Ele ensina que reconheçamos os valores da vida através de um autoconhecimento. Desta forma, nos brinda com suas manifestações de ironia e de liberdade, para vivermos com bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Em seus textos sempre manifesta alguma ironia ou sarcasmo. Há possibilidade em conciliar a ironia com um dos seus temas principais que é a ética?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo:&lt;/strong&gt; A ética é uma disciplina que investiga os valores morais de uma sociedade. Neste caso, a ética não se origina pelo que é verdadeiro ou falso, mas pelo que é certo ou errado. E determinar o “certo” ou o “errado” é um julgamento alimentado por referências sociais de vários níveis: família, escola, religião, meio social essas coisas. Uns preferem achar o certo como uma crença no destino, na paciência, na humildade, no prazer e etc. Eu escolhi a ironia como uma ferramenta para as minhas intervenções éticas. Não há nada de original nisto e não saberia exatamente te dizer as minhas influências, porém tenho suspeição de que sejam minhas preferências pelas expressões artísticas que traduzem o bom humor. Eu sempre leio “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes e, me parece, que é daí que tudo começa. A ironia é apenas uma ferramenta que mostra o oposto de algo que parece ser verdadeiro. Além de ser um excelente remédio para enfrentar os problemas e os obstáculos da vida. Muitos também a utilizam, eu apenas sou mais um, mas não sou humorista. Porém, a Filosofia incorpora, em seus estudos, a moral da resistência, e uma delas é o cinismo. Eu o utilizo através do lúdico e do jogo. É isto que os gregos chamavam de Paidéia que alguns preferem traduzir como educação. No entanto, parece que já deixaram de lado a capacidade de quebrar o ritmo de uma verdade através da ironia, com tantas fórmulas imediatistas e indicando uma pseudociência. Mas, a ironia é importante para identificar outras possibilidades de perceber o mundo e as falhas da pseudociência com suas fórmulas absolutas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Entre os textos publicados há o destaque para seu repúdio à Filosofia Clínica. Como o senhor explica esta inovação brasileira?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo:&lt;/strong&gt; Inovação? A Filosofia Clínica é uma técnica brasileira criada por um sujeito que se afastou da atividade de psiquiatria e foi estudar Filosofia. Na verdade, não chamaria de inovação, pois os fundamentos da Filosofia Clínica estão nos manicômios dos subúrbios franceses de 1793. Aqui no Brasil apenas se desenvolveu a técnica e a sistematização, porque não se tinha profissão para os formandos em Filosofia nas décadas de 80 e 90. Ou os mesmos se mostraram sem talento ou sem vocação para sala de aula, daí a notícia de uma nova tendência seria uma luz “no fim do túnel” para o sucesso. A técnica se fundamenta em apenas buscar nos filósofos argumentos mais afetuosos para o que eles chamam de partilhantes se sentirem melhores. É aí que eu ironizo: e se eu não aceitar estes argumentos? Como faço? Será que os formados em Filosofia Clínica têm realmente toda esta competência e habilidade em montar para mim um mundo melhor, baseando em filósofos? Então, quando comecei o curso, estava interessado, mas logo percebi que aquilo era uma reação corporativista à falta de emprego dos formados em Filosofia – então abandonei. Felizmente, a Filosofia já se consolidou tanto na lei quanto nas escolas, além de outras atividades como na Comunicação Social. Inicialmente, a Filosofia Clínica explicava que o sujeito para concluir teria que ter a graduação em Filosofia e mais os dois anos na especialização, para depois apropriar da função de psicólogo. Entretanto, hoje, na prática, basta o sujeito de qualquer curso buscar a especialização em Filosofia Clínica, naturalmente, isto descaracteriza até os propósitos iniciais do seu importador. E, eu escrevi dois textos contra isto, o primeiro é mesquinho e o fiz de propósito intitulado &lt;a href="http://paideiadigital.blogspot.com/2006/01/e-filosofia-clnica.html#links"&gt;“E a Filosofia Clínica?”–&lt;/a&gt; neste, por ser mais mesquinho, atraiu mais a moçada da área. Foi um jogo e eles sequer perceberam, isto para ver o quanto eles são “bons” em perspectiva. Eu não partilharia nem um cafezinho com eles, quanto mais meus problemas existenciais. Já o segundo – “&lt;a href="http://paideiadigital.blogspot.com/2007/06/continuando-sobre-filosofia-clnica.html#links"&gt;Continuando sobre a Filosofia Clínica&lt;/a&gt;” - foi um pouco mais diplomático, porque indico que isto precisa de mais pesquisa antes de “tratar pessoas” – mas foi apenas diplomacia. Lugar de filósofo é na educação, as outras atividades são apenas conseqüências desta atividade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Existe outro tema que o senhor explica que é a busca pela Felicidade, como é esta fórmula?&lt;br /&gt;Danilo:&lt;/strong&gt; Não há fórmula para a Felicidade. Entenda a Felicidade como uma missão a ser cumprida, quando alcançada outra surgirá. E não confunda Felicidade com Alegria. É só isto! Alegria é um momento instantâneo de comemoração, uma festa, necessária para vida, mas não é Felicidade. A Felicidade é apenas o resultado de um conjunto de ações que adotamos para alcançar um objetivo. Nem sempre as ações são agradáveis, mas são necessárias para o fim que é a Felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Dentre os vários artigos científicos, resenhas, crônicas e artigos para jornal, há projeto para a preparação de algum livro?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo:&lt;/strong&gt; Não penso nisto. Eu não tenho muita coisa para dizer num livro. Quero morrer e acabar. Deixe isto para os bons e para aqueles que têm realmente o que dizer. Concordo com o filósofo Schopenhauer que explica da existência de três tipos de escritores: os cometas – que simplesmente passam; os planetas – que a gente admira por um determinado tempo e por causa do movimento, a gente fica debatendo sobre eles e; os estrelas – que são fixos. Eu escrevo coisas curtas, porque sei que a informação hoje é efêmera e volátil devido à rapidez da tecnologia de comunicação. Quando eu tiver algo a dizer, escrevo um livro, mas por enquanto não há nada de original no que faço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. Como é estudar Filosofia hoje no Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo:&lt;/strong&gt; No ensino superior é lendo os filósofos, mas com todo cuidado de não se deixar ser manipulado por ele. Nas escolas de Ensino Médio é aprendendo a ler os códigos e os significados que só o homem é capaz de construir. Eu vejo com muito otimismo, porque Filosofia é o que nos torna mais humanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. As crenças e convicções, sejam religiosas ou políticas, podem atrapalhar no ensino de Filosofia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo:&lt;/strong&gt; Depende do professor e dos estudantes. Quando a Filosofia foi transformada em disciplina obrigatória no Brasil houve medo de que os professores de Filosofia manipulassem a juventude com ideais políticos e religiosos. Na verdade, o professor que fizer isto, não é professor de Filosofia. É um enganador. Mas, para que isto não ocorra, aposto nos estudantes. Se a curiosidade deles for despertada, logo este professor sai de cena. A curiosidade incentiva a desconfiança, a investigação e aí a dialética. Por exemplo: supomos que um professor de filosofia indica um livro para ser lido, mas ele sabe que não será lido, então ele verifica a fragilidade e consegue manipular estrategicamente, tornando os estudantes como bonecos ou fantoches. Mas se o estudante ler e também ler os que criticaram tal livro indicado, este professor não conseguirá manipular ninguém quanto às convicções e as crenças, porque terá que argumentar. Só que é isto que é Filosofia para o Ensino Médio – argumentação e debate, sem banalizar a história da filosofia e os limites do pensamento. Mas, observe, depende de ambos os lados para que as aulas de Filosofia não se transformem em Ideologia. Uma vez, um professor me disse: “&lt;em&gt;não acredite em nada que o seu professor fala na sala de aula, apenas observe como ele se comporta, pois isto te ensinará um pouco mais sobre a vida&lt;/em&gt;”. Sempre exercito esta frase enquanto sou estudante e tento passar isto para os meus alunos também. Agora, num ambiente de acomodação e apatia, o professor de Filosofia se torna um manipulador.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Uma aluna me disse que uma das suas frases preferidas em sala de aula é “não existe verdade absoluta”. Como o senhor explica esta lição se ao final acabamos por definir alguma verdade?&lt;br /&gt;Danilo:&lt;/strong&gt; É, falo isto sim. É o segredo de um jogo que faço com as turmas, que ainda estou esperando alguém confrontar. No fundo é um desafio, frustradamente, acaba se tornando num diagnóstico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. O senhor acredita em Deus?&lt;br /&gt;Danilo:&lt;/strong&gt; Esta resposta importa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. Em suas crônicas o senhor nos apresenta uma série de acontecimentos da sua infância e juventude, mas sinto que há sempre algum mistério neles. Existe alguma crônica, em especial, que o senhor se identifica e gostaria de revelar algum segredo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo:&lt;/strong&gt; Não sei sobre os mistérios de minha infância que aparece nos textos. Talvez estejam mal escritos, por isto parece mistério. Mas, tenho vários textos preferidos e outros que eu odeio. Um dos preferidos é &lt;a href="http://paideiadigital.blogspot.com/2008/10/o-jardim-das-certezas-e-fonte-das.html#links"&gt;O jardim das certezas é a fonte das incertezas&lt;/a&gt;. Aquele é um texto misterioso, porque pensei como um suicida. Não que eu seja um suicida, mas tentei escrever como se eu fosse alguém que deseja morrer do que viver. Alguns acharam o texto maravilhoso, o que confirmou minhas expectativas. Poucos entenderam que “jardim da saudade” é nome de cemitério. E que o jardim da certeza é o mundo científico, mas a incerteza fica no cemitério. Portanto, o texto é isto: é fácil morrer, difícil é viver com tanta certeza sobre tudo – no fundo me revelei um suicida incompetente porque acabei falando mais da vida, porque acabo criticando nossas “certezas” do que explicar o desejo pela morte que é um vazio total de certezas – é um texto anárquico, num sentido existencial. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. O senhor concorda com a idéia da Filosofia ser ensinada também para crianças?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo:&lt;/strong&gt; É importante popularizar a Filosofia, mas sem banalizar. É o que faz a diferença na convivência. Eu já disse que a gente só precisa saber a língua portuguesa e a matemática, o resto é apenas currículo. Mas, é isto que faz a diferença. Não sei quanto ao ensinar Filosofia para crianças, nunca estudei nada a respeito, a não ser ler algum artigo de jornal ou revista sobre o assunto. Mas, acho que nós aprendemos mais Filosofia com as crianças e não sei se conseguiríamos ensinar a elas uma coisa que elas já fazem por natureza. Acho que os pais é que deveriam aprender Filosofia para lidar com elas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é membro do CEFA – Centro de Estudos em Filosofia Americana; colunista do &lt;em&gt;Paidéia&lt;/em&gt; da Folha do Litoral e do Jornal das Lajes; professor de Filosofia e ministra cursos pelo Brasil ligados à Filosofia, Ética, Educação e Política.&lt;br /&gt;Blog: &lt;a href="http://paideiadigital.blogspot.com/"&gt;http://paideiadigital.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Email: danilodornas@uol.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-6540088310232127268?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/6540088310232127268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=6540088310232127268' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/6540088310232127268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/6540088310232127268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2009/04/entrevista-cedida-revista-metacritica.html' title='Entrevista à Revista Metacrítica (Lisboa, Portugal)'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SfS9FCtq62I/AAAAAAAAI1o/JoasaTBpT0I/s72-c/Imagem+(223).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-7252706769667399245</id><published>2009-04-23T21:01:00.010-03:00</published><updated>2009-04-24T20:33:24.540-03:00</updated><title type='text'>A solução para a frieza de uma vida suína</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SfIxakUtjFI/AAAAAAAAI1Y/DTRmd4OSbRM/s1600-h/suinos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328375641629625426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 323px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SfIxakUtjFI/AAAAAAAAI1Y/DTRmd4OSbRM/s400/suinos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Faça de conta que você me conhece há tempos. Ou melhor, pense que você sou eu num dia frio de inverno com alguns porcos bem próximos para proteger do frio através do calor recíproco. Pense que se um porco se afastar, o frio penetra no âmago do seu ser, por isso de toda forma o melhor é ficar ali, encostado em porcos. Sem dúvida são três dificuldades que você enfrenta: a de pensar em ser eu, a de sentir frio e se aliar com porcos para evitar o frio. Isto é o que eu chamo de sociedade e suas complexidades. O sociólogo Max Weber chamaria isto de fenômeno social, caso você entenda os porcos como uma metáfora para o outro ser humano. Eu entendo que esta relação é uma manifestação monótona do íntimo em proximidade uns dos outros por causa de algum desejo impulsivo de calor. A relação, aqui desenhada seria a construção de uma tolerância do frio e dos outros porcos que está em contato. A sociedade não é diferente, pois passou a fabricar a tolerância como virtude ideal numa sociedade visivelmente suína.&lt;br /&gt;A distância entre a intimidade e a sociedade é uma tênue intermediária que possibilita uma coexistência na cortesia e nas boas maneiras de outros porcos. O problema é que a natureza não passou o corte exatamente no meio da espécie humana e as outras coisas da natureza. Em constatação, homem e porcos se coincidem na natureza. E diante disto, é inacreditável como alguns homens conduzem a vida de maneira insignificante e fútil. Se sentem porcos, se protegem com os porcos e renunciam à vida humana. É a natureza social de todas suas ilusões acompanhada de uma série de leis mecânicas sobre o movimento dos corpos e suas termodinâmicas que propiciam tal preferência conveniente ao conforto e a facilidade.&lt;br /&gt;A única coisa que mantém a vida suína é o egoísmo natural, porque exige não falhar e não errar nas questões fundamentais do ser humano. Tudo que se opõe a esse egoísmo lhe provoca a ira e o mau humor, e daí nasce a vontade de aniquilar quem acertou ao menos uma vez. Geralmente, quem acerta é o porco ao lado. Quanta mediocridade!&lt;br /&gt;Portanto, mesmo no frio, em meio aos porcos, sugiro distância, para que haja aprendizagem sobre a coexistência com a própria intimidade. Isto porque, quem possui muito calor interno prefere renunciar ao frio, aos porcos e à sociedade de porcos. O calor interno aquece o mundo externo. Quem cumprir tal missão possui luz própria e sua coexistência permite-se tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filósofo&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:danilodornas@uol.com.br"&gt;danilodornas@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;http://paideiadigital.blogspot.com&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-7252706769667399245?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/7252706769667399245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=7252706769667399245' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/7252706769667399245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/7252706769667399245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2009/04/solucao-para-o-frio-de-uma-vida-suina.html' title='A solução para a frieza de uma vida suína'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SfIxakUtjFI/AAAAAAAAI1Y/DTRmd4OSbRM/s72-c/suinos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-2766227009727980492</id><published>2008-12-21T17:53:00.006-02:00</published><updated>2008-12-21T18:06:36.337-02:00</updated><title type='text'>Tenham um bom dia!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SU6eyDmFagI/AAAAAAAADiw/7ujxSlaVrjc/s1600-h/have-a-nice-day.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282333995747863042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SU6eyDmFagI/AAAAAAAADiw/7ujxSlaVrjc/s400/have-a-nice-day.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Levei a mira em meter nos meus ânimos o repúdio às lições espirituais, mas não deixo de me envolver com as notícias curiosas, para que em companhia destas me sejam úteis e suaves. E, embora, estas notícias recolhidas sejam efêmeras e breves; redondas e sonoras; estou disposto a adquirir alguma luz para fundar reflexões sobre elas e levar a lugares comuns uma miscelânea de considerações sociais, mesmo que eu não seja um indicado e especialista no assunto. Portanto, escrever num jornal, em época natalina, e uma pessoa como eu que ao invés de desejar “&lt;em&gt;Feliz Natal&lt;/em&gt;” prefere dizer “&lt;em&gt;Tenha um bom dia!&lt;/em&gt;” É um desafio falar sobre a sociedade neste período de árvores de natais, com algodão simbolizando o gelo, em pleno país de clima tropical e, quente, no mês de dezembro.&lt;br /&gt;Mas, o que eu posso fazer? Sabendo que o leitor, nesse momento, deseja alguma mensagem de paz, amor, fé e esperança. Então, ótimo, desejo essas coisas a todos que me lêem. Mas, já escrevi que o desejo é um “querer fracassado”, porque é uma ilusão. Porém, tais palavras não são sinceras! O que me causa tédio neste fim de ano são a insensatez e a insinceridade do jogo social do &lt;em&gt;Monsenhor Santa Claus&lt;/em&gt;. Recentemente, se fala muito em “politicamente correto”, um termo obscuro, mas &lt;em&gt;voilá&lt;/em&gt;, ele tem feito parte dos lugares mais comuns do mundo. E este termo designa, simplesmente, o cuidado de se usar palavras, frases e até gestos que possam ferir sentimentos alheios aos nossos. No fundo, é uma coisa que teve sua raiz no processo relativo da ciência e da filosofia e que hoje pode se aplicar às culturas e suas diversidades.&lt;br /&gt;Mas, e eu? O que eu tenho a ver com isso tudo? Sair perguntando de qual etnia ou religião você é e me informar o que eu devo dizer neste período? “&lt;em&gt;Ah, você é Judeu? - Feliz Chanukah!&lt;/em&gt; (festa das luzes).” Ou “&lt;em&gt;Ah, você é cristão? - Feliz Natal!&lt;/em&gt;”. “&lt;em&gt;Ah, você é ateu? - Tenha um bom dia!&lt;/em&gt;”. Considero ambicioso manter sinceridade nesse período do ano, que seja politicamente correto. Entretanto é, nesse ponto, que entram as incríveis capacidades humanas de empacotar suas mais belas e magníficas falsidades: em presentes. Eles já são embrulhados daquilo que não somos e não desejamos ter e desejamos que o outro tenha por necessidade nossa ou por futilidade dele, que seja! Uma vez me falaram que existem duas formas de agir diante dos presentes: a primeira é a ostentação e a segunda é a poupança. Portanto, há aqueles que ostentam e há aqueles que poupam. Mas e aqueles que não querem nem um e nem outro? Estariam eles fora do jogo social?&lt;br /&gt;Um autor de comédias, certa vez, introduziu no cenário teatral, a figura do sol dando gargalhadas da humanidade. Não precisa muito esforço para saber que isto só pode ter acontecido no Renascimento. E as gargalhadas foram questionadas pelos expectadores que se sentiram chocados, humilhados e idiotas. Como pode o sol rir dos seres humanos? Isto, talvez, é o que passa atualmente neste jogo social. Acredita-se no inacreditável. Apega-se ao que não causa nenhum sustento. Não sentimos mais o choque e a humilhação que os nossos antepassados sentiram, porque não temos mais tempo para isto. Mas, mantivemos a idiotice, para nossa própria desgraça.&lt;br /&gt;Tenho mantido, nesse espírito, a forma e o fim da obra, os defeitos dos cegos que não querem ver. Eu digo que neste reino são apenas três coisas que nos orientam: muita paciência, muita ciência e muita benevolência aos amigos. Então, se um dia me faltar a segunda e a terceira, por favor, emendam a primeira: a paciência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E tenham um bom dia!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filósofo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://paideiadigital.blogspot.com/"&gt;http://paideiadigital.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;email: &lt;a href="mailto:danilodornas@uol.com.br"&gt;danilodornas@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-2766227009727980492?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/2766227009727980492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=2766227009727980492' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/2766227009727980492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/2766227009727980492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/12/tenham-um-bom-dia.html' title='Tenham um bom dia!'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SU6eyDmFagI/AAAAAAAADiw/7ujxSlaVrjc/s72-c/have-a-nice-day.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-5132036005472960796</id><published>2008-10-17T13:39:00.011-03:00</published><updated>2008-10-18T13:10:15.393-03:00</updated><title type='text'>O jardim das certezas é a fonte das incertezas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SPjrReB60_I/AAAAAAAAB08/e8gY_bJY5Yg/s1600-h/night95-700230.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258211250306470898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 333px; CURSOR: hand; HEIGHT: 235px; TEXT-ALIGN: center" height="235" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SPjrReB60_I/AAAAAAAAB08/e8gY_bJY5Yg/s400/night95-700230.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo começo significa adquirir a consciência dos problemas. E os problemas são as dúvidas que repelem e aniquilam todas as coisas certas, mas que traçam caminhos que nos impõe o desconhecido e o fascinante. Isto me lembra um filme que um personagem suspira: - "&lt;em&gt;como é interessante quando a audácia e o medo se coincidem"&lt;/em&gt;. Uma vez, li um poeta espanhol, que dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O jardim tem uma fonte&lt;br /&gt;e a fonte uma quimera&lt;br /&gt;e a quimera um amante&lt;br /&gt;que se deixa morrer de tristeza.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Isto significaria que no mundo existem jardins, haveria também quimeras e estas seriam capazes de arrebentar qualquer transeunte do mundo, cuja fonte é o amor e ao mesmo tempo um monstro. Não por acaso que escolho a obra &lt;em&gt;Dom Quixote&lt;/em&gt;, de Miguel de Cervantes (1547-1616), como aquela que arrebata toda a minha experiência de viver e de amar. A mágoa de Dom Quixote não foi por confundir os moinhos de vento com gigantes, mas a de perceber que existem gigantes! E, por isso, ele combateu sem pestanejar os tais gigantes, mesmo após do alerta de Sancho Pança que aqueles "gigantes" eram apenas os moinhos de vento de um jardim. Mas, minha pergunta diante desta aventura quixotesca seria: como é possível magoar com algo que nunca vimos? Ou seja, sempre mantive como postulado que as quimeras, os gigantes; assim como os &lt;em&gt;unicórnios&lt;/em&gt;, os &lt;em&gt;pégasos&lt;/em&gt; e os &lt;em&gt;minotauros&lt;/em&gt; não existem e então eles não poderiam magoar ninguém. Entretanto, magoaram Dom Quixote! No fundo, se há problemas ou quimeras nos jardins; se um amante pode morrer de tristeza, como diz o poeta, é um indicativo de que sempre há um esforço em culpar o mundo exterior pelas decisões, pelos caminhos assumidos em vida, e talvez este seja o motivo da mágoa de Dom Quixote, pois ele escolheu o caminho de ser um cavalheiro andante após se cansar de ler as teorias dos livros medievais.&lt;br /&gt;Já que a consciência dos problemas é o começo, como eu disse, a dúvida deve ser aplicada às quimeras, aos monstros e às coisas da imaginação. Só que o jardim, o poeta e o autor Miguel de Cervantes são reais. Assim como os protagonistas da vida são reais e devem sempre manter a consciência dos problemas e das mudanças, além de saber que os problemas e as mudanças são necessários para desvincularmos da rotina e do cotidiano.&lt;br /&gt;Como se pode perceber, faço aqui uma advertência capital. É um tesouro para quem sabe ler e para quem ousa me interpretar. Ambos estarão motivados pela curiosidade e isto faz com que surja o afã da compreensão, desencadeando o mistério e a dúvida como instrumentos de conhecimento. É esta espécie de segurança que posso oferecer sobre a realidade. Portanto, esta segurança que eu posso oferecer é o livre acesso à minha intimidade, aos meus pensamentos e às minhas palavras. Se tais ofertas ainda constituem mistérios ou ainda contribuírem para as dúvidas, então se sintam como Dom Quixotes e combatam os gigantes, mesmo que eles sejam apenas moinhos de vento. Ao combater os problemas que apresento, volto a ser o jardim e, talvez, um jardim da saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filósofo.&lt;br /&gt;e-mail: danilodornas@uol.com.br&lt;br /&gt;Blog: &lt;a href="http://paideiadigital.blogspot.com/"&gt;http://paideiadigital.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-5132036005472960796?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/5132036005472960796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=5132036005472960796' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/5132036005472960796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/5132036005472960796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/10/o-jardim-das-certezas-e-fonte-das.html' title='O jardim das certezas é a fonte das incertezas'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SPjrReB60_I/AAAAAAAAB08/e8gY_bJY5Yg/s72-c/night95-700230.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-3070007444779854921</id><published>2008-10-15T01:34:00.023-03:00</published><updated>2008-10-15T16:32:30.354-03:00</updated><title type='text'>O cinza e o colorido</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SPYaPkPJJbI/AAAAAAAAB00/6JOO6nv1OxE/s1600-h/tamira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257418469729183154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 237px; TEXT-ALIGN: center" height="237" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SPYaPkPJJbI/AAAAAAAAB00/6JOO6nv1OxE/s400/tamira.jpg" width="286" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao anunciar os problemas que afligem meu espírito com a necessidade de tentar construir razões para a vida, me sinto com um determinado heroísmo intelectual a cada dia. Os problemas se tornam mais purificados em comparação com outros que já experimentei e presenciei em meus contatos com o mundo. E é isso que me leva à filosofia, pois, para mim, ela é um superlativo que não nos dá um caráter desordenado e nem nos leva ao mistério, mas é um exercício sobre o contentamento com a vida. E é sobre esta base que admito a necessidade de filosofar, mesmo admitindo também que é uma atividade supérflua e possui um caráter desportivo.&lt;br /&gt;Há oito anos, eu falava com uma dor repugnante, que o descontentamento com a vida viria das frustrações certas em desejar sem poder desejar. Dizer isto é o mesmo que sentir uma dor em membros que não temos e reconhecer que possuímos um espírito amputado pela nostalgia e que o envelhecimento é meramente biológico e, por isso impossível fugir da razão e do destino. No fundo há oito anos, eu estudava o racionalismo e reconhecia a realidade como sendo única; por conseqüência só existiria um único significado para o real. Isto seria uma maneira eficaz para admitir o mundo como uma fórmula matemática, com deduções sem erros e confusões. Hoje, reconheço que tal empreendimento é reconhecer que somos incompletos e deficientes. Desta forma, permanecer num mundo racional é como caçar um unicórnio.&lt;br /&gt;Não foi casual que de repente a Filosofia seguiu outro caminho quando tenta explicar o ser humano como algo infiel à racionalidade, a comprovação sensível e a verdade física. Da própria Filosofia emerge uma capacidade de não aceitar o destino científico e por isso, foi extremamente revolucionário, mas construindo um sentido de se considerar nobre quando se admite: &lt;em&gt;Ser o que é.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Porém, admitir o que somos também pode instaurar uma deficiência. Além do mais, precisamos conviver e tal deficiência impediria esta nossa capacidade social. O essencial é buscar em nosso ânimo uma categoria para nos transformar e nos comportar no mundo. Isto é o que eu chamo de reconhecer na própria vitalidade aspectos que nos levam à razão. O objetivo disto é recuperar a inteligência não mais como algo profundo, mas como um aspecto externo que se surpreende com o cotidiano e a ele dedica boa parte de suas atividades. Assim, cantando &lt;em&gt;Fausto&lt;/em&gt;, de Goethe, termino aqui: "&lt;em&gt;Cinza, caro amigo, é toda teoria. E o colorido é a áurea da vida&lt;/em&gt;". Portanto, a tonalidade cinza é a máxima universalização que uma cor consegue adquirir quando se revela em apenas teoria e, assim, deixa de assumir o colorido da vida autêntica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filósofo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-3070007444779854921?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/3070007444779854921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=3070007444779854921' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/3070007444779854921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/3070007444779854921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/10/o-cinza-e-o-colorido.html' title='O cinza e o colorido'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SPYaPkPJJbI/AAAAAAAAB00/6JOO6nv1OxE/s72-c/tamira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-2196868294522846270</id><published>2008-10-12T15:36:00.014-03:00</published><updated>2008-10-13T12:19:49.505-03:00</updated><title type='text'>O lúdico e a morte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SPJ-7LWVkwI/AAAAAAAABys/7rOuiw8IoEc/s1600-h/untitled.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256403270218650370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 348px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" height="269" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SPJ-7LWVkwI/AAAAAAAABys/7rOuiw8IoEc/s400/untitled.JPG" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O meu apego ilimitado à vida não me vem do conhecimento e da reflexão. Ao contrário, ele vem do lado que não tem objetivo e nem um projeto racional. Como diria o filósofo Voltaire (1694-1778) &lt;em&gt;"On aime la vie, mais le néant ne laisse pas d' ávoir du bon"&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;. Eu reafirmo esta frase do filósofo Voltaire, pois parece ridículo à minha racionalidade inquietar com a vida em tão curto espaço e em tão escasso tempo que dispomos na dimensão racional. Porém, mesmo que isto possa parecer pessimismo, sinto a necessidade em esclarecer que não se trata deste tipo de julgamento que tenho sobre a vida e nem uma demonstração pela vontade de morrer.&lt;br /&gt;A vida é, apenas, uma atividade lúdica que constitui o elemento essencial que unifica os desejos e a razão como orientação para percorrer o caminho incerto e inseguro que dispomos. No entanto, meu esforço é demonstrar que não há espaço para um homem lúdico que valorize o homem constituído puramente da razão. É neste estranho confronto entre o "homem sério" e o "homem brincalhão", que tento qualificar na vida, me traz o cuidado das generalizações e as conclusões precipitadas que afastam a precaução e as conseqüências de qualquer ação.&lt;br /&gt;Uma vez me disseram que &lt;em&gt;"a maior musa inspiradora da filosofia e das religiões é a morte".&lt;/em&gt; Em todo caso, a vida deve realmente ter seu fim - que é a morte - mas abordar este fim é uma conclusão precipitada e correríamos o risco de cair dum precipício e, sem perecer, continuar caindo numa dúvida interminável, invejável inclusive ao mais perspicaz dos céticos. Então, como devemos abordar a vida sem o medo da morte? Aliás, esta questão é uma das que considero mais profundas, pois para solucioná-la teríamos que discutir a morte e depois a vida, separadamente, para enfim compreendermos a cultura da morte num espaço e num tempo determinado e situado numa circunstância.&lt;br /&gt;Não é nada fácil separar, conceitualmente, a vida e a morte. Então, eis a dificuldade em compreender como seguiríamos nosso desafio de viver, sem ter que morrer. Porém, em minha trajetória e experiência considerei apenas o lúdico como uma categoria que poderia separar estes estados de espírito e suas condições reais. O lúdico, o jogo, o entretenimento é a forma que podemos compreender, sem confusão, a vida e a morte. O lúdico estabelece os limites dos dois extremos que marcam nosso breve intervalo vital e é por isto que o considero fundamental para tornar-se presente à existência humana.&lt;br /&gt;A vida cede ao jogo e à competição. Daí surge a alegria e a felicidade que impedem que pessoas angustiadas tenham a ousadia em interromper sua orientação aventureira. Ao abordar a vida, como um jogo, nós começamos a nos sentir com a vitalidade infantil, que não seria de todo ruim, mas que poderia ser considerado imaturo, quando não se verifica nenhuma possibilidade de renascimento. Eliminaríamos a apatia e incentivamos a expectativa através dos deslumbres com o mundo, e não mais com o espanto, como queriam alguns filósofos racionais. No jogo, também, há o desejo pela vitória; o saborear dos momentos; e o sentir dos carinhos de suas peças vitais, como os amantes. Mas também há derrotas, que podem nos levar à maturidade e à experimentação da vida ou a preferência pela morte. Assim, a vida é um emaranhado de desejos que estariam livres de julgamentos ou rótulos, mas não das regras e normas naturais, impostas pelas leis biológicas. O viver, que sai das leis biológicas, tem que encontrar uma perspectiva ou um significado que fascina a vontade e o desejo, para que se faça valer à pena e que não seja redutível às classificações enciclopédicas.&lt;br /&gt;A morte surge quando pensamos. E o pensamento vem com a preocupação sobre a não-existência - o Nada. A morte é o vazio que, por carência, tentamos preencher com critérios, também culturais, quando não sentimos mais a sede de jogar. O medo de morrer não pode ser ocasionado pelo simples fato de não-existir, pois não existíamos também antes de sermos concebidos no ventre materno. O medo de morrer vem da preocupação em não poder viver mais o nosso lado lúdico ao lado da pessoa amada.&lt;br /&gt;Assim, a vida é sempre a mais desejada e a mais conservada atividade que possuímos, porém conseguimos pensar que às vezes ela possa não valer a pena. A morte, ao contrário, é o nosso lado obscuro que, assim como Voltaire condiciona: "que ela não deixa de ter seu lado bom", mas que se pudermos separar da vida, o fazemos com idéias de salvação, bem-aventurança e paraíso. Eis o resultado da razão e da preocupação em preencher o nada com entidades que já não dominam os pensamentos. Eu não admito qualquer preenchimento da morte com tais entidades culturais. Eu admito que a morte seja o final. É difícil admitir que a morte seja o fim da vida. Mas, o caminho da vida será sempre a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt; "Amar-se a vida; mas o nada não deixa de ter o seu lado bom" (Voltaire).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filósofo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-2196868294522846270?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/2196868294522846270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=2196868294522846270' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/2196868294522846270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/2196868294522846270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/10/o-ldico-e-morte.html' title='O lúdico e a morte'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SPJ-7LWVkwI/AAAAAAAABys/7rOuiw8IoEc/s72-c/untitled.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-5242167116169006461</id><published>2008-10-10T17:06:00.008-03:00</published><updated>2008-10-10T21:20:14.120-03:00</updated><title type='text'>O meu muro das lamentações</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SO_uqAGgZiI/AAAAAAAAByk/-ix_hyE7mdY/s1600-h/muro_01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255681695513863714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SO_uqAGgZiI/AAAAAAAAByk/-ix_hyE7mdY/s400/muro_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Cercado de mistérios, colorido de ironia, comprometido por seus excessos, a imaginação usa trajes teatrais, que com pouca justiça se fazem à vitalidade que dispomos. É certo que os últimos séculos foram absurdamente neuróticos e não menciono apenas aos registros históricos de monstruosidades, mas também à moda grã-fina na mania que percorre salões da abundância de uma sociedade estranha e dos desequilíbrios provocados pela angústia existencial.&lt;br /&gt;A condição que dispomos na vitalidade traz consigo o pensamento, que muitas vezes é abafado por heranças e condições que se afetam por problemas religiosos, éticos e sociais. É evidente que tais condições não deveriam emprestar cores à vida, mas pensar assim é como se sentir solitário, porque outras pessoas da convivência pensam que o colorido da vida está no consenso que há ao definir a diferença entre as tonalidades das cores da própria vida.&lt;br /&gt;O que se esquece que a sociedade é formada pelo conjunto dos anseios, temperamentos, paixões, angústias, imperfeições, anseios, hábitos que geralmente não são consensuais. Com vistas disto, estamos acostumados a ver que as pessoas falam do amor. Talvez este seja o tema principal de várias obras, pois é o mais fecundo e interessante. Eu mesmo nunca falei sobre o amor, diretamente. Talvez por influência social que já banalizou o tema; ou mesmo por pura falta de interesse em abordar sobre o tema; e por ignorar completamente sobre este assunto. Não sei dizer, realmente, o porquê nunca quis tratar do tema, e isto não significa que eu duvide da realidade do amor e nem da sua importância, mas é que para falar do amor, necessitamos de uma experimentação sublime que nos inspire a falar dele. Pois, falar sobre o amor é sempre uma tarefa momentânea e ligada aos instintos.&lt;br /&gt;No entanto, evito falar do amor por causa de minha incompreensão sobre o que ele pode construir como as lamentações, as discórdias, as infelicidades e as angústias. Não é ele tratado como o mais sublime das paixões? Afinal, não é por ele que nos desperta a vontade de viver? O fato é que, hoje, se confunde o amor com o que ele significa para a sociedade neurótica e não para o que ele significa para os amantes. Os obstáculos são sempre os outros, as condições e os hábitos dos outros e nunca dos amantes. Enfim, dizemos que amamos, mas não o encorajamos. E a coragem é a condição essencial para se abrir ao amor e ultrapassar o muro de lamentações.&lt;br /&gt;No fundo, o amor é a união afetiva de duas pessoas num único ser; e num único fazer; e num único projeto. O maior desafio é tentar explicar a individualidade explícita, que é o primeiro passo da existência, mas a atração e a troca de olhares deveriam solucionar este desafio com a cumplicidade. O amor é impelido para a juventude, pois é o estágio da alma que contém a capacidade de viver. Então, o egoísmo é seu inimigo e junto com o egoísmo as condições sociais.&lt;br /&gt;Talvez seja isto que faça que os amantes, quando agem, se sentem sacrificados. Este sintoma recorre à inteligência e o amor se torna incompreensível ou até ilusório. Mas, na verdade temos no amor uma paixão muito nítida, sem cores de diversas tonalidades, mas na busca zelosa pelo amor, podemos perder a dimensão do desígnio da vitalidade. Sobretudo, se a exterioridade interferir nesta busca.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-5242167116169006461?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/5242167116169006461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=5242167116169006461' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/5242167116169006461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/5242167116169006461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/10/o-meu-muro-das-lamentaes.html' title='O meu muro das lamentações'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SO_uqAGgZiI/AAAAAAAAByk/-ix_hyE7mdY/s72-c/muro_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-1132864806172202361</id><published>2008-10-07T19:07:00.012-03:00</published><updated>2008-10-09T10:49:21.176-03:00</updated><title type='text'>O fragmento que determina a tristeza</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SOydVZ_OucI/AAAAAAAAByc/njAMRam5-_I/s1600-h/Nuno_Cruz-1164926842%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254747856313432514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 265px; CURSOR: hand; HEIGHT: 190px; TEXT-ALIGN: center" height="190" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SOydVZ_OucI/AAAAAAAAByc/njAMRam5-_I/s400/Nuno_Cruz-1164926842%5B1%5D.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Je n' ai plus d'espoir. Les aveugles parlent d’une issue&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Moi. Je vois&lt;/em&gt;. - frase obscura do cineasta francês Jean-Luc Godard quando resolveu escrever os ensaios que compõe o clássico livro &lt;em&gt;Introdução a uma verdadeira história do cinema&lt;/em&gt;. Em &lt;em&gt;Brás Cubas&lt;/em&gt;, de Machado de Assis, me lembro das referências ao "amor das aparências rutilantes". Em ambas as expressões, há uma referência pelas formas sem conteúdo que já são manias culturais, como se fosse uma espécie de "&lt;em&gt;persona coletiva&lt;/em&gt;". Exatamente, nesta cultura que sobrepõe qualquer feito humano das afetividades da alegria e da tristeza.&lt;br /&gt;Eu não gostaria de atribuir "as formas sem conteúdo" ao subdesenvolvimento, pois tais características muitas vezes amam compensar a aparência com um jeito despojado e informal, então acabam revelando a obscuridade e a afetividade. O que eu adoraria (ou pretendo) demonstrar é como eu me tornei mais um destes “personagens coletivos” que, ao me vangloriar de feitos sociais, acabei por me expor ao ridículo e ao choro, porque não creio que se pode submeter a esta cultura maníaca e depressiva. E então, podem me perguntar se isto é bom ou ruim. Se isto é conveniente ou não. Ou se vale a pena vestir a máscara social, constituindo uma figura caricatural e se existe possibilidades de fugir de tais condições?&lt;br /&gt;Claro, quando nos propomos a retirar as máscaras (&lt;em&gt;as personas&lt;/em&gt;) nos deparamos, imediatamente, com a lira de Orfeu misturada com a saciedade de Dionísio e a vaidade de Narciso. Querem saber o que é o inferno? Eis ele descrito aí em cima. E, quando descobri que isto era o inferno, aprendi a chorar. A chorar por compreender que nós esquecemos de existir como humanos, por causa de uma celeuma de condições sociais. Este esquecimento é uma educação que ojeriza e atormenta a afetividade que são cultuados por Orfeu, Dionísio e Narciso; que nos impõe a fuga da solidão. Então, existem, para nós, duas saídas: ou representamos para fugirmos da solidão; ou permanecemos na solidão. É como existisse uma separação entre o que há em no universo do coração e do espírito e o que há no mundo do corporal e físico. Assim, esquecemos que um dia nós fomos obrigados a ler &lt;em&gt;Dom Casmurro,&lt;/em&gt; do próprio Machado de Assis&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; que nos ensina que a solidão é uma força da frustração, pois é o resultado da saudade. Mas, será que é isto mesmo? Será que a origem da tristeza é a saudade? Ou será que a saudade é apenas uma figura poética da língua portuguesa como no verso seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Saudade é anseio constante&lt;br /&gt;E é também doce tormento:&lt;br /&gt;Sofrer por alguém distante&lt;br /&gt;Que nos prende o pensamento.&lt;br /&gt;(Teodoro Corrêa)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria melhor se pensarmos que a tristeza tem sua origem em alguma frustração natural da fuga da solidão? Em termos psicológicos, será que a tristeza é a busca por um paraíso já perdido em sua organização e que nos mostra apenas a fachada do hospital e não os doentes? Sinceramente, não sei. Mas, sei que o remédio para a tristeza e para a saudade não é apenas o convívio ou calor humano, como querem os psicólogos. E sim, a presença involuntária do amante no nosso coração. E todos nós precisamos amar, senão sobra a aflição, a desordem mental, o egoísmo e a confusão. A verdade é que a tristeza e a saudade são componentes importantes para determinar a relação entre pessoas. Só penso que a tristeza é a cruz e a saudade é apenas um fragmento desta cruz. Quem carrega toda a cruz se diz messias e ele morre a cada instante. No entanto, o importante mesmo é suportar o fragmento da tristeza, que é a saudade. Quem nos mostra tal importância foi Simão Cirineu, que não ficou com a parte mais pesada da cruz e nem foi crucificado, mas carregou apenas parte dela e sobreviveu sob as suas chagas. Talvez, Simão Cirineu, tenha sido o Sancho Pança daquele que foi crucificado. Ele apenas levou uma parte da cruz que chamo de saudade. Assim, entendo que quanto menos a saudade for incorporada à vida, a própria vida não será tão densa e nem pesada; e nem se corre o risco de ser crucificado por causa dela. Afinal, não é da crucificação que todos nós estamos fugindo? Então, sejamos como Simão Cirineu, vamos carregar apenas um fragmento da cruz e com ela as chagas resultantes, mas viveremos! Contudo, assim como na frase de Godard – eu ainda tenho a esperança e vejo a saída que os cegos não vêem - mas será que existem muitos cegos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; sente saudades.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-1132864806172202361?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/1132864806172202361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=1132864806172202361' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/1132864806172202361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/1132864806172202361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/10/o-fragmento-que-determina-tristeza.html' title='O fragmento que determina a tristeza'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SOydVZ_OucI/AAAAAAAAByc/njAMRam5-_I/s72-c/Nuno_Cruz-1164926842%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-3291333956111931565</id><published>2008-10-01T13:09:00.014-03:00</published><updated>2009-03-05T20:02:58.799-03:00</updated><title type='text'>Só faltam os três pregos para me crucificarem!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SOPWDiD51DI/AAAAAAAAByU/Jyb3z0ZtSro/s1600-h/pecado1px.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252276946615260210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" height="296" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SOPWDiD51DI/AAAAAAAAByU/Jyb3z0ZtSro/s400/pecado1px.jpg" width="385" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existem determinadas pessoas que se encontrarem por aí três pregos irão me crucificar, pois o calvário já está montado. O nome do calvário talvez seja esta coluna "&lt;em&gt;Paidéia&lt;/em&gt;". Porque, os comentários dos últimos textos aqui disponíveis me despertaram um bom humor que, há tempos não o sentia. Acho que, a última vez, foi quando torci para que um dos aviões de Osama Bin Laden atingisse a Casa Branca naquele dia de 11/09/2001. No entanto, frustradamente, só morreram inocentes em outros prédios, em nome de uma Guerra Santa, cuja iniciativa foi de um pequeno grupo que fala diretamente com Deus, o que é diferente do que se acredita no Islamismo - Maomé não admitia conversões forçadas, vamos lembrar desta passagem do Alcorão.&lt;br /&gt;Para entender o que foi dito aqui, ultimamente, precisa entender o que é "&lt;em&gt;Paidéia&lt;/em&gt;". Para os desavisados, o termo é grego e significa uma educação envolvente com o cotidiano e o lúdico. E este termo significa que se pode formar e transformar um cidadão, sem fórmulas ou regras racionais. Portanto, o bom humor é um aspecto para desenvolver uma educação. Entretanto, parece que há aqui uma Guerra Santa, não muito diferente da feita por Osama Bin Laden. É só lerem os comentários dos textos &lt;a href="http://paideiadigital.blogspot.com/2008/09/existe-luz-para-dionsio.html#links"&gt;Existe Luz para Dionísio &lt;/a&gt;e o &lt;a href="http://paideiadigital.blogspot.com/2008/09/maldio-do-sol-e-o-valor-das-trevas.html#links"&gt;A maldição do sol e o valor das trevas&lt;/a&gt;. Agora, tirando os elogios, que os agradeço, o que me deixa impressionado é com a capacidade de não entender absolutamente nada do que foi escrito em tais textos. E a mim, por ser autor dos textos, passei a ser "profeta do satanás", "homem das trevas" e agora, um mais caridoso me prometeu orações e o “caminho de Deus”. Ou seja, de repente, meu texto virou argumento para algum pastor, que não tinha mais o que fazer, como prova de que o Diabo existe. E, se o mistério é este, eu digo: - O Diabo existe e é casado, pois tem chifres!&lt;br /&gt;No fundo, a missão de "&lt;em&gt;Paidéia&lt;/em&gt;" foi cumprida, porém não como eu intencionava. Sinceramente, não sei onde é que tem mensagens satânicas nos textos indicados. E se as tivesse, qual o problema? Afinal, não foi Sócrates quem respondeu aos atenienses que seguia ao seu "&lt;em&gt;daimon&lt;/em&gt;", que podemos entender como consciência? Então, qual o problema em seguir os desejos, uma vez que, eles são verdadeiramente humanos?&lt;br /&gt;Evidente, que há uma importância na razão, que é a de medir conseqüências, mas qual o problema em mostrar que nós também como seres viventes, que somos, necessitamos da sublimação dos nossos desejos, sobretudo neste mundo agitado e burocrático? É possível viver sob regras que dizem apenas o "não faça"? Aliás, é possível viver apenas sob regras?&lt;br /&gt;Na verdade, meu pai estava certo quando me disse para não escrever. Penso que ele já sabia que as palavras escritas não traduzem o pensamento em sua plenitude. Mas, como sou teimoso por natureza e escrever é uma das minhas sublimações, eu continuarei escrevendo, porque tenho quem leia meus textos. A &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; é para isto. Aliás, ela é tão simples que já existe lá em cima um local que você, simplesmente, muda o endereço e segue para outro &lt;em&gt;site&lt;/em&gt;, mas lamentavelmente não para o “caminho de Deus”.&lt;br /&gt;Então, para aqueles que querem me converter ou me tornar um profeta do Diabo, a única coisa que tenho a dizer, é um sonoro “sinto muito”, não quero! Não sou um sujeito assim digno de conviver com pessoas benevolentes e cheias de boas intenções, que dizem irem para o paraíso. Se o paraíso tiver só pessoas bondosas, rapidamente, deixa de ser paraíso. Lúcifer nos provou isto! E mais: tudo que estou pedindo, ultimamente, é um pecado para viver. E nem isso, tenho conseguido! Então, se sou o “profeta do Diabo” devo ser muito incompetente, pois sequer consigo apenas um pecadinho. Bom, está dado o recado e a resposta aos que escreveram nos textos anteriores e que planejam algum ato terrorista com o instrumento da cruz, pois a Bíblia já não está mais sendo lida. Eu não poderia deixar de rir de tanta baboseira e nem deixar de lembrar que aqui o que se busca é uma "&lt;em&gt;Paidéia&lt;/em&gt;" como discussão e não uma Guerra Santa. Agora se isto é o motivo para me crucificarem, então, por favor, antes me arrumem alguns pecados, para que eu seja crucificado com justiça, pelo menos! E sem a pretensão de salvar quem quer que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt;, frustradamente, não é um pecador.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-3291333956111931565?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/3291333956111931565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=3291333956111931565' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/3291333956111931565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/3291333956111931565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/10/s-faltam-os-trs-pregos-para-me.html' title='Só faltam os três pregos para me crucificarem!'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SOPWDiD51DI/AAAAAAAAByU/Jyb3z0ZtSro/s72-c/pecado1px.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-8934236699658959458</id><published>2008-09-24T16:44:00.006-03:00</published><updated>2008-09-30T10:47:24.435-03:00</updated><title type='text'>A maldição do sol e o valor das trevas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SNqigrDhZCI/AAAAAAAAByE/CC9fShF0rhU/s1600-h/trevas.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249686997850743842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 274px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px; TEXT-ALIGN: center" height="231" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SNqigrDhZCI/AAAAAAAAByE/CC9fShF0rhU/s400/trevas.JPG" width="320" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda guerra é arbitrária. Ela é da natureza humana e condizem com as características essenciais como o egoísmo, o orgulho e a inveja. Quem nunca já as sentiu sem culpa? Por natureza, eu também sou um batalhador movido por tais características. Não sou vingativo, pois isto seria uma fraqueza. Talvez este seja o desejo de Deus, do primeiro testamento, cuja vingança é a punição para quem segue os instintos. E punir com vingança é sintoma da fraqueza.&lt;br /&gt;O desafio do filósofo é atacar, guerrear os problemas que já estão vitoriosos. Por isto, não cabe vingança e nem outro sentimento de fraqueza, que tenha punições. As estratégias de guerras devem manter a atenção somente em alvos que já são considerados vitoriosos. Assim, as coisas ficam reais e evidentes, pois assim nos comprometemos com o sabor da vida. E o que seria o viver senão houvesse alvos a serem atirados? Ou, problemas a serem desafiados?&lt;br /&gt;Por isto, as minhas palavras me comprometem, pois elas revelam toda minha arrogância. E considero a arrogância um fuzil, a língua uma espada e a mente um instrumento sensorial. Sendo assim, o filósofo é um soldado. Seu inimigo: as condições históricas que formulam e impõem regras e normas de controle. Elas recebem o nome de luz, de iluminação ou esclarecimento. Mas, esquecem que, na guerra, a melhor forma de combater é na escuridão. Na obscuridade encontramos quem realmente somos. Na luz, ocultamos.&lt;br /&gt;O ataque não pode vir por questões de antipatias pessoais, isto seria vingança, e voltaríamos ao período em que Deus e Moisés, um dia conversaram. De um lado as regras e de outro as punições. Podemos atacar com um simples: Por quê? É um ataque! Minha relação com tal passagem é de profunda indignação. Mas, não se consegue experimentar ressentimentos. Eles também são fraquezas, porque numa guerra o valor primordial é a gratidão. Sejamos gratos com os inimigos, eles nos mostram aquilo que está vitorioso para atacarmos.&lt;br /&gt;Aventuro-me a demonstrar um dos traços do meu caráter, porque descobri que o medo nos une. E o egoísmo, o orgulho e a inveja nos afastam. Tal seria a condição essencial de se formar um exército que deve combater as ideologias, que nada mais são que instrumentos que nos condicionam contra o nosso caráter e a nossa natureza. Não tenho medo das coisas que se podem pensar disto tudo, mas tenho medo de pensarem que não estaria comprometido com as circunstâncias culturais do Ocidente. Afinal, estes sim, são os medrosos e globalizados.&lt;br /&gt;Contudo, contraditoriamente ao que foi dito, não posso deixar de lado a minha solidão. Sem ela, não uso meu instrumento sensorial. E, não seria um guerrilheiro, pois não saberia discernir a intenção em postular uma regra de conduta. Pela intenção, chegamos ao problema. E a guerra começa! Mas, acham mesmo que estou falando em guerra no sentido de "briguinhas"? Não, falo da pior das guerras, aquela que não sabemos que participamos cegamente. O pior cego é aquele que não quer ver, já diz o ditado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é enganado pelo esclarecimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;danilodornas@uol.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-8934236699658959458?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/8934236699658959458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=8934236699658959458' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/8934236699658959458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/8934236699658959458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/09/maldio-do-sol-e-o-valor-das-trevas.html' title='A maldição do sol e o valor das trevas'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SNqigrDhZCI/AAAAAAAAByE/CC9fShF0rhU/s72-c/trevas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-3630089650839606227</id><published>2008-09-22T21:52:00.006-03:00</published><updated>2008-09-23T18:12:02.724-03:00</updated><title type='text'>A lira da realeza</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SNlbYJ-_RBI/AAAAAAAABx8/sOZcNuiNH1g/s1600-h/untitled.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249327311232123922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SNlbYJ-_RBI/AAAAAAAABx8/sOZcNuiNH1g/s400/untitled.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há canções que devem ser cantadas. A minha orientação contém melodias que só podem ser ouvidas por pessoas que nem estão tão próximas, mas que me marcam com ferro e fogo. Poucos dias atrás, implorei que meu coração tivesse um discurso que não intrometesse nos assuntos fantasiosos. Contudo, o negligenciei. E os discursos viraram uma sinfonia que faculdade de música alguma ousaria estudar, pois seria tão subjetiva que não haveria como montar uma partitura. A música era de uma beleza, mas tinha chicotes. Uns golpes na corda, em instantes, soavam como uma melodia em lira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As lágrimas das chicotadas são tristes. E mostram que a vida vale a pena ser vivida. A melodia é uma forma de superar a realeza que existe em mim e criar uma ilusão de amar a vida. Tal realeza formada com um castelo que ninguém habita. Assim, ninguém habita em mim. Da realeza, o povoado diz que sou feliz e que sei falar bem da felicidade. Mas, na realeza ainda falta o amor, pois alguém já o roubou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouso por fim, escutar a melodia do amor. Inspirado e atormentado pela lira do coração. Um verso a lira que me traz o amor de lugares distantes. Assim, o mundo inteiro será pequeno e poderemos ser, um só. Sob a melodia do coração, enfim dormir num abraço dentro da realeza. Uma realeza que não tem castigo e nem prece de arrependimento. Quisera ouvir uma melodia que já caduca de amor. E, que não morra! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é o castelo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-3630089650839606227?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/3630089650839606227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=3630089650839606227' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/3630089650839606227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/3630089650839606227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/09/lira-da-realeza.html' title='A lira da realeza'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SNlbYJ-_RBI/AAAAAAAABx8/sOZcNuiNH1g/s72-c/untitled.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-3724420510481052063</id><published>2008-09-13T20:40:00.015-03:00</published><updated>2008-09-19T22:36:15.148-03:00</updated><title type='text'>Existe luz para Dionísio?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SNRS-go2ZgI/AAAAAAAABx0/NwCK2qWUXaI/s1600-h/dioniso04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247910699660109314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SNRS-go2ZgI/AAAAAAAABx0/NwCK2qWUXaI/s400/dioniso04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Culto à Dionísio&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro momento digno de mim. O presente que me deram se tornam profundo e gélido. No entanto, é sempre bom retirar desta profundeza o conjunto de valores que me fundamenta, pois adoro retirar daí a filosofia que me orienta, ainda que seja inquietante. Meus valores não são tão diferentes das outras pessoas! É a única certeza que tenho, assim como uma crença religiosa. Cega! Mas, os dois ouvidos ganham da única boca. Somos seres para ouvir mais e falar menos. Eis a minha inquietação!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegará um momento que os homens não deixarão de temer mais a solidão. Mesmo que os filósofos contestem esta afirmação, chegará também o instante que os homens temerão também o conhecimento. Toda a história de buscar a origem das coisas, já está superada. O desafio maior é perguntar sobre o significado das coisas que já existem. A morte? A vida? Quais das duas situações são as mais misteriosas? Não creio que seja a morte. Ela é simples de entender, pois o fim é sempre fácil de entender, ainda mais quando se trata do fim de tudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida? Um emaranhado de circunstâncias, significados e relações. Deve haver algo simples na vida, mas não é fácil encontrar coisas simples. O medo é fácil perceber, então este seria um aspecto da vida que nos une numa dimensão grandiosa. As outras coisas da vida nos separam. O medo nos fortalece, enquanto seres sociais e políticos. Não digo o medo de bichos escrotos. Mas, o medo daquele que raciocina. O único deles: o próprio ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há qualquer descrença nos seres humanos quando se admite o medo. Ao contrário, só admitindo isto, que se pode pensar em união: a fuga da solidão! É assim que se ganha a batalha! É assim que se vive. Eis o nosso mistério: é possível condicionar a vida nas bases do medo? Perfeitamente que sim, afinal a vida é um mistério e uma aventura. As duas coisas significam qualquer ligação ao desconhecido. Assim, o sabor da vida é estabelecer o desconhecido. E isto dá medo! Mas, também dá um desejo, que é o fracassado que sempre vence a nossa razão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, somos todos os derrotados pelos desejos. No entanto, assumir tal fracasso não pode ser traduzido como insensibilidade, ao contrário pode ser inclusive uma temeridade. E é impossível que um insensível seja feliz, mas é possível que ele se torne solitário num mundo gélido. Não fui eu quem escolheu viver neste mundo tão frio e muito menos solitário. Os desejos não nos deixam muitas opções, este é o seu lado dionísiaco, o mesmo deus do vinho, dos desejos e... das trevas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filósofo. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-3724420510481052063?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/3724420510481052063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=3724420510481052063' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/3724420510481052063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/3724420510481052063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/09/existe-luz-para-dionsio.html' title='Existe luz para Dionísio?'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RRXngVAOZHY/SNRS-go2ZgI/AAAAAAAABx0/NwCK2qWUXaI/s72-c/dioniso04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-9178269613233699856</id><published>2008-07-24T19:59:00.009-03:00</published><updated>2008-07-24T20:19:14.153-03:00</updated><title type='text'>O Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo - revelações humanas sobre o monoteísmo.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SIkJ699q6BI/AAAAAAAABuM/jb2yhkrixgA/s1600-h/MECA2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226719751210461202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SIkJ699q6BI/AAAAAAAABuM/jb2yhkrixgA/s400/MECA2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Peregrinação à Meca (Hajj)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu penso que devemos compreender os conceitos comuns entre as principais religiões monoteístas do mundo – o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo. Para tal tentei resgatar alguns dos principais argumentos retirados dos livros sagrados e de documentos históricos e filosóficos sobre o assunto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O livro sagrado dos mulçumanos possui a mesma tradicional ordem das demais religiões: de Adão a Maomé. Por isso, destacamos a aproximação entre Judeus, Cristãos e Mulçumanos sob o manto de um Deus único. O que difere o Islã das demais religiões pode ser explicado pela dificuldade da língua árabe ou a pela essência do Islamismo que destaca as diferenças das demais religiões monoteístas do que ressaltar o que há de comum entre elas. No entanto, o mais importante se destaca quando, apesar das incompreensões, o Islã não despreza jamais os profetas das outras religiões como: Noé, Abraão, José, Jacó, Moisés, Jesus. Certamente, o que difere os mulçumanos seria a crença na última revelação dada pelo sétimo profeta Maomé, que é inaceitável para os cristãos e para os judeus. O que para mim chama atenção no Islã é que ao mesmo tempo em que repelem judeus e cristãos, ele acolhe o Judaísmo e o Cristianismo. Para muitos uma contradição do texto do Alcorão, para mim é o que em religião poderíamos chamar de Mistério. Por que a repulsa chama mais atenção do que o acolhimento é algo que podemos debitar à nossa natureza humana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda assim, não podemos confundir o Islã como uma religião violenta. Apesar, da ênfase nas diferenças, os mulçumanos, em sua essência, não são violentos. A violência que por ora aparece na mídia é de responsabilidade de grupos minoritários que confundem certas passagens do Alcorão. Para demonstrar isto, devemos nos remeter à história do Islã. E, verificando a própria história do Islamismo nos deparamos com uma religião que foi criada de forma conturbada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém, isto não difere o Islã das demais religiões monoteístas. Lembramos que o Catolicismo, em sua implantação, teve seis papas assassinados, 35 foram martirizados, quatro morreram no exílio, dois foram mortos em decorrência de ferimentos em motins, dois morreram na prisão e oito foram depostos. E ninguém pode negar que a mensagem original de Cristo foi a de amor ao próximo e a paz. A origem do Islamismo é semelhante. No entanto, a confusão em torno do Islã é que após sua criação, no século VI, o seu crescimento foi extraordinário colocando sob a tutela os judeus e os cristãos, que passaram a disputar territórios santos. E ninguém pode negar que este crescimento e esta disputa ocorreram pela espada. Ainda que, para os mulçumanos, a expansão pela espada não fazia sentido, uma vez que o Alcorão proíbe conversões forçadas. E se observarmos a história das outras religiões – judaísmo e cristianismo – também houve violência na expansão. Basta lembrar que a pena de morte está presente no Êxodo, Levítico e Números – que pertencem ao Pentateuco e os cristãos não descartam. Ao todo, são 15 os crimes punidos com a morte: adultério, sexo com animais, blasfêmia, falso testemunho, falsos profetas, idolatria, incesto, insubordinação às decisões dos juízes ou sacerdotes, estupro de mulher prometida em casamento, bater ou amaldiçoar pai ou mãe, não respeitar o sabat, feitiçaria e adivinhação, assassinato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, concluir que o judaísmo, o cristianismo e o islamismo são religiões violentas é uma leviandade. Nas três religiões, as situações de violência são decorrentes de momentos históricos específicos e eternizar estes momentos seria um erro exegético. Não há sequer um mandamento que mande alguém praticar violência, embora alguns grupos desejassem interpretar desta forma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, se o Islã não é uma religião violenta, por que lhe são atribuídos atos terroristas? Osama Bin Laden, um herdeiro milionário, teria dito ao assumir os atentados de 11/09 que nós, ocidentais, pensamos na vida, enquanto eles pensam na morte. Bom, vejamos, há de fato terrorista entre os mulçumanos. São grupos pequenos, mas existem. E eles existem graças a um filósofo mulçumano do século XIII chamado Ibn Taymiyya e outro do século XVIII chamado Al-Wahhab que formam a base deste pensamento chamado salafi. A palavra árabe salafi significa os tempos pioneiros do Islã. Ou seja, são fundamentalistas mulçumanos, os mesmos responsáveis pelos atos de terrorismo, que desejam adorar apenas o Deus único. Acontece que tais fundamentalistas não querem intermediários para se chegar a Deus (inclusive limitam Maomé). Até aí são apenas fundamentalistas, normal em qualquer religião, e querem buscar os fundamentos da fé, que também é normal em qualquer religião. O problema passa a existir quando estes fundamentalistas se mostram totalitários. E esta passagem significa o desejo deles de forçar o mundo a uma conversão mundial. Daí, quando um grupo minoritário passa a entender que todos devem se converter e empregam a força, nasce o terrorismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os objetivos dos terroristas é espalhar o &lt;em&gt;jihad&lt;/em&gt;, que significa uma missão pessoal de buscar e conquistar a fé. Uma espécie de guerra santa, porém com aspectos altamente individuais. Os cinco objetivos da jihad são: Deus é o nosso objetivo, o Mensageiro é nosso exemplo, o Alcorão é a nossa Constituição, o jihad é o nosso método e o martírio é o nosso desejo. Tais objetivos são repetidos pela chamada Irmandade Mulçumana, que são grupos que influenciam pequenas células – &lt;em&gt;Al Qaeda&lt;/em&gt;, inclusive, cujo significado é A Base – para livrar o mundo da &lt;em&gt;jahilliyyah&lt;/em&gt; (a ignorância da humanidade antes que o Alcorão fosse revelado). Para este grupo o mundo que não conhece o Alcorão está num período de ignorância e por isso, merece a chance de converterem, se houver alguma resistência, devem ser combatidos. Portanto, o jihad é um mandamento de Deus para espalhar o Islã por toda a Terra e é isto que move um mulçumano que queira se tornar mártir – e não suicida – a se tornar um homem-bomba.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, qualquer semelhança que tentar impor ao Islã com atos terroristas não passa de uma leviandade. Isto ocorre, sobretudo, por causa da confusão e da incompreensão sobre a religião Islã. E mais, as religiões sempre têm pessoas que se sentem na obrigação de buscar os fundamentos da fé, o que é aceitável. Mas, neste fundamentalismo pode residir alguma vontade de impor, o que é inaceitável. A solução poderia ser a busca pela liberdade. Porém, isto soa de uma forma tão distante, sobretudo, se considerarmos os governos ditatoriais que ainda insistem em existir por ali. O futuro é incerto. Ainda mais quando grupos totalitários acreditam que falam com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filósofo&lt;br /&gt;Membro do Centro de Estudos em Filosofia Americana.&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:danilodornas@uol.com.br"&gt;danilodornas@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-9178269613233699856?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/9178269613233699856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=9178269613233699856' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/9178269613233699856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/9178269613233699856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/07/o-judasmo-o-cristianismo-e-o-islamismo.html' title='O Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo - revelações humanas sobre o monoteísmo.'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SIkJ699q6BI/AAAAAAAABuM/jb2yhkrixgA/s72-c/MECA2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-3361971364090385419</id><published>2008-07-10T18:06:00.022-03:00</published><updated>2008-07-13T01:45:20.281-03:00</updated><title type='text'>Sobre o suposto direito à Felicidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SHaMSfH6dNI/AAAAAAAABTY/2arcsVB8RQ8/s1600-h/Felicidade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221515067202893010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 251px; CURSOR: hand; HEIGHT: 258px; TEXT-ALIGN: center" height="324" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SHaMSfH6dNI/AAAAAAAABTY/2arcsVB8RQ8/s400/Felicidade.jpg" width="360" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa recente discussão sobre Filosofia de boteco alguém balbuciou que "o ser humano busca mesmo é ser feliz". Antes mesmo de tentar compreender o que esta frase tem de importância para a construção de uma filosofia tupiniquim, alguém dizia, do outro lado da mesa, que "a filosofia é a busca por motivos". A princípio, escutando essas duas sabedorias, simultaneamente, me senti num reduto que dali ou solucionaríamos, a partir das próximas palavras, os principais problemas do homem e do mundo ou seríamos mais um grupo de conspiradores e charlatães que, não encontrando mais o que fazer, ficaríamos ali discutindo questões &lt;em&gt;metafísicas a la &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Georg_Wilhelm_Friedrich_Hegel"&gt;Hegel&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora, num boteco, a Filosofia pode ser entendida como uma simples busca por motivos. Aliás, num boteco muitas coisas são permitidas. Então, numa síntese e em meio à moda em falar sobre a Felicidade, que tal unirmos a conversa daquele boteco e conseguir o nosso Tratado sobre os Motivos da Felicidade dentro de um boteco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fundo, um filósofo mais perspicaz, diria que a pretensão é enorme. Concordo! Principalmente, porque a Felicidade, em muitos casos, é facilmente definida por dois dos principais verbos que existem em praticamente todos os idiomas do mundo, inclusive no bom português: o &lt;strong&gt;ser&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;ter&lt;/strong&gt;. Em solo tupiniquim, a regra de ouro da Felicidade, seria "a felicidade é o estado do sujeito que &lt;strong&gt;&lt;em&gt;é&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;tem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; tudo para garantir o seu estado". Nesta rica definição brasileira, toda a fórmula para ser feliz é apenas completar as frases que se iniciam por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"eu sou"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"eu tenho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;". Logo, se conseguir completar estas duas frases, ao mesmo tempo, se pode auferir a Felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas é só isso? Para uma conversa de boteco, não precisa mais que isso. Afinal, existem mais &lt;em&gt;vodkas&lt;/em&gt; para serem tomadas, do que predisposição para continuar a referida reflexão metafísica. Não há muito que dizer quando a vida noturna já começa a dar sinal de angústia e sofrimento. Entretanto, o sofrimento da vida noturna é, sem dúvida, uma escola para quem deseja ser feliz apenas conjugando dois verbos na primeira pessoa do singular. É uma fórmula interessante para quem, realmente, acredita nos manuais de sobrevivência do século XXI ou nos encantos espirituais ao estilo do mago &lt;a href="http://www.paulocoelho.com.br/port/"&gt;Paulo Coelho&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, indiretamente, aí que está o problema. Compreender a Felicidade apenas conjugando o "ser" e o "ter", simultaneamente, é compreendê-la como uma simples alegria. Se a Filosofia de boteco fora antes definida como "busca de motivos", então por qual motivo, no Brasil, a alegria é axiologicamente sinônima de felicidade? Um psiquiatra talvez responda que é porque ser alegre produz substâncias químicas no cérebro que impedem a depressão, a tristeza e a falta de atenção no mundo. Mas, em Filosofia não é assim. Sobretudo a de boteco, pois o referido recinto é, justamente, onde existe fartas substâncias químicas e ficam atrás de um balcão esperando o tradicional comando ao garçom.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que tal aprimorar a discussão e compreender que a Felicidade é uma via chamada vida, cuja busca constante se chama viver. Assim, podemos arrombar a porta da jaula que as definições nos impõe e, filosoficamente, extrapolar a Felicidade como uma missão, um projeto e uma vocação que seriam perseguidas com muito entusiasmo. Afinal, não é o entusiasmo que faz parte do espírito do brasileiro? O brasileiro não é o torcedor por excelência? Então, é só aplicar este entusiasmo na própria vida. Entretanto, o entusiasmo para viver significa, também, perceber que não há garantias de sucesso. Ou seja, as tristezas e as derrotas fazem parte do caminho rumo à Felicidade. O importante é não perder o entusiasmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, como disse &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arist%C3%B3teles"&gt;Aristóteles,&lt;/a&gt; a felicidade é uma atividade da alma. Então, sugiro que a Felicidade seja uma ação em busca de uma meta. Compreendendo assim, concluímos que não há fórmula para ser feliz e que a Felicidade nunca será total, pois outras atitudes serão exigidas. Isto se quiser viver!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; busca a felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-3361971364090385419?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/3361971364090385419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=3361971364090385419' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/3361971364090385419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/3361971364090385419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/07/sobre-o-suposto-direito-felicidade.html' title='Sobre o suposto direito à Felicidade'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SHaMSfH6dNI/AAAAAAAABTY/2arcsVB8RQ8/s72-c/Felicidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-5646063968102199636</id><published>2008-04-26T00:15:00.026-03:00</published><updated>2008-05-02T11:14:53.762-03:00</updated><title type='text'>A socialização do curso de Filosofia da UFSJ</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Mafalda&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SBshN9YWlII/AAAAAAAABCI/upzWShzzRSM/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195783118800721026" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SBshN9YWlII/AAAAAAAABCI/upzWShzzRSM/s400/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SBshIdYWlHI/AAAAAAAABCA/cJOIt9sVcPY/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195783024311440498" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SBshIdYWlHI/AAAAAAAABCA/cJOIt9sVcPY/s400/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SBshVdYWlJI/AAAAAAAABCQ/2O4WRYMybtc/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195783247649739922" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SBshVdYWlJI/AAAAAAAABCQ/2O4WRYMybtc/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SBshcdYWlKI/AAAAAAAABCY/-V6Xhv7f_L4/s1600-h/4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195783367908824226" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SBshcdYWlKI/AAAAAAAABCY/-V6Xhv7f_L4/s400/4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recentemente, acompanho alguns comentários de colegas do curso de Filosofia da própria Universidade que eu me formei e dediquei parte de minha vida, a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Mas, logo me deparei com ataques verbais e pessoais, que em sua essência, não passam de reclamações sobre a insatisfação e o descontentamento com a relação pedagógica da referida faculdade. E eu, atrevido que sou, tentei interferir na discussão, porque percebi que as reclamações não são novas, pois elas já eram presentes desde o tempo que eu me ingressei lá, no ano de 1999. Acontece que a nossa diferença era que, mesmo com as reclamações, nós alunos daquela época encontramos uma fórmula para melhorar a situação. Tentei passar a fórmula, mas acho que eles já se encontram vencidos por uma situação caótica que chegou ao curso e se esforçaram em direcionar o ataque a mim, que não estou mais lá e nem tenho o que fazer a não ser usar a argumentação e o debate.&lt;br /&gt;Quando ingressamos numa faculdade, possuímos uma ideologia; temos sonhos e desejamos mudar o mundo. Acredito que este seja o impulso de todo recém-universitário, sobretudo àqueles que se propõem aos cursos de humanidades. Ainda bem que é assim! Porém, ao longo dos semestres nossas desilusões vão ocorrendo, gradativamente, e é aí que está o desespero de muitos e o amparo de poucos estudantes. Os muitos se perdem e os poucos se encontram. Eis a diferença! Interessante, que entre os muitos se esforçam em procurar alvos para o ataque. E os poucos, quando não viram o próprio alvo, simplesmente se calam e deixam a caravana passar.&lt;br /&gt;O primeiro alvo eleito a ser atacado é a crítica que se faz ao saber acadêmico. Bom, eis a minha primeira dúvida: ao entrar na faculdade, não seria uma vida acadêmica que todos deveriam buscar? Contradição ou não, a faculdade é lugar de “academicismo”! Caso contrário, não precisaríamos de Universidade, bastaria nos encontrar num boteco da esquina e balbuciar frases desconexas e sem sentido, permanecendo no mundo da ilusão e da opinião. Ou mesmo que haja alguma sabedoria numa conversa de boteco, ela não pode ser confundida com o que se faz na Universidade: ela pode até basear alguma coisa, mas nunca confundir com referências e compromissos históricos. A Academia é o instrumento universitário que impede a permanência na ilusão e isto foi descoberto há séculos. É a busca científica: é o caminho para o mundo inteligível ou da teoria. Esta é a diferença de uma conversa de boteco para um diálogo universitário. Aos universitários se espera o mínimo, a pesquisa, o discernimento e a sabedoria (sabedoria no sentido latim, de saborear) do conhecimento. Então, numa Universidade, o mínimo que esperamos são critérios, métodos e aplicação da teoria. Não quero entrar no mérito dos métodos, sei que este mérito é abordado por vários pensadores e são muitos diferentes entre si. Entretanto, o fundamental no processo é a identificação com o pensador e uma conexão entre as convicções pessoais, os argumentos apresentados e a teoria. Assim, não perdemos a dimensão do espírito universitário.&lt;br /&gt;No entanto, partiremos, para um segundo alvo de ataque: “a irrelevância da pesquisa”. Ora, vejamos: um determinado aluno de Filosofia diz "que os professores fazem pesquisas irrelevantes e publicam em revistas que ninguém lê". Bom, vamos por partes: o que ele chama de irrelevante? Será que se não houver alguma conexão pessoal dele com os argumentos e a teoria abordada por algum professor, torna a pesquisa irrelevante? Ora, se ele não se interessa pela pesquisa, ele que não a leia. Este é o princípio básico para a sabedoria. Se lembra, que eu disse que sabedoria vem de saborear? Pois bem, saborear é eleger o que é doce e o que é amargo. Se for amargo, porque continuar saboreando? A segunda parte que me intriga é: "revista que ninguém lê". Bom, como assim? Partindo do básico, o sujeito que afirma isto tem que ser, no mínimo, onipresente. O que eu duvido! Além do mais, o significado de “publicação” é "tornar algo público", uma das formas é publicando em revistas. Ou seja, o que adianta pesquisar e guardar na gaveta? É assim que se constrói a dialética? Se há algo de errado com a pesquisa, não seria mais adequado ler, estudar e contrapor? Ou simplesmente, rotular de irrelevante, caso não haja a conexão entre convicção pessoal, os argumentos e a teoria?&lt;br /&gt;Por outro lado, outra coisa me chamou a atenção na discussão. O ataque à Academia e a pesquisa se iniciam num momento que o sentimento de ambas as partes: professor e aluno andam abalados por questões burocráticas. O abalo, não me cabe explicar, pois a perda de um projeto foi o assunto muito comentado por ambos os lados. Então, se perdeu o entusiasmo em consolidar o curso e isso trouxe a desarmonia entre professor e aluno. A própria instituição, com a burocracia que lhe é inerente, se tornou frágil ao se revelar uma acolhedora para todos e qualquer pessoa que se tenha diploma e se diz “filósofo”. Há tempos venho percebendo que bastava qualquer pessoa se dizer "filósofa" que a instituição acolheria com louvores e honras. E aluno não é idiota. Com a pouca prática que tenho como professor de Filosofia já percebi que o aluno confia no professor até certo limite, depois, para seu próprio crescimento ele começa a exigir algo além, que muitas vezes o professor e a instituição não conseguem acompanhar. Isto é o famoso aluno superando professor e eu considero plenamente saudável, desde que não seja interferida pela instituição ou pelos cargos exercidos pelos próprios professores. Muitas vezes, a instituição serve para esconder o mau feito e dificultar as coisas com protocolos. A instituição é o mecanismo de “colocar a culpa no outro”. Ou de “guardar segredos”. Eis o princípio da corrupção, no sentido clássico de romper o que se diz e o que se faz. Para mim, professor não deveria ocupar cargos administrativos. Lugar de professor é na sala de aula, com os alunos. Enquanto professor ocupar cargo administrativo, o marasmo vai reinar nas Universidades, sem contar os acordos, a troca de favores e por aí vai...&lt;br /&gt;A saída é simples: conviver. E isto não é tolerância e nem romper limites. É cada um discutindo o que deseja com o próximo para edificar um projeto. Como diz o filósofo: o homem é um animal político. Vamos entender o "político" nesta frase como "sociável". Não é disto que estamos precisando na faculdade neste momento? Um pouquinho de socialização? Se não houver tal socialização, não há como romper a atual crise e a atual troca de ataques pessoais. E socialização não exige fé, esperança, caridade e humildade. Ao contrário: o império romano só conseguiu se expandir com coragem, força, determinação e acima de tudo: vaidade. É este o meu conselho. Sejam vaidosos, mas não num sentido egoísta, mas num sentido de amor-próprio. Esta é a saída para recuperarmos o orgulho de um dia anunciar que nos formamos na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de São João del-Rei e fugir da burocracia institucional, sem agressões ou sentimentos de derrotas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é formado em Filosofia pela UFSJ.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:danilodornas@uol.com.br"&gt;danilodornas@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://paideiadigital.blogspot.com/"&gt;http://paideiadigital.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-5646063968102199636?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/5646063968102199636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=5646063968102199636' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/5646063968102199636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/5646063968102199636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/04/socializao-do-curso-de-filosofia-da.html' title='A socialização do curso de Filosofia da UFSJ'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SBshN9YWlII/AAAAAAAABCI/upzWShzzRSM/s72-c/2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-8178015847728525404</id><published>2008-04-14T13:59:00.015-03:00</published><updated>2008-04-18T17:21:49.384-03:00</updated><title type='text'>Uma dualidade entre convivência e tolerância</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SAOkJs6uI5I/AAAAAAAAA_g/4YmqGzqjeRA/s1600-h/boteco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189171682244174738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 263px; TEXT-ALIGN: center" height="277" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SAOkJs6uI5I/AAAAAAAAA_g/4YmqGzqjeRA/s320/boteco.jpg" width="229" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu gostaria de abordar sobre dois valores morais aqui: a convivência e a tolerância. Minha intenção é porque me sinto triste em ver que no Brasil a convivência é uma dádiva para poucos. Eu sinto tristeza, porque o brasileiro é um criador imbatível nas artes, nas ciências e pasmem, até no futebol. Mas, como eu disse, é sempre uma minoria. Certamente, alguém de plantão deveria investigar o porquê desta minoria, de uma forma diferente. Mas, por favor, sem Karl Marx, sem Pierre Bourdieu e similares. Não me venha com essa de economia, nem de capital cultural e fatos sociais. Estes assuntos são confusos até para os sociólogos e creio que eles estão ocupados demais tentando esclarecer estas coisas. Vamos falar de criatividade, certo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que ocorreu, nos últimos tempos, foi que os criadores brasileiros, simplesmente, não criaram. Ou, não tiveram a chance de criarem. Eles, definitivamente, não se instalaram e nem se integraram à nação, como esperaríamos que eles o fizessem. Na verdade, nos últimos anos, eles simplesmente se isolaram e foram aproveitar outras freguesias. E eu duvido que seja apenas pelo simples fato de ser lucrativo, mas penso que foi também pela falta de interesse dos brasileiros com suas criações. Assim, a nação brasileira não só permitiu como incentivou a saída de pessoas que faziam a diferença. Com isso, o Brasil se suicidou. Eu temo que uma nação não ressuscite ao terceiro dia. Talvez leve uma geração, algo em torno a 30 anos, que é tempo que julgam ser o de uma geração. Mas, se porventura a nação conseguir ressuscitar, como Cristo conseguiu, poderíamos falar primeiro de convivência, a introduzindo como uma integração social e revitalizante. Ah! Os cristãos devem se sentir orgulhosos agora, eles já fizeram isto antes quando as nações eram apenas diferenças culturais, e não delimitações geográficas! Afinal, Cristo, como conta a piada, até escolheu as mulheres para que a notícia de sua ressurreição se espalhe mais rápido. Por que nós brasileiros, não seguimos este caminho? Por que não falar aos artistas, cientistas e jogadores de futebol que queremos uma integração e uma revitalização de nossa nação? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A nação é o seio cultural de um povo. E o que falta à nossa nação é a convivência. Eu confesso que me sinto inquieto quando falo sobre isto. Ou estou completamente equivocado, ou isto serve para que outras nações também se convivam. Pode parecer absurdo, mas a nossa falta de convivência é aliada à nossa falta de perspectiva histórica e cultural. Estamos sempre no negativo quando o assunto se refere às humanidades. O resultado disto é o elevado número de brasileiros que não sabem de onde vêm e nem qual projeto escolher para seguir adiante. Tudo é mandado por alguma instituição fajuta, coordenadas por imbecis e que nos julgam imbecis. Eu gosto do Foucault quando ele diz que as instituições não passam de exercício do poder. Para falar a verdade, às vezes acho que é meio anarquista. Porém, por enquanto, um país, que não é nação, como o nosso precisa é de sentir na pele um pouquinho de anarquia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E esta anarquia faz imperar a tal vida bovina sobre os brasileiros. E o boi não convive. Isto é para o ser-humano que têm objetivos. Quando eu assinalo a convivência como um projeto para renascer, me refiro à generosidade com a cultura. Não há criação e nem cultura se não houver ciência, talento, esforço e entusiasmo. Perceberam? Tudo isto é relativo ao homem e que o brasileiro desperdiça porque não aprendeu que somos uma herança do nosso passado. Tudo que está ao nosso redor foi herdado daqueles que nos antecederam. Em suma, meu raciocínio é o seguinte: num país, que não é nação, portanto não se interessa pela cultura que a fundamenta, não tem possibilidade para que haja a convivência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, ao invés de convivência, falamos demasiadamente, em tolerância. Como se fosse a maior virtude que uma nação pode conseguir construir para sua moralidade! Ora, tolerar é a mesma coisa que legalizar a arma de combate e corroborar com uma individualidade e a falta de convivência. Quando se diz, "eu tolero", queremos reconhecer a falta de talento, a preguiça e a incultura de outra pessoa. Como se pode conviver, mediante um sentimento de tolerância? Isto, concretamente, só pode atrapalhar a convivência. Portanto, a tolerância não poderia ser compreendida como virtude moral para uma nação, para mim ela deveria ser evitada ou entendida como algo vicioso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando eu fiz &lt;a href="http://paideiadigital.blogspot.com/2006/07/entrevista-cedida-revista-filosofia.html#links"&gt;aquela entrevista sobre a Felicidade&lt;/a&gt;, eu tinha a clareza de que não há fórmulas para ser feliz. Ser feliz é uma questão de consolidar um projeto vital. E agora eu completo que um projeto para a nação brasileira poderia ser a busca pela convivência. Esta convivência é uma questão de iniciativa. A convivência não se resigna à passividade e nem à tolerância. A convivência é uma decisão nacional em desejar ser, o que sente que teria de ser, e não o que lhe imponham, pela força, por artúcias ou por tolerância.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filósofo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:danilodornas@uol.com.br"&gt;danilodornas@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-8178015847728525404?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/8178015847728525404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=8178015847728525404' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/8178015847728525404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/8178015847728525404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/04/uma-dualidade-entre-convivncia-e.html' title='Uma dualidade entre convivência e tolerância'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/SAOkJs6uI5I/AAAAAAAAA_g/4YmqGzqjeRA/s72-c/boteco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-5143558812377974402</id><published>2008-04-03T17:20:00.012-03:00</published><updated>2008-04-03T22:56:24.502-03:00</updated><title type='text'>Evite acidentes. Faça de propósito!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/R_V9tlOFoDI/AAAAAAAAA_Q/Uq-lxDyU7Wo/s1600-h/coco_teimoso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185188768025780274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/R_V9tlOFoDI/AAAAAAAAA_Q/Uq-lxDyU7Wo/s320/coco_teimoso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha mãe sempre se perguntou quem foi que eu puxei da família. Acredito que esta seja a dúvida mais metafísica que ela pode fazer em sua vida. Ela não cansa de se perguntar isto! Eu escuto isto desde que eu era criança e nunca entendi o motivo para tanta incomodação materna. As outras coisas da vida, para ela não têm tanta importância quanto a herança de minha personalidade. Sua vida de burocrata e funcionária pública federal lhe rendeu boas recompensas para se dedicar, agora, a Deus e isto fez com que ela tenha a resposta para todas as outras coisas do universo. Mas, Deus, ainda não lhe revelou de onde veio tamanha teimosia em seu filho e isto a irritava bastante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A princípio, a dúvida da minha mãe não têm motivos aparentes. Eu sempre fiz coisas que todas as outras crianças de minha idade faziam na infância, sem resistências. Mas, com um detalhe: eu era péssimo em tudo! O cerol nas linhas que eu usava nas pipas sempre era os piores; eu nunca conseguia vencer um pique-esconde; eu nunca soube jogar bolinha de gude; no futebol de rua, quando me permitiam jogar, era sempre no gol; eu tinha os apelidos mais ridículos da escola; eu acredito que já fraturei todos os ossos dos membros. Enfim, não tinha nada de especial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E para piorar, eu tinha que conviver com as queixas de minha mãe sobre minha teimosia. E era sempre a mesma ladainha. Tudo girava em torno da minha falta de talento para tudo. E o que a irritava era a minha insistência em não desistir. Mesmo sendo um fracassado, eu continuava até o fim. Mesmo que o fim fosse num hospital levando pontos na testa ou engessando alguma parte do corpo e sendo xingado por algum vizinho por causa da bola, &lt;em&gt;skate&lt;/em&gt; e outras arruaças. As reclamações, estranhamente, sempre chegaram até a minha mãe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, para consolar a minha mãe, eu tenho uma pequena explicação sobre a minha teimosia. Só espero que eu a convença. Por favor, torçam por mim! Ela costuma ler os textos aqui e os acha lindos. Coisas de mãe!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dia eu descobri um filósofo que disse que o "homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe". Então, na verdade, seguindo esta frase, explico a origem da minha teimosia. Uma possível explicação para a minha teimosia é a de que eu não dava atenção para as coisas que os outros diziam. Principalmente, nas coisas em que eu era ruim. Talvez, eu não dava atenção ao que os outros diziam, porque era a sociedade que me achava ruim. Não eu! Eu me achava o máximo diante a tantos desastres. Daí, veio a minha teimosia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu descobri que a teimosia é um adjetivo que só se aplica ao ser-humano. Se não houver teimosia, tudo aquilo que os outros pensam sobre você, se torna verdade. Inclusive se eles passam a lhe rotular como fracassado! Eu, apenas não deixava isso acontecer, pois poderia ser um fracassado para os outros, mas não para mim. Desde cedo, percebi que a vida precisa de um pouco de subjetividade, senão os outros te comandam e impedem que você tenha a própria experiência e, assim, de seguir a própria vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis a explicação para tanta teimosia. A teimosia é um elemento de autoconfiança. E é exatamente isto que me motiva a continuar vivendo. Talvez, hoje eu agradeça tanto por ter sido tão teimoso e por não ter dado tanta atenção para que os outros falaram. Não posso me queixar! A minha vida é hoje a conseqüência de tanta teimosia. E, ainda hoje, minha mãe se queixa de minha teimosia. Outras pessoas também, não é Denise? Mas, mesmo assim continuo evitando acidentes e fazendo de propósito. Eis o lema de um teimoso!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é teimoso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-5143558812377974402?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/5143558812377974402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=5143558812377974402' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/5143558812377974402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/5143558812377974402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/04/evite-acidentes-faa-de-propsito.html' title='Evite acidentes. Faça de propósito!'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/R_V9tlOFoDI/AAAAAAAAA_Q/Uq-lxDyU7Wo/s72-c/coco_teimoso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-8895867221523499681</id><published>2008-02-07T01:09:00.002-02:00</published><updated>2008-04-05T11:58:28.894-03:00</updated><title type='text'>Razões para chorar</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/R6p7xFhuy9I/AAAAAAAAAHI/QHFAuTlfKcs/s1600-h/roda_vida.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164076005961157586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/R6p7xFhuy9I/AAAAAAAAAHI/QHFAuTlfKcs/s320/roda_vida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mistérios da Vida e da Morte &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Li nestes atigos de &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; que a coisa mais maravilhosa que se descobriu na face da Terra foi a Vida. E a segunda coisa, evidentemente, foi a Morte. Grande descoberta! É possível que as descobertas tenham ocorrido quase que concomitantemente. Assim, diante das duas primeiras maravilhas eu só posso acrescentar que o significado da morte é de colocar um fim na vida. Então, todos nós já sabemos sobre o significado da morte e, assim, ela não possui mais nenhum mistério. Entretanto, o grande mistério ainda persiste em descobrir qual é o significado da vida.&lt;br /&gt;Um dia, alguém disse que, viver é ir em direção à morte. Sendo assim, o indivíduo começa a morrer no primeiro dia que ele nasce. Acho que foram Jean Paul-Sartre e Martin Heidegger que falam sobre isso. E olha que ambos possuem um alto nível para afirmar estas coisas sem serem chamados de malucos. Mas, será assim mesmo? Será que a vida é apenas um intervalo entre dois períodos de não-existência? Vai brincando com este papo para ver onde é que você vai parar! Eu as vezes me rendo a esses papos cabeças. É divertido brincar de intelectual.&lt;br /&gt;Eu só soube o que é morte quando perdi um amigo, que era disfarçado de primo. Foi neste instante da vida que percebi que a vida nos ensaia para sua ausência. Nós morremos quando perdemos alguém por perto, mas renascemos para seguirmos na vida. Construímos, movimentamos e reproduzimos. Isto tudo para, enfim, morrer.&lt;br /&gt;A morte é, portanto, o fim de tudo. Até da alma, creio eu. Então, não há razão para chorar quando perdemos alguém. Deixe-o morrer! Descansar! Só podemos chorar pelos que ficam e por nós mesmos. Estes, talvez, são os motivos que temos para chorar! Não há outro. O mistério é somente a vida e não a morte. Talvez, com os choros pela vida é que conseguimos seguir vivendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filósofo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-8895867221523499681?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/8895867221523499681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=8895867221523499681' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/8895867221523499681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/8895867221523499681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/02/razes-para-chorar.html' title='Razões para chorar'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/R6p7xFhuy9I/AAAAAAAAAHI/QHFAuTlfKcs/s72-c/roda_vida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-8592712531108004921</id><published>2008-01-16T22:22:00.001-02:00</published><updated>2008-04-05T11:59:00.854-03:00</updated><title type='text'>Vou ser feliz e já volto!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/R46ou8ZxfcI/AAAAAAAAAGo/T0r3FS1VwK0/s1600-h/gota.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156244147827473858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/R46ou8ZxfcI/AAAAAAAAAGo/T0r3FS1VwK0/s320/gota.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ainda não havia essa tal máquina que automatiza todas as nossas idéias. Usávamos papel, giz de cera, caneta hidrocor e tinta. Pintávamos o sete. Criávamos com o próprio punho casinhas, gramas, árvores e o sol risonho em meio a traços coloridos. Às vezes usávamos cartolina, mas a maioria das vezes era papel em branco mesmo, sem medida A4. Não tínhamos papel colorido e nem corretivo. Não tínhamos tantas regras para criar, pois o ser humano primeiro cria para depois descobrir a necessidade. &lt;div align="justify"&gt;As caixas de sapato eram muito bem usadas. Se cortar uma porta e uma janela e depois cobrir com papel colorido tínhamos uma casa sem telhado. O telhado era fácil conseguir. Bastava conseguir o papelão que enrola embalagens que ainda tem por aí. Não era tão comum o tal plástico bolha. O lado inverso do papelão têm umas saliências, igual a um telhado de verdade. Depois era só pintar de vermelho ou marrom.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se repetir o procedimento várias vezes, temos uma cidadezinha. As ruas poderiam ser feitas com cartolinas, os postes com palitos, os carrinhos com caixas de fósforo e não cabe aqui a quantidade de sugestões simples para começar a brincar. Inclusive de política. Me lembro uma vez construir uma cidade assim com as casas da favela no centro da cidade e o centro da cidade nos arredores. Não era nenhum plano ideológico lá nos meus 4 anos de idade. Era apenas uma cidade invertida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As pedras eram de papel, pintadas de cinza e amassadas até ficarem bem duras. As gramas eram de feltro verde e a gruta, feita com papel maché, era o oratório da cidade. Os bois nunca ficavam como eu queria e os burrinhos pareciam cachorros gigantes. Mas, tinha que ter animais. Eu não fazia muito questões das pessoas, mas quando tinha era sempre alguém que trabalhava e tinha família. E depois sobravam histórias! Brincávamos de todos os jeitos naquela cidadezinha de papel. O que mais gostávamos era de polícia e ladrão por causa das perseguições de carro que criávamos. Era o vrummm feito com a boca. Um dia incrementamos a brincadeira usando lanternas para parecer faróis acesos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não vou dizer aqui que eu era feliz naquela época. Não vou dizer que bons tempos eram aqueles. Não vou dizer tais coisas saudosistas, porque acredito que a felicidade sempre será plena se a infância for bem vivida. A humilhação e a miséria não podem ser ofertadas a qualquer ser humano. Se assim for, pode-se desistir de viver. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filósofo.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-8592712531108004921?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/8592712531108004921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=8592712531108004921' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/8592712531108004921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/8592712531108004921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2008/01/vou-ser-feliz-e-j-volto.html' title='Vou ser feliz e já volto!'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/R46ou8ZxfcI/AAAAAAAAAGo/T0r3FS1VwK0/s72-c/gota.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-4350102645963422398</id><published>2007-09-22T02:29:00.001-03:00</published><updated>2008-04-05T11:59:25.444-03:00</updated><title type='text'>Quanta gentileza!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RweP69Xg3KI/AAAAAAAAAGg/vSbGehcTSpU/s1600-h/etica_corrupcao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118217744598228130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; CURSOR: hand; HEIGHT: 287px; TEXT-ALIGN: center" height="287" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RweP69Xg3KI/AAAAAAAAAGg/vSbGehcTSpU/s320/etica_corrupcao.jpg" width="300" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RvTCD9Xg3JI/AAAAAAAAAGY/RtQZ6nArnOs/s1600-h/sabido%20(1).jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma das grandes mentiras contadas pelos brasileiros é sobre sua própria gentileza. Na verdade, os brasileiros são os profissionais da grosseria. E esta grosseria é bem evidenciada em frases rotineiras que não passam nem perto de qualquer forma polida da boa educação, mas se ditas com certa entonação de voz ficam um tanto brandas ou até mesmo imperceptíveis. Acredito que tanta grosseria se deve à imaturidade cognitiva e a completa falta de bom senso que assolam a cultura brasileira. Porém, uma simples análise sobre suas entrelinhas, pode nos revelar grandes e maldosas intenções. Então, num tom de desabafo, vamos listar algumas destas grosserias que, disfarçadas de pura gentileza, são cometidas no dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, eu liguei para o consultório do meu médico apenas para esclarecer a sua ilegível receita. Quem atendeu foi sua gentil secretária que, imagino, após escutar o meu desejo de falar com o doutor deve ter aberto um sorriso diante do fone e num tom de voz aveludada perguntou: “- Quem gostaria?” – Notem que ela me perguntou no condicional. Ou seja, ela disse nas entrelinhas que o doutor só estaria se eu fosse alguém realmente importante. Foi isso mesmo que eu entendi? BEM, o médico não me atendeu e deve ter feito algum gesto com a cabeça ao ouvir meu nome dito em voz alta pela secretária. Portanto, não é nada gentil ouvir – Quem gostaria? – num telefonema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já outro dia, eu entrei em uma loja para comprar uma simples borracha. Não escolhi muito, mas já havia notado que a vendedora estava impaciente. Quando finalizei a minha escolha ela, gentilmente, me indaga: - Só isso mesmo? - E eu retruquei: - Como só isso mesmo? Eu não comprei o suficiente para você? - Óbvio, ela esboçou um sorriso sem graça. Aquele típico sorriso de brasileiro quando se depara com situações embaraçosas. E ela tentou consertar dizendo: - Deseja mais alguma coisa? - e eu de forma atrevida disse: - sim, desejo sair contigo para ver a lua e deslumbrar uma noite romântica, que tal? - Claro que eu fiquei apenas no desejo, mas acho que fui bem mais gentil do que sua capacidade de atender as necessidades da clientela. Talvez, algumas palavras podem fazer diferença no atendimento ao cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, minha maior decepção com grosserias veio de uma amiga, que um dia, sem ter alguma coisa significativa para dizer, ousou resmungar: - Gosto de você do jeito que você é! - Juro que fiquei magoado. Como assim gostar do jeito que eu sou? Então, é só isso? Você gosta de mim deste jeito mesmo? Jura que eu não tenho uma qualidadezinha sequer que seja importante para nossa amizade? Acredito que seria mais gentil saber se eu tenho um algo mais que diferencie em nossa amizade. A gentileza na amizade é observar as falhas e as qualidades do outro. Portanto, se você gosta de mim do jeito que eu sou, então, não deve haver muita amizade. Certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há aquelas grosserias que ocorrem em eventos sociais. Como, por exemplo, quando presenciei em uma festa um sujeito chegar para o anfitrião e com um sorriso no rosto dizer: - Vim aqui só para te prestigiar. - Vamos pensar: quanta pretensão do sujeito, não é? Será que o sujeito está realmente convicto que a presença dele é mesmo a mais importante da festa? Quanta Gentileza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, seguiremos com nossa lista. Acho que todos nós já tomamos fora de alguém. E o considerado fora mais comum é: "Você é uma pessoa legal e vai achar alguém especial". Mas, vejam quanta contradição numa só frase! Quando se diz isto, se quer dizer que você é legal, mas não o bastante para ser um companheiro (a). Então, você, no fundo, é uma péssima pessoa. Podem se deprimir à vontade se escutar isso! E tem aquela clássica: "Seremos apenas bons amigos!" No fundo, isto quer dizer que não há menor possibilidade de ter sexo entre vocês. E tem aquela: "Deixa acontecer naturalmente". Ao falar em deixar acontecer naturalmente significa dizer que: "vamos ver se encontro alguém melhor que você neste período". Então, meu conselho é quando for dar um fora, em alguém, não tentem ser gentis, nunca dá certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que eu disse talvez seja uma nostalgia de bons modos que eu tive na infância. E um pouco de bom senso também. Contudo, eu digo que ser gentil é uma dádiva para poucos. É uma artimanha para fugir de clichês e cuidar bem das palavras. Às vezes estas pseudo-gentilezas são para puxar assunto ou, simplesmente, para preencher algum vazio da educação social. Mas, se for apenas para puxar assunto, sugiro falar de meteorologia, mesmo que de forma amadora. É mais simples, educado e gentil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é brasileiro e tenta ser gentil&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:danilodornas@uol.com.br"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;danilodornas@uol.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-4350102645963422398?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/4350102645963422398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=4350102645963422398' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/4350102645963422398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/4350102645963422398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2007/09/quanta-gentileza.html' title='Quanta gentileza!'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RweP69Xg3KI/AAAAAAAAAGg/vSbGehcTSpU/s72-c/etica_corrupcao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-2531056867598520065</id><published>2007-09-18T14:46:00.002-03:00</published><updated>2008-04-14T13:44:30.284-03:00</updated><title type='text'>Um editorial regado a inseticida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RvAndnkgb5I/AAAAAAAAAEk/5UJugiGQf1Y/s1600-h/kafka.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111628966857306002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RvAndnkgb5I/AAAAAAAAAEk/5UJugiGQf1Y/s320/kafka.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Entre idas e vindas já são 2 anos que assino a coluna &lt;em&gt;Paidéia&lt;/em&gt;. O tempo passa rápido! Quando recebi a proposta da coluna, tinha uma clareza e evidência cartesiana que não iria tratar só de abobrinhas. O objetivo do espaço seria em abordar assuntos inquietantes. Que doce pretensão! Com pouca experiência, por livre espontânea pressão e minha incapacidade mental, o objetivo deste espaço se tornou uma diversão para pessoas quietinhas. Evidentemente que, às vezes, aparece um espírito inquietante e resolve repudiar, detonar e sacramentar os textos aqui escritos. E foram muitos os comentários recebidos. Desde os altamentes qualificados até os minimamentes desprezíveis e ambos respeitáveis. É uma sina manter algo dentro do entretenimento em meio ao excesso das informações do mundo contemporâneo. Porém, os textos aqui são narrativas. Apenas narrativas de entretenimento. Não são para serem levados a sério. São para colaborar com o ócio. São para divertir. Não desejo ser um cientista quando escrevo nesta coluna. Não confundam uma simples sagacidade com a rigidez, necessária, do espaço acadêmico. Aqui é apenas para ler, refletir, rir e esquecer. Existem coisas mais importantes num jornal que devem ser levadas mais a sério.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem convive comigo sabe que tento ser uma pessoa carinhosa. Confesso que reconhecer isto não é uma atitude modesta. Porém, tal reconhecimento deveria vir de fora para dentro. Aliás, acho que todas as qualidades e defeitos devem ser reconhecidos pela exterioridade. É um ato de sinceridade. Portanto, este reconhecimento na maioria das vezes se transforma numa fofoca. E eu não sou contra a fofoca, pois ela é externa e sincera. Mas explico que entendo por fofoca apenas um desabafo. O que não é algo condenável se observarmos que sempre precisamos nos desabafar. E eu fiz deste espaço um desabafo sobre o mundo. Eis um lugar que o ato de fofocar é permitido. Fofocaremos, então...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;em&gt;Paidéia&lt;/em&gt; foi inspirado na arte lúdica que os gregos tinham para ensinar os seus jovens. Vamos falar dos gregos. Ou melhor, vamos fofocar sobre os gregos? Eles queriam a felicidade, como nós. Eles tinham a política, como nós. Eles usavam a razão, como nós. E eles tinham a Filosofia, como nós. E fofocavam, como nós. Não sei se é bom ou ruim, fofocar. A melhor fofoca é sempre sobre a vida alheia. Não falar da vida alheia é sintoma da chatice. O ato de fofocar é uma arte, um entretenimento. Então, a fofoca pode perfeitamente ser um instrumento para a nossa &lt;em&gt;Paidéia,&lt;/em&gt; como simples atividade lúdica e sem o menor rigor científico. Portanto, aprendemos mais sobre com a fofoca do que qualquer pensamento abstrato. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, mesmo assim, a fofoca, para ser boa, tem que obedecer duas regrinhas: a) não mexam com pessoas vivas, pois elas podem te processar e geralmente terão razão na justiça; b) usem a fofoca apenas sobre pessoas conhecidas e que fizeram algo excêntrico. Ou seja, a fofoca deve ser apenas ilustrativa e educativa. É como contar um mito ao estilo do filósofo grego Platão, que se refugiava neste método para explicar suas teorias sobre a inteligibilidade. Então, ao fofocar, aconselho usar os clássicos da ciência, da literatura, da filosofia e das artes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, meus caros, peço licença para usar um autor que considero excepcional da literatura do século XX. Eu me refiro ao escritor Franz Kafka. E me divirto bastante com os burbúrios sobre a vida dele. Ah! Para quem não sabe, Kafka é o autor dos livros &lt;em&gt;Metamorfose&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O Processo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O Castelo&lt;/em&gt; e alguns contos que foram salvos. Os outros contos ele mesmo os queimou. Calma! Não o diagnosticaremos como um maluco. Afinal, o que é que tem demais queimar os próprios livros? Porém, o que mais me diverte em Kafka foi sua proeza em transformar, no livro &lt;em&gt;Metamorfose&lt;/em&gt;, um inseto nojento numa celebridade literária. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde criança eu era impressionado com o Franz Kafka. Eu me lembro que comecei estranhando a grafia do nome dele (FRANZ KAFKA). Estranho! Depois, comecei estranhando com o modo que ele inicia seus livros, porque é sempre já um impacto na primeira frase. Por fim, o Kafka virou um personagem para mim e tentei compreender as suas angústias. Vi que este não era o caminho apropriado, porque absorvi algumas de suas angústias e minha cura foi demorada (se é que houve uma cura!). Então, pensei em entendê-lo com maior interesse depois que assumi o papel do inseto nojento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo ficou cada vez maior. E eu cada vez menor. Inicialmente, me senti como um mero mosaico de um desenho branco num quadrilátero ladrilho. Eu me tornei um inseto. Me vi estático, defronte ao ser humano, que movido pelo arrepio enrijece os músculos e com um objeto perfeitamente plano enquadra paralelamente ao meu frágil corpo. A morte não seria a solução, pois eu espirraria uma gosma branca o que faria jus ao meu título de nojento. Porém, em minha tecnológica aerodinâmica correria com maior facilidade até encontrar um fogão ou geladeira para me proteger do intrépido humano que, não sei porquê, mas vive me perseguindo. Assim, o impaciente não vai para cama sem ver meu corpo morto depositado numa lata de lixo. É uma dignidade para ele ver o meu tarso e metatarso com pequenos movimentos sombrios. Então, mesmo sem ter feito nada, a não ser simplesmente existir e ser nojento, Pá! Eis-me morto!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nestes 2 anos de &lt;em&gt;Paidéia&lt;/em&gt; vivi muitas destas situações. E morri também várias vezes. Eu confesso que, muitas vezes, tentei escrever com alguma proeza literária. Porém, nunca me encorajei tanto como agora. Eis porque escrever é excitante! Ao escrever somos envoltos pelo mundo gigantesco e nos situamos apenas num quadrilátero de palavras que tentamos exprimir nossa observação, nossa fofoca e nosso desabafo. Porém, o mundo é sempre maior que as palavras e as perseguições são sempre viáveis. Talvez, os problemas seriam todos solucionados se tivéssemos palavras suficientes para descrevê-los. Como é impossível, corremos para um abrigo, assim como um inseto nojento. Porém, ás vezes somos pegos por alguém que não permite sequer usar sua estreita cerca de palavras ao tamanho de um ladrilho. A coluna Paidéia é apenas a pontinha de um dos ladrilhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Danilo Dornas é colunista do &lt;em&gt;Paidéia&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-2531056867598520065?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/2531056867598520065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=2531056867598520065' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/2531056867598520065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/2531056867598520065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2007/09/um-editorial-regado-inceticida.html' title='Um editorial regado a inseticida'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RvAndnkgb5I/AAAAAAAAAEk/5UJugiGQf1Y/s72-c/kafka.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-8160974507135086501</id><published>2007-08-26T23:20:00.001-03:00</published><updated>2008-04-05T12:00:09.015-03:00</updated><title type='text'>A degustação de livros</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RtI2AEy9piI/AAAAAAAAADY/wL2ME-YgdHA/s1600-h/1_biblioteca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103200702679590434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="192" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RtI2AEy9piI/AAAAAAAAADY/wL2ME-YgdHA/s320/1_biblioteca.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sempre sonhei ter uma grande biblioteca. E assim estou vivendo, comprando os livros que posso. Tive de desenvolver métodos para controlar minha voracidade, porque o dinheiro e o tempo são desproporcionais à minha vontade de ler. Entrava na livraria, separava todos os livros que desejava comprar e, ao me aproximar do caixa, colocava-os sobre o balcão e me perguntava diante de cada um: “ Tenho necessidade imediata desse livro? Tenho outros, em casa, ainda não lidos? Posso esperar?” E assim ia pegando cada um deles e os devolvendo às prateleiras. A respeito desse método de controle cheguei a ter uma biblioteca significativa, mais do que suficiente para as minhas necessidades. Notei a mudança nas minhas preferências: passei a ter mais prazer na seção dos livros de metafísica nas livrarias. Os livros de política e de ciência a gente lê uma vez, fica sabendo e não tem necessidade de ler de novo. Com os livros de metafísica acontece diferente. Cada vez que os abrimos é um encantamento novo! Creio que meu amor pelos livros tem a ver com experiências infantis. Talvez que os psicanalistas interpretem esse amor como uma manifestação neurótica de regressão. Não me incomodo. Pois, em oposição à psicanálise que considera a infância como um período de imaturidade que deve ser ultrapassado para que nos tornemos adultos, eu, inspirado por teólogos e poetas, considero a maturidade como uma doença a ser curada. Ortega y Gasset, um filósofo inteligente e com senso de humor, definiu “maturidade”, essa qualidade tão valorizada, como “ um estado de mente que se acomodou e abandonou os sonhos selvagens de aventura e realização...” O fato é que comecei a mudar os meus gostos e chegou um momento em que, olhando para aquelas estantes cheias de livros, eu me perguntei: “Terei tempo de ler todos esses livros? Eu quero ler todos esses livros?” Não, nem tenho tempo e nem quero. Então, por que guardá-los? Resolvi dar os livros que eu não amava. Compreendi, então, que não se pode falar em amor pelos livros, em geral. Um homem que diz amar todas as mulheres na verdade não ama nenhuma. Nunca se apaixonará. O mesmo vale para os livros. Assim, fui aos meus livros com a pergunta: “Você me ama?” Há muitos livros que dão provas de que me odeiam. Outros me ignoram totalmente, nada querem de mim... “Vou querer ler você de novo?” Se as respostas eram negativas o livro era separado para ser dado. Uma biblioteca, sem esse refinamento de gosto, precipita-se sobre tudo o que é possível saber, na cega avidez de querer conhecer a qualquer preço; enquanto o pensar filosófico está sempre no rastro das coisas dignas de serem sabidas...” É o Martin Heidegger quem comenta que o "saber" é saborear e reconhecer as diferenças, mas o Ortega y Gasset ironicamente comenta que após saborear você corre o risco de mastigar e digerir tudo - de uma maneira extremamente bovina. O fato é que muitos estudantes são obrigados a ler à maneira bovina, mastigando e engolindo o que não desejam. Depois, é claro, vomitam tudo... Como eu já passei dessa fase, posso me entregar ao prazer de ler os livros à maneira canina. Nenhum cachorro abocanha a comida. Primeiro ele cheira. Se o nariz não disser “sim” ele não come. Faço o mesmo com os livros. Primeiro cheiro. O que procuro? O cheiro do escritor. Se não tem cheiro humano, não como. Ortega y Gasset também cheirava primeiro. Dizia só amar os livros que eram escritos com vitalidade, pois é ela quem identifica o nosso lado humano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Danilo Dornas é membro do Centro de Estudos de Filosofia Americana&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-8160974507135086501?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/8160974507135086501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=8160974507135086501' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/8160974507135086501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/8160974507135086501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2007/08/degustao-de-livros.html' title='A degustação de livros'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RtI2AEy9piI/AAAAAAAAADY/wL2ME-YgdHA/s72-c/1_biblioteca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-2701929070914604187</id><published>2007-08-18T12:03:00.003-03:00</published><updated>2008-04-17T19:54:44.947-03:00</updated><title type='text'>O grito dos intelectuais</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/Rssgmky9pdI/AAAAAAAAACs/zU6MbHEsU7k/s1600-h/grito1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101206850011768274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 260px; CURSOR: hand; HEIGHT: 263px; TEXT-ALIGN: center" height="284" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/Rssgmky9pdI/AAAAAAAAACs/zU6MbHEsU7k/s320/grito1.jpg" width="280" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;O Grito&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Edvard Munch (1863-1944) &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você já participou de um papo-cabeça? Para quem não sabe o que é um papo-cabeça, vou explicar: por papo-cabeça se entende a reunião de pessoas que se auto consideram perfeitamente capazes de emitir opiniões sobre qualquer assunto. E as opiniões utilizadas são severamente inspiradas em outras pessoas que de uma forma ou de outra se destacaram por algum feito prodigioso e, em alguns casos, até martirizados. Hoje em dia, não precisa se inspirar em muitas figuras. Um bom papo-cabeça tem que apresentar no mínimo o nome de Friedrich Nietzsche ou de Jean-Paul Sartre, de preferência regado a whiskey ou champagne safra de 1949. Um papo-cabeça mais modesto se restringe a citar Sigmund Freud, no mínimo 3 vezes, durante uma partida de baralho, principalmente durante um jogo de poker, regado a vodka ou rum. Já o papo-cabeça em sua versão light cabe em qualquer ambiente, inclusive durante a cachaça e o torresmo no buteco mais próximo e serve citar qualquer um que venha a ser reconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A receita do papo-cabeça é simples para todas as suas versões. Tudo o que se precisa saber é no mínimo daquilo que se quer discutir. Eu disse o mínimo! E também o mínimo daquele pensador que quer invocar. Eu disse, de novo, o mínimo! Sempre saber o mínimo dos dois, pois se souber muito de um ou de outro você se tornará um chato e não terá com quem conversar depois de 5 minutos. E papo, para ser cabeça, tem que durar mais de 1 hora. E não precisa de nenhum conhecimento histórico. Se alguém ousar colocar a história no meio da conversa, já não é mais papo-cabeça e sim, pesquisa científica. A outra coisa que precisa é ter alguém disposto a discordar de você. Mas não é aquele que discorda como princípio de investigação. É aquele que discorda, porque simplesmente é prazeroso discordar. O inimigo do papo-cabeça é a concordância sobre qualquer ponto discutido. Se houver concordância, não é papo-cabeça, é discurso ideológico. E tem também o pseudo-papo-cabeça que é a reunião com um doutor no meio cercado por pessoas que não fazem a menor idéia do que está sendo falado e nem discutido por todos os lados. Neste caso, temos uma palestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os temas para o papo-cabeça são vários. Pode falar de tudo que não tenha conclusão alguma. Então, me perdoem, mas quando iniciei esta coluna eu não tinha a menor idéia do que iria escrever. Então, fiquei aqui conversando comigo mesmo, me perguntando sobre o que eu iria escrever. Daí, voilá! Melhor falar sobre os papos-cabeça. E já escutei papos-cabeça sobre tudo: aquecimento global, reforma política, economia e por aí vai. São bem interessantes todos os temas e, além disso, são todos cheios de opiniões. Já ouvi até chamarem o Saint-Exupéry para justificarem a legalização da maconha ou o jogador Garrincha para falar sobre alcoolismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que inspira os papos-cabeça são sempre intuições repentinas. É tudo uma fantasia da realidade. Quando queremos vestir a carapuça de intelectuais jogamos conversa boas ou ruins, mas o julgamento cabe ao espectador, que altamente aguçado e exercitado, deve rejeitar, selecionar e combinar os assuntos tratados. O espectador deve estar onde começam os papos-cabeça, para coletar o maior número de informações. Só depois ser criativo o bastante para conseguir aparecer. E todo grande aparecimento é seguido pela degeneração, sobretudo no campo das opiniões. Porém, os verdadeiros gênios das opiniões, os intelectuais, devem se manter em certos limites, para que pessoas cuja natureza é mais fraca também recebam ar e luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que consiste em confusão é saber que ter opinião não significa conhecer alguma coisa. A opinião é o combustível dos papos-cabeça, porém ela jamais pode ser confundida com a verdade científica. Uma opinião é sempre subjetiva. É sempre parcial. Há opinião sempre que se quer implantar as próprias convicções, assim como num gesto de conquistar o poder e o controle sobre outrem. A opinião é necessária, mas pode ser entendida como uma erva daninha, principalmente se for considerada como uma verdade. Ela é objeto apenas de papos-cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez este seja o problema dos intelectuais que ousam discutir sobre aquilo que não fazem a menor idéia. Mas, por serem intelectuais se sentem obrigados a não ficarem calados e falam qualquer bobagem ou qualquer asneira com boas bases filosóficas. Então, sejamos práticos e se não quisermos cairmos num papo-cabeça e disputar opiniões como um leão faminto disputando um pedaço de carne, deixemos nos permitir a dialética. O diálogo! E diálogo não é uma disputa de opiniões, mas uma permissão sobre a apresentação de outras perspectivas. Talvez esta seja a saída para deixar as opiniões e conseguir o mínimo de coerência com os problemas a serem enfrentados. Talvez esta seja a saída para que não seja banalizado assuntos sérios. Aliás, por tanta opinião um certo presidente francês nos acusou de não sermos sérios. O Brasil não é um país sério! E não mandei me levarem a sério!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é professor de Filosofia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-2701929070914604187?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/2701929070914604187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=2701929070914604187' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/2701929070914604187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/2701929070914604187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2007/08/o-ganhar-no-grito-dos-intelectualides.html' title='O grito dos intelectuais'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/Rssgmky9pdI/AAAAAAAAACs/zU6MbHEsU7k/s72-c/grito1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-6352427283775667385</id><published>2007-07-28T15:48:00.001-03:00</published><updated>2008-04-05T12:00:54.718-03:00</updated><title type='text'>A síndome da pedagogia do amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_RRXngVAOZHY/Rq6yMfCOaPI/AAAAAAAAACk/iKHMn9IL2bs/s1600-h/intercambio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093204156161616114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px; TEXT-ALIGN: center" height="246" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_RRXngVAOZHY/Rq6yMfCOaPI/AAAAAAAAACk/iKHMn9IL2bs/s320/intercambio.jpg" width="197" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É curioso como se inventa conceitos para situações adversas. Inclusive, muitas vezes para coisas que dificultam nossa compreensão. Tal compreensão que já apresenta alguma resistência para questões puramente abstratas, talvez causada pelo imediatismo e pelo excesso de informação, agora encontra como principal desafio as novas concepções messiânicas para salvar a educação. Não pretendo fazer nenhuma alusão aos meios acadêmicos e nem fazer nenhuma crítica aos estudiosos de plantão. Mas, algo me salta aos olhos quando aprecio as discussões sobre educação nesse país. E o que mais me angustia são as novas conclusões que ouço nas principais discussões acalouradas dos digníssimos profissionais da área.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Infelizmente, surgiu uma divisão entre os profissionais da área educacional que são: aqueles que gostam de coisas novas, aqueles que gostam de criar e aqueles que duvidam de tudo. Todos merecem respeito e aplausos pelo simples fato de se tornar professor. Porém, isto não significa que estão todos com a razão. Eu gostaria de começar este texto de uma forma mais agradável, mas não me foi possível, uma vez que vejo crescer uma coisa chamada pedagogia do amor. É uma criação! É coisa nova! Mas temos que duvidar disto. Portanto, alguém criou alguma coisa, a outra turma gostou da coisa nova e eu farei o papel de duvidar disto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sinto que isto tudo não passa de mais uma síndrome. &lt;em&gt;Síndrome&lt;/em&gt; é uma palavra de origem grega para designar sintomas que não possuem quaisquer relação com alguma doença já reconhecida e catalogada pela medicina. A palavra &lt;em&gt;síndrome&lt;/em&gt; foi utilizada, primeiramente, por médicos gregos com a finalidade de estudar alguma enfermidade nova. E o termo mereceu toda discussão sobre o uso restrito à medicina. Desde então, a medicina trabalha com este termo para cada nova anormalidade até surgir a conclusão e o possível tratamento. Portanto, falar de síndromes era falar apenas das hipóteses de algo estranho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a hipótese agora é conquistar o aluno afetivamente ou melhor a pedagogia agora está com a síndrome do amor. E o que define este amor, pela pedagogia do amor, é a liberdade, é a afeição, ou seja um carinho. Quando eu digo que estamos imaturos cognitivamente, me referia exatamente a isto. Alguém poderia me explicar o que é o amor? Ou o que é a liberdade? Ou o que é afeto? O filósofo grego Sócrates perguntava isto para os seus concidadãos e não se satisfazia com nenhuma resposta, porque as respostas que lhes eram fornecidas seriam advindas das aparências. E as aparências enganam! Então, como a vã filosofia socrática iria lidar com esta tal pedagogia do amor? Certamente, ele reagiria com sua peculiar ironia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aliás, sejamos mais práticos. O que é mais surpreendente na filosofia platônica é que ali há abstração, mas que surge com o mundo das aparências. O mundo inteligível não é desconectado do mundo sensível. Eis o básico de sua educação que alimentada pelo &lt;em&gt;Eros &lt;/em&gt;deve aguçar a curiosidade do educando com um choque sobrecarregado de realidade aparente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, retiraram o mundo sensível e o mundo inteligível e ficaram apenas com o &lt;em&gt;Eros&lt;/em&gt; ou o Amor. Talvez, por não sentirem a necessidade de ter alunos questionadores. E a pedagogia do amor surge como algo místico que deve orientar seguidores e conquistar o estudante. Resolveremos os problemos educacionais com mais misticismo? O que me incomoda é que este misticismo é um modelo construído por uma instituição que, no momento, sem muitas almas para salvar tenta abraçar culturas que não lhe pertence com um discurso de paz e amor. E nesta instituição sobram valores para serem introduzidos como uma nova forma de domínio como a humildade, crença, esperança e caridade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tais valores execrados por vários filósofos por serem considerados vícios, novamente se transformam em virtudes a serem incentivadas. E a tal pedagogia do amor vai por esse caminho e já conta com cantadores desta estirpe para nos apregoar o que é melhor e passar a mão na cabeça do educando, pois o mundo lá fora é constituído por seres bonzinhos, solidários e que estarão dispostos a absolutamente tudo para a complacência. - Quanta inocência!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta é a nova síndrome da educação. Agora, os professores têm que se enquadrarem em rótulos para conseguir educar alguém. E o pior é que não há a percepção que valores éticos não se aprende como um passo de mágica, e sim devem serem exercitados por ser uma admissão pessoal. Não ao acaso que, entre os gregos, esta ciência foi chamada de &lt;em&gt;ethos &lt;/em&gt;(ética) ou moradia. O caráter é nossa a moradia e ele tem que se manter livre de qualquer contato externo, inclusive de qualquer manifestação emotiva de um professor. O professor não possui o direito de invadir a moradia (&lt;em&gt;ethos&lt;/em&gt;) de ninguém com discursos fascinantes e sedutores. O professor apenas cuida do caminho e das ruas para que o educando se conduza e tenha autonomia. O papel do professor é informar e formar o mundo externo de seu aluno, respeitando a sua individualidade e sua forma de agir. Por isto, vejo a tal pedagogia amorosa como uma doença a ser tratada e que este tratamento seja o mais rápido possível, antes que o amor vire obsessão e ocorra alguma fatalidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é professor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-6352427283775667385?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/6352427283775667385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=6352427283775667385' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/6352427283775667385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/6352427283775667385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2007/07/sndome-da-pedagogia-do-amor.html' title='A síndome da pedagogia do amor'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_RRXngVAOZHY/Rq6yMfCOaPI/AAAAAAAAACk/iKHMn9IL2bs/s72-c/intercambio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-4551298500656235269</id><published>2007-07-25T14:42:00.002-03:00</published><updated>2008-04-05T13:43:46.111-03:00</updated><title type='text'>Arrume seu quarto e salvará o mundo!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RqeYF_COaNI/AAAAAAAAACc/xGNVO5Mfbnk/s1600-h/pol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091205132353169618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 198px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" height="247" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RqeYF_COaNI/AAAAAAAAACc/xGNVO5Mfbnk/s320/pol.jpg" width="210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Los Politicos&lt;/span&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Me lembro que uma vez, num almoço familiar e com apenas 8 anos de idade, soltei uma frase inesperada. Eu disse: - &lt;em&gt;Quando eu crescer serei político!&lt;/em&gt; - E meu pai astuto logo me retrucou: - &lt;em&gt;Você nem arruma o seu quarto! &lt;/em&gt;- e com essa ligeira frase ele interrompeu meus sonhos de salvar o mundo com uma caneta. Fui obediente e preferi continuar não arrumando o meu quarto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O tempo foi passando, até que já aos 13 anos, na sétima série do Ensino Fundamental, estudamos no Capítulo 2 de Geografia: o Socialismo. E no dia seguinte da aula de Geografia, lancei a minha segunda frase de efeito no mesmo almoço familiar: - &lt;em&gt;Pai, escrevi uma redação mostrando as vantagens do mundo socialista &lt;/em&gt;- E meu pai, de novo, interrompe meus sonhos de salvar o mundo com sua outra frase de efeito: - &lt;em&gt;Filho fale qualquer bobagem, mas não as escreva&lt;/em&gt;! - Curiosamente, naquele mesmo ano, em 1991, ocorreu o fim da União Soviética e a derrocada do Socialismo. Era o fim da Guerra Fria. Aquele meu livro didático de Geografia, com 2 ou 3 páginas (apenas) sobre o socialismo já não era mais tão atual. A minha redação teórica já não tinha valor algum: era uma bobagem! Então, senti uma angústia existencial e num gesto inconsciente arranquei as páginas do livro de Geografia. Essa atitude me conferiu uma advertência por indisciplina e foi devidamente registrada na tal ficha do aluno e assinada pelos meus pais - &lt;em&gt;Eu fui considerado um subversivo? -&lt;/em&gt; Eis a dúvida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bom, o muro caiu e com ele a minha moral na sala de aula. E também caiu o meu desejo de salvar o mundo com uma caneta e com uma teoria. Até que entrei em contato com campanha política. Fui trabalhar para um candidato a deputado federal. Fiquei 2 dias. Não admitia distribuir fotos, papéis sem proposta política impressa. Eu ficava me perguntando - &lt;em&gt;O que este sujeito vai fazer se ganhar? &lt;/em&gt;- No entanto, as pessoas já sabiam que iriam ter uma carinha conhecida por lá. Era isso! O desejo simples de uma cara conhecida. Aliás, esse era o slogan de campanha: &lt;em&gt;Cara nova!&lt;/em&gt; Eis a minha terceira decepção com a política.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em 1994, o mundo foi salvo. Tínhamos um dinheiro de maior valor que o Dólar e o Brasil foi Tetracampeão. Eu comprei meu primeiro carro 1.6, um Del Rey a álcool, uma cor horrível. E nem tinha carteira! Deixei a política de lado e só queria dirigir meu carrão a álcool. Nessa época lia a Revista &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; nas aulas de História&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; adorava as frases improvisadas do FHC. Mas, estava feliz: namoradinhas aqui, festinhas ali e muito carnaval. Virei um brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em 1998, em plena ressaca sobre uma desvalorização do dinheiro, comecei a assistir a TV Senado. Não parei mais. Minha política agora era saber os nomes e projetos dos excelentíssimos representantes. Quando digo isto, sempre sou questionado se é verdade que eu assisto a TV Senado. Sim, é verdade! Eu assisto. E aconselho todos a assistirem. Acompanhei os principais escândalos e as principais manobras políticas. Tudo, ao vivo! E ainda dizem que o Brasil não é um país sério. Qual país mostra ao vivo o próprio parlamento? Eu desconheço...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bom, politicagem, nem pensar. Só tive momentos ruins. Até que, um dia, entrei nela de gaiato. Claro, nos bastidores. Fui prestar consultoria e tudo que eu tive que fazer era aconselhar, ensinar retórica e argumentar. Eu me vi fazendo politicagem! Vencemos! Mas, me desiludia quando ia me deitar num quarto escuro. Foi então que me lembrei do velho conselho do meu pai: &lt;em&gt;a política se faz pelo quarto!&lt;/em&gt; Tem ensinamento melhor que este? Não adianta, salvar o mundo, sem começar pelo próprio quarto. Uma atitude de organização, disciplina e honestidade, além de conscientização do espaço que se ocupa. Depois, após as disputas retóricas coloquei em prática o segundo ensinamento: O bom político é aquele que fala, mas não as escreve e o péssimo político é aquele que escreve, mas não fala. No fundo vence sempre as negociações políticas: uma concessão aqui, um apoio ali e pronto. E ao relatar essa experiência para meu pai, eis que ele ainda solta uma outra frase de efeito: &lt;em&gt;- com amigos você discute onde vai ser a festa, com adversários você discute política &lt;/em&gt;- Daí concluí que, meu pai sempre foi o grande amigo e um grande político da minha vida. Nos almoços familiares é um amigo. Nas conversas políticas é um adversário. Mas, em ambos casos se privilegia a discussão. E ele me ensinou a ser professor, pois é o incentivador de discussões!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quer tarefa política mais exemplar do que ser professor? Então, recebendo a missão de professor me confiro o direito de falar sobre política, livremente e honestamente. Não entrei para a política partidária, mas faço política no meu canto, adequando discussões sobre a própria política. Assim, fico satisfeito em participar da política arrumando meu quarto e incentivando mais pessoas a arrumarem também. Tudo isto, dedicado ao meu grande pai.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filho do Geraldo Magela. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-4551298500656235269?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/4551298500656235269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=4551298500656235269' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/4551298500656235269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/4551298500656235269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2007/07/arrume-seu-quarto-e-salvar-o-mundo.html' title='Arrume seu quarto e salvará o mundo!'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RqeYF_COaNI/AAAAAAAAACc/xGNVO5Mfbnk/s72-c/pol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-2853445279207310925</id><published>2007-07-22T20:21:00.002-03:00</published><updated>2008-10-07T20:13:44.709-03:00</updated><title type='text'>A Filosofia não é o ópio do povo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RqTVVvCOaMI/AAAAAAAAACU/bbQZI4lu7pk/s1600-h/destaque_filosofia_sociologia2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090428048215271618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RqTVVvCOaMI/AAAAAAAAACU/bbQZI4lu7pk/s320/destaque_filosofia_sociologia2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Reunião sobre Ensino de Filosofia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A gente só precisa saber algumas coisas básicas e obrigatórias: a leitura, a escrita, a tabuada e noções de tempo e espaço. O resto não é obrigatório. É apenas currículo! Ao montar o currículo temos que fazer a diferença. E para fazer um bom currículo é preciso ser, acima de tudo, perspicaz. Esta é a virtude essencial para quem quer obter qualquer sucesso na vida. O ato de estudar é coisa de escola, o que não significa que seja um imperativo para o sucesso ou o insucesso. O ensino já é algo mais complexo, porque depende das disciplinas obrigatórias e são determinadas por pessoas que podem não fazer a menor idéia do tempo e do espaço, arriscando transformar o ensino em ideologia. O currículo é formado pela educação, que foge de qualquer parâmetro, porque mexe com a relação entre o caráter individual e o mundo exterior e está em constante movimento. E só se consegue mediar esta relação através da perspicácia, porque através dela que se exercita o autoconhecimento e o amor próprio, que são fundamentais para a compreensão da dimensão dos problemas vivenciados.&lt;br /&gt;Por perspicácia se entende a agudeza do espírito ou sagacidade que só mesmo num processo educacional pode conferir ao indivíduo. Por educação compreendo o tradicional "conduzir para", ou seja, receber alguém em determinada circunstância e fazê-lo migrar para outra circunstância, a fim de transformar a paisagem. Desta forma, em cada circunstância se tem uma paisagem que é o resultado do somatório de vários outros fatores na vida do educando, como por exemplo: o social, a moral, a política e o psicológico. Ao compreender a paisagem, o educando percebe suas deficiências e exige a criação de uma nova paisagem. Portanto, desta forma constrói suas paisagens e segue a linha da vida.&lt;br /&gt;O processo de construção das paisagens ocorre pela desilusão. Assim, educação ocorre quando desiludimos de algo e, então, o processo cognitivo age com mais eficácia, porque fica mais desperto e atento ao mundo. Então, para desiludir é preciso saber as reais necessidades e os desafios da época histórica. E aí entra o professor. Ele é o agente que deve identificar a necessidade de cada aluno e, assim, conseguir apresentar novas paisagens para que os educandos saibam se adequar às suas deficiências. Ou seja, se aprende com a desilusão, com as necessidades e com a criação de uma nova paisagem que está sempre ensejando transformações.&lt;br /&gt;Um instrumento interessante para as transformações é incentivando a leitura e a escrita. Tal é meu objetivo em sala de aula! Não há sequer outra fórmula educacional que me convença em substituir os livros e a oficina de textos. E sou ainda mais radical: sou adepto da leitura dos clássicos e da escrita objetiva. A leitura dos clássicos se compara ao beber água na fonte por ser mais pura, enriquece o vocabulário e nos coloca diante de vários problemas históricos, que podem serem relatados. E nisto é essencial o ensino de Filosofia nas escolas. Longe de ser pedante, a Filosofia só faz sentido se for com leitura e discussão. Senão for assim, corre-se o risco de virar um falatório propiciando uma banalização.&lt;br /&gt;As conseqüências do filosofar é aguçar a sagacidade, despertar a ironia, confrontar com argumentos e construir indagações. É a ciência que ousa possuir uma linguagem universal e transita bem em qualquer outro conteúdo como física, química, matemática, biologia, literatura e letras. Não foi ao acaso que a Filosofia foi banida da ditadura militar e nem é o acaso que hoje é o conteúdo mais discutido por quem quer que seja. Não sejamos ingênuos, a Filosofia realmente cuida da perspicácia.&lt;br /&gt;E, lembre-se que, ser perspicaz não é obrigatório. É uma decisão! Agora sim, se você chegou até aqui, entende o que quero dizer, certo? Até há pouco tempo, não se incentivava a perspicácia, porque era melhor o ensino de automação. Era isto que se exigia, antigamente, porque aliena e anestesia o sujeito para questões políticas e facilitava o controle por parte de quem possuía algum poder. Hoje, a automação não está mais "na moda", pois o homem se reduziu à máquina, quando não foi excluído por ela. Claro, que esta discussão é pertinente, uma vez que se exige do homem o fazer novas máquinas e desenvolver novas técnicas, pela criatividade. Mas, enquanto isto, fazer novas máquinas e novas técnicas demora algum tempo que ultrapassa qualquer expectativa de vida. Então, a solução foi mesmo encontrar no humanismo uma axiologia fundamental para o mundo. Eis a Filosofia, como uma tarefa de inclusão!&lt;br /&gt;E o que tem a Filosofia para oferecer? Bom, há os que defendem que ela pode oferecer a discussão sobre a ética e o conhecimento. Estou entre estes que discutem temas pragmáticos. O conteúdo filosófico não pode ser complicado. E nem pode subestimar seus alunos. Sim, apostar na leitura, porque incentiva a perspicácia. E, o mais agradável é que a leitura pode ser também num filme, num site da internet, em jornais, em revistas e outros instrumentos.&lt;br /&gt;O ensino de Filosofia tem também a missão de exercitar a liberdade, a autenticidade e a responsabilidade, pois ela não deve consistir num ópio do povo, mas um palco de provocação para a desilusão. A liberdade significa conseguir tomar as decisões sem interferências externas, talvez essa seja o conceito mais perseguido pelos filósofos. O ser autêntico é conseguir conciliar as necessidades com o mundo para se afirmar como alguém que reconhece as deficiências, mas precisa se firmar como humano. E, ser responsável, é assumir as conseqüências sociais provindas da liberdade e da autenticidade. Tudo muito prático!&lt;br /&gt;Engraçado que eu já escrevi isto tudo, antes, num trabalho acadêmico. Agora, só dei um tom menos acadêmico e mais dinâmico e me perdoem se eu não consegui o mínimo de êxito. Entretanto, a Filosofia agora como exigência nos currículos escolares deve ser algo bem exercitado para o pensar e para argumentar. Desta forma, embora cativando o respeito pela diversidade cultural, se tenta investigar algo consensual para termos a universalidade dos conceitos. E o que vai determinar esta relação entre diversidade cultural e a universalidade é o currículo. O fazer currículo não é obrigatório, mas se não houver este compromisso filosófico não haverá quem faça a diferença e isto, engessa a criatividade. Então, fazer currículo é fazer Filosofia. E estudar Filosofia, hoje, é fazer a diferença.&lt;br /&gt;PS. Fazer currículo, nesse texto, não é algo burocrático! É uma atitude pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é membro do Centro de Estudos em Filosofia Americana – CEFA&lt;br /&gt;e-mail: danilodornas@uol.com.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-2853445279207310925?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/2853445279207310925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=2853445279207310925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/2853445279207310925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/2853445279207310925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2007/07/filosofia-no-o-pio-do-povo.html' title='A Filosofia não é o ópio do povo'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RqTVVvCOaMI/AAAAAAAAACU/bbQZI4lu7pk/s72-c/destaque_filosofia_sociologia2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-7987940266602162517</id><published>2007-07-14T15:43:00.001-03:00</published><updated>2008-04-05T12:01:40.225-03:00</updated><title type='text'>Um Prozac para Dom Quixote!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RpkrxrUSiII/AAAAAAAAACM/mlgIJD9LH_0/s1600-h/prozac.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087145386533095554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 185px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px; TEXT-ALIGN: center" height="251" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RpkrxrUSiII/AAAAAAAAACM/mlgIJD9LH_0/s320/prozac.JPG" width="249" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Já tomou seu Prozac hoje?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Slogan do comercial americano do Prozac&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aqui estou eu adiantando um artigo por motivos de mais uma viagem, movido pelo anti-depressivo mais conhecido do século XX: o Prozac, que como diz minha amiga &lt;a href="http://dania.pt.to/"&gt;Dânia&lt;/a&gt;: é um medicamento desnecessário, intrépido, fútil, barato, vicioso e genérico. É a melhor identificação da minha fase prozaquiana, pois é bem ao contrário dos demais medicamentos. Antes, eu confessava que eu era um "ser colonizado por lactobacilos vivos". Eu continuo assim, colonizado pelos mesmos lactobacilos vivos, mas agora com Prozac, que é a arma de um anti-herói.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estou indignado em ter que viajar amanhã, ficar uma semana fora, sem gastar nenhum tostão e conhecer lugares gélidos e belos. Mas, entrei nisto de gaiato e também pelo &lt;em&gt;cano&lt;/em&gt;. O motivo de minha viagem é discutir sobre os problemas educacionais em Filosofia com uma turminha meio barra pesada. Meu discurso na reunião já está intitulado e será: "Tomem Prozac!" Não há um discurso de Filosofia melhor que ensinar a tomar Prozac, porque o problema educacional independe de fórmulas, papéis, rubricas e carimbos. Isto apenas nos deprime! Só que, como um livro aí diz: &lt;em&gt;mais Platão e menos Prozac&lt;/em&gt;, então eu fico logo ansioso para alguém bancar minhas passagens aéreas, meus hotéis, minhas comidas para falar da Filosofia. Só assim encontro motivos para montar argumentos que demonstrem como o mundo seria melhor sem ideologias e com criatividade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu já disse, em outro texto, que meu personagem favorito se chama Ironia. E tudo começou quando li Miguel de Cervantes em sua fundamental obra &lt;em&gt;Dom Quixote de La Mancha&lt;/em&gt;. Não leiam este livro, tomem Prozac, é melhor. Através desta aventura você fica sonhador, irreal, maluco.... "doido varrido", porque nosso herói ali pretende ser um modelo e faz como os racionalistas de plantão que querem nos convencer de que sua visão de mundo é a melhor de todas as outras porque foram descobertas em livros. Então, o livro de Cervantes, assim como o livro &lt;em&gt;Elogio da Loucura&lt;/em&gt;, de Erasmo de Rotterdam ou na magistral obra &lt;em&gt;Utopia&lt;/em&gt;, de Thomas More nos apresentam a quebra com fórmulas medievais. Os escritores renascentistas são assim!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Prozac já assumiu o papel da renascença de nossos dias. Uma forma niilista de sair do racionalismo iluminista, de fórmulas, de estatísticas e até da rotina. Dom Quixote, se tomasse Prozac, não vestiria a armadura enferrujada que pertenceu a seu bisavô, não lutaria com moinhos de vento pensando que eram gigantes, não imaginaria uma princesa chamada Dulcinéia, não prometeria uma ilha ao seu amigo Sancho Pança, não confundiria um rebanho de carneiros com soldados inimigos, não libertaria criminosos pensando que eram escravos e nem confundiria um repolho com um anel enfeitiçado. Este é o heroísmo que ele aprendeu em livros de Cavalarias. Este é a mesma tarefa dos nossos profissionais que ousam falar de educação, se baseando em apenas livros. Um bando de quixotes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, assim, com toda Ironia, assumo o papel de Sancho Pança, o anti-herói. E anti-herói é aquele que quebra as regras, as fórmulas e a rotina. É aquele que se manifesta como um espectador do próximo capítulo de novela e da próxima solução milagrosa, do próximo projeto pedagógico, do próximo alguma coisa... Sancho Pança é o verdadeiro espectador, o verdadeiro filósofo, que ironiza as loucuras, as insanidades e apesar, de tentar alertar que o problema é sempre individual, sabe que não será escutado, pois é um servo. Mas, o segredo é que ele tomou Prozac e via a realidade, e não sonhava e não se deprimia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ele tomou Prozac para se libertar da depressão causada por atos heróicos de Quixote. A dose da realidade é o que um anti-herói precisa! E lá vou eu, como anti-herói, montado num burrico aéreo e me esforçando a não ser um modelo a não ser seguido, falar de educação e falar de ensino de filosofia. Lá vou eu, com o Prozac na &lt;em&gt;necessaire, &lt;/em&gt;além do meu perfume Malbec, das coisas para fazer a barba, escova de dente e de alguns remédios para enxaqueca, que certamente terei! Assumirei o papel do Sancho Pança, o tomador de Prozac! Prometo relatar todas as conversas quixotescas que ouvirei por lá. Irei fazer a minha proposta, de doar caixas de Prozac para os professores enxergarem o desafio de frente, sem ilusões. Acredito que só assim conseguiremos assumir as falhas dos modelos educacionais vigentes, sem choradeiras e sem lamentações. Portanto, tomaremos Prozac: a dose da realidade!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;PS. A automedicação é uma burrice!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; não é mais deprimido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-7987940266602162517?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/7987940266602162517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=7987940266602162517' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/7987940266602162517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/7987940266602162517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2007/07/um-prozac-para-dom-quixote.html' title='Um Prozac para Dom Quixote!'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RpkrxrUSiII/AAAAAAAAACM/mlgIJD9LH_0/s72-c/prozac.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-1871996881035034169</id><published>2007-07-10T14:04:00.001-03:00</published><updated>2008-04-05T12:02:00.790-03:00</updated><title type='text'>Um conjunto radical chamado vida</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RpPM2wuD9MI/AAAAAAAAACE/mcykiBWENTw/s1600-h/Goyaosonodarazaoproduzmonstros.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085633645394523330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 194px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px; TEXT-ALIGN: center" height="239" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RpPM2wuD9MI/AAAAAAAAACE/mcykiBWENTw/s320/Goyaosonodarazaoproduzmonstros.jpg" width="215" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"O sonho da razão produz monstros"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Francisco Goya y Lucientes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É fácil falar de nossa sociedade. É fácil falar de nossa pessoa (&lt;em&gt;persona&lt;/em&gt;). O difícil é falar de nós mesmos, até porque não sabemos quem somos. E como falar daquilo que não se sabe? A dificuldade de nós, filósofos, é fazer a ciência de nós mesmos. O perseguido autoconhecimento, indicado por Sócrates. Com toda a riqueza contida na filosofia socrática, me atenho a esta missão: Quem somos? Seríamos um poço de racionalidade, uma consciência voadora, uma irracionalidade absoluta ou o inconsciente? Quem somos? Somos quem podemos ser? Ou somos quem podemos ter? Somos a nossa experiência? Ou somos a experiência alheia? Afinal, o eixo existencial a tal pergunta nos responde sobre o nosso fim: a morte. Assim, sobre o caminho entre o início da vida e o seu fim não sabemos muita coisa, a não ser que deste caminho não há garantia de sucesso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sou prático e evitarei exemplos, para não subjetivar demais. Não se trata de uma autobiografia o que colocarei aqui. Quem ousar interpretar este texto com pretensões psicológicas, filosóficas, fenomenológicas ou aquela lorota da filosofia clínica: serei irônico! Nem eles sabem o que falam, afirmo. Porém, uma coisa todos têm razão: não sabemos de nada! Doce descoberta de Sócrates. Oh Sócrates! Por que não seguiu os conselhos de seus amigos e fugiu? Você disse que não seria digno com as leis da cidade, eu sei, mas você foi egoísta demais ao guardar para si a fórmula do autoconhecimento. Sua ironia nos revela que você sabia tudo sobre esta fórmula. Platão, Aristóteles ficaram insatisfeitos em não saber sobre tal fórmula e tentaram personificá-la na ciência. Santo Agostinho e São Tomás de Aquino evocaram a Deus, porque também não sabiam qual era a fórmula certa. Deus, o mistério, talvez seja a melhor solução, mas não para mim. Deixei-o, faz tempo, desculpem! Também racionalistas, empiristas, criticistas, idealistas, iluministas, positivistas, &lt;em&gt;istas, istas&lt;/em&gt; e mais&lt;em&gt; istas&lt;/em&gt; fizeram de tudo para o autoconhecimento, porém nada para mim, pois apenas levantaram métodos para distinguir os problemas sociais, políticos, morais e até mesmo existenciais. É rico, genial, porém são legisladores do caráter, mas não do "quem sou". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um deles, quando ousou falar do autoconhecimento, morreu louco e roubado pela própria irmã. O outro ficou triste e até adotou um cachorro. Ah! E teve aquele que começou a dizer que a proximidade do autoconhecimento é que somos apenas um fantoche, uma marionete nas mãos das instituições. Ele foi mais sincero e, depois, pegou a doença do &lt;em&gt;ismo&lt;/em&gt; e se tornou um &lt;em&gt;ista&lt;/em&gt;. Não somos autênticos e quando o somos, nos isolamos. Eis o preço de tentar a tarefa iniciada por Sócrates. Todos se tornam céticos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nos esforçamos em ser personagens (pessoas, &lt;em&gt;personas&lt;/em&gt;). Esforçamos em sermos sociais. Entretanto, evitamos sermos quem somos. Falamos com clareza dos personagens. Falamos com clareza dos sociais. Falamos! Mas não falamos de nós mesmos. Desta tarefa, temos medo! O pior dos medos. O medo de nós mesmos que aparece nas autocríticas que são sempre limitadas pela vaidade. Logo, somos medrosos e vaidosos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Então, somos a negação? Algo de ruim. A imagem divina que se coloca ao contrário do próprio Deus: Ele diz isto: "o homem é a imagem e semelhança". Então, somos mesmos o oposto, o contrário?. A física responde: imagem e semelhança é sempre o inverso do real. E se Deus é o bom, nos sobra sermos o inverso: os maus, os escrotos, os impostores, os ruins e ervas daninhas. Ah, o Diabo é mais sincero, ele é mau e nunca falou que era bom. Nós somos piores, calçamos a máscara da bondade, uma &lt;em&gt;persona&lt;/em&gt;. Uma personagem é o que assumimos na sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Disso tudo concluo que apenas vivemos. Somos a vida que não despreza nem personagens, nem sociedade e nem o &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;. Somos tudo isto ao mesmo tempo! Assim, sigamos sem &lt;em&gt;ismos&lt;/em&gt;. Adeus única versão sobre quem somos. Adeus Razão! Adeus Deus! Adeus Consciência! Adeus Irracionalidade! Adeus Inconsciência! Agora, sou vida. A soma de todos vocês ao mesmo tempo num único &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;. Ironia será o nome da minha personagem. Ceticismo do meu vínculo social. E o medo, será o &lt;em&gt;eu.&lt;/em&gt; Agora sim, sou eu sou! Eis a fórmula do ser radical. Escolha com quem você quer falar, como num telefonema! &lt;em&gt;Sayonara&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é um ser circunstacial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-1871996881035034169?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/1871996881035034169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=1871996881035034169' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/1871996881035034169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/1871996881035034169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2007/07/um-conjunto-radical-chamado-vida.html' title='Um conjunto radical chamado vida'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RpPM2wuD9MI/AAAAAAAAACE/mcykiBWENTw/s72-c/Goyaosonodarazaoproduzmonstros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-7394847668034328528</id><published>2007-06-22T15:36:00.001-03:00</published><updated>2008-04-05T12:02:29.314-03:00</updated><title type='text'>Deixa eu falar...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/Rn8HqjwytkI/AAAAAAAAABg/diLHWsB2Se4/s1600-h/sssss.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079787332433000002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="136" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/Rn8HqjwytkI/AAAAAAAAABg/diLHWsB2Se4/s320/sssss.JPG" width="260" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois de ler a notícia que um anão vestido de palhaço mata oito pessoas, após contabilizar junto com os matemáticos da Universidade de Michigan que descobriram o número primo com nove milhões de dígitos, parabenizar os astronômos que descobriram a estrela mais gorda do universo, me solidarizar com o jovem que foi atingido com uma jaca na cabeça ao procurar emprego e rir do rinoceronte míope e ninfomaníaco que tentou fazer sexo com um carro de uma família inglesa. Me pergunto, onde estão as notícias que são notícias?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todas as notícias acima são verdadeiras e saíram em vários jornais. Porém, o que me espanta não é o conteúdo das notícias (as manchetes já falam por si), mas com a atenção dos jornalistas pela falta de notícia. É isso mesmo, aquela velha discussão filosófica e física sobre o "nada" foi desvendada pelos jornalistas: "nada é tudo aquilo que é alguma coisa, mas não é nada". Acham estranho? Recebi esta definição de um amigo jornalista que deseja se especializar em sensacionalismo e que, segundo ele, rende muito dinheiro no Brasil porque o público se interessa muito mais por crimes, futebol e o absolutamente nada, como nos exemplos acima ou em coisas um pouco mais sérias como por exemplo: teria sido mesmo a Luana Piovani inspirado Caetano Veloso a escrever a música "Um Sonho"? Qual foi a nova confusão de Daniella Cicarelli? Ou questões ainda mais metafísicas como: por que Gisele Bündchen não gosta de homens britânicos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu gostaria que meu amigo, futuro sensacionalista, estivesse errado. Mas, acho que ele não está, para nossa infelicidade. Então, comecei a investigar o conceito de "notícia". Pelo que entendi, "notícia" é uma informação a respeito de um acontecimento novo, de mudanças recentes em alguma situação ou de estado que algo se encontrava. Vejo que esta definição não se encaixa em nenhuma das notícias acima, pois nada modifica na vida social com as manchetes citadas. Mas, isto não significa que elas não podem serem vinculadas, divulgadas e panfletadas. E muito menos, que não sejam lidas, pois onde têm letras servem para serem lidas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas, algo me chama a atenção. Quando eu disse que a democracia está em seus graus de enfermidade, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://paideiadigital.blogspot.com/2007/06/hiperdemocracia-epidmica.html"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;em outro texto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, eu me referia a exatamente isto: a liberdade de expressão. Liberdade é um grau de independência legítima que uma sociedade elege como um ideal. Expressão é a manifestação do pensamento por meio da palavra ou de gesto. Assim, liberdade seria uma independência dentro de uma sociedade e expressão é manifestar esta independência. Logo, liberdade de expressão significa manifestar socialmente, com independência, a própria legitimidade. O filósofo François-Marie Arouet (1694-1778), conhecido como Voltaire, certa vez escreveu que se pode até não concordar com nenhuma das palavras que alguém diz, mas que defende até a morte o direito deste alguém dizê-las. Eis, a manifestação de defesa da liberdade de expressão naquele período históricamente conhecido como Iluminismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Existem formas para acabar com a liberdade de expressão. A primeira delas é fruto do rigor científico que são representadas em gráficos, números e estatísticas. Esta é a forma mais comum de provar que você não pode discordar, pois o número é sinônimo de verdade absoluta (doce ilusão). A segunda delas, é aquela de "&lt;em&gt;intelectualóide enganjado&lt;/em&gt;" que diz que se deve conhecer algo a fundo para depois criticar, se quiser merecer respeito intelectual. Ora, para mim, basta conhecer os princípios de algo, se eles já são contraditórios, para que vou querer conhecer este algo a fundo? A última é de ordem moral que defende a idéia que "eu estou certo e você está errado", esta última é a síndrome do autoritarismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O meu conterrâneo, presidente-eleito Tancredo Neves (1910-1985), justificava a liberdade de expressão como um ideal científico que valorizava o indivíduo e a liberdade tal como na era moderna, período o qual tais questões foram amplamente discutidas por filósofos. No entanto, Tancredo Neves justificava que tais valores não poderiam ofuscar a religiosidade (a católica). Sim, isto soa uma espécie de liberalismo católico, que é difícil de engolir. Tancredo está enterrado num cemitério católico, que não enterrava negros, mas já enterrou um cachorro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Porém, na constituição de 1988, esta idéia de Tancredo passou pelos excelentíssimos políticos constituintes que elaboraram leis que garantiriam a liberdade individual, inclusive a de expressão artística, científica e cultural. Se não fosse esta lei, não teríamos uma marca nesta constituição, pois se tratava de um dos elementos fundamentais da saída à repressão. Então, o indivíduo é livre. E por ser indivíduo se deve entender responsável de sua vida e de sua sociedade. Ele não pertence às massas sociais, e sim é um ser humano que pensa e se manifesta da maneira que lhe convir. Não deseja seguir exemplos e toma decisões sobre os rumos de sua vida. Isto é democracia!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Qualquer outra coisa que contradiz esta tese, é censura. Encher textos com números e construir argumentos de probabilidades, é censura. Exigir que a outra pessoa leia o que você quer que ela leia, é censura. Dizer o que é bom para outra pessoa, é censura. Em todos casos, há o veto da decisão. E quando isto acontece, adeus liberdade de expressão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não estou com a pretensão de criticar a classe do jornalismo. Eu não faria isto, nem por brincadeira. Ao contrário, como filósofo, o meu trabalho é avaliar as tendências do jornalismo. E o que vejo é a montagem de um esquema típico, por parte do Estado, em limitar as ações dos próprios jornalistas e, conseqüentemente, as informações. Este esquema é o de identificar no Estado uma soberania perante o indivíduo. O que na verdade, deveria ser ao contrário. O indivíduo é que deve ser soberano ao seu Estado e se manifestar de forma livre, legítima e independente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entretanto, a doença já se espalha! Começamos com o classificatório etário nos programas, agora já temos conselheiros, nomeados pelo ministro da justiça, que sabem o que deve ou não ser apresentados. Existe uma turminha do abafa o caso aqui, abafa o caso ali e notícia sobre corrupção nem pensar. Falar de empreiteiras? Falar da família do presidente e seus caça níqueis? Falar dos contratos fraudulentos e do balcão de negócios sujos? Ah, isto tudo é invenção dos jornalistas. Na verdade, a ordem (governamental) é vamos desqualificar os jornalistas, pois são todos adeptos ao golpe. E eu pergunto: que golpe? As lambanças são feitas pelos próprios que estão comando. Pobre jornalistas agora terão que se contentar com notícias efêmeras! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em breve, na primeira página de um jornal surgirão tais notícias como a do anão assassino vestido de palhaço, o gingatesco número primo, a estrela gorda, o desempregado e a jaca voadora e o rinoceronte míope e ninfomaníaco. Até que desta vez será mais engraçado e criativo do que receita de bolo ou previsão do tempo. Não perderemos o bom humor, por enquanto! Afinal, ainda tenho uma dúvida, teria o rinoceronte tarado sentido alguma atração sexual pelo escapamento do automóvel?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-7394847668034328528?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/7394847668034328528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=7394847668034328528' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/7394847668034328528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/7394847668034328528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2007/06/deixa-eu-falar.html' title='Deixa eu falar...'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/Rn8HqjwytkI/AAAAAAAAABg/diLHWsB2Se4/s72-c/sssss.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-4973554795389323526</id><published>2007-06-14T15:55:00.001-03:00</published><updated>2008-04-05T12:02:55.739-03:00</updated><title type='text'>A autocrítica nos contos de fadas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RnRThjwytjI/AAAAAAAAABY/YkN0fB6q68I/s1600-h/espejo1.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076774515954071090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 210px; CURSOR: hand; HEIGHT: 157px; TEXT-ALIGN: center" height="207" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RnRThjwytjI/AAAAAAAAABY/YkN0fB6q68I/s320/espejo1.gif" width="275" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quem não se lembra ou já ouviu falar do cacique Juruna? Um indígena da tribo Xavante, situada no Estado do Mato Grosso e que ficou mundialmente conhecido por representar o Brasil no Quarto Tribunal Bertrand Russell, realizado na Holanda, em 1980 e também foi deputado federal pelo PDT entre 1983-1987. A sua excentricidade era andar com um gravador em punho registrando as falas dos políticos, seja na tribuna, corredores e em confidências. Segundo ele, aquele gravador revelaria mentiras, falcatruas e negociações políticas republicanas e não-republicanas. Juruna faleceu em 2002, com 58 anos, e deixou saudades em suas declarações polêmicas e em suas defesas a favor dos índios.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Juruna era excêntrico e pitoresco. E esta excentricidade deixou herdeiros, principalmente alguns que não sabem o que é "deputado", mas sabem chamar a atenção. Um deles, da atual legislatura, é Clodovil (PTC-SP). Clodovil veio do entretenimento. Venceu muito bem as últimas eleições e sua marca é o que ele acha ser sincero. Suas falas são sempre polêmicas: até mesmo quando ele dá bom dia. Já fez coisas ao seu estilo na câmara: decorou seu gabinete com uma cobra naja que assenta sua mesa de vidro e recebeu o nome de "Marta", contratou segurança na porta para evitar assédio dos fãs, disse que não tem projeto mas sabe avaliar se a lei é "boa" e chamou a deputada Cida Diogo (PT-RJ) de feia, após falar que "as mulheres trabalham deitadas e descansam em pé". Até suas viagens cotidianas causam polêmicas. Ele mesmo já pensa em processar uma empresa aérea após ser solicitado, pelo comandante, em trocar de lugar com um outro passageiro. Neste episódio, Clodovil foi ouvido na polícia federal que era velho e precisava de respeito, após liberado embarcou em outra empresa aérea, mas exigiu que a empresa anterior lhe emprestasse um jatinho particular como indenização. Claro, a exigência foi negada pela empresa, que não tinha nenhum parecer jurídico sobre a situação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Além do Clodovil, temos o "cãozinho dos teclados", Frank Aguiar (PTB-SP), que também foi eleito para deputado federAAAUUU!!!! (seu slogan de campanha). O deputado Frank Aguiar promete "olhar para a educação e para cultura". Ele não quer o rótulo de exótico, disse que se preparou para a legislatura (concluiu o curso de Direito) e vai conseguir consciliar bem a vida artística e a vida política. Prometeu ser assíduo no Congresso ao menos para gritar AAAUUU, quando ver o mensalão. Sem contar ainda com um tal deputado Mão Branca (PV-BA) que chegou pedir ao Supremo Tribunal Federal o direito de usar um chapéu de couro ao estilo sertanejo na Câmara e quando sobe à tribuna grita, grita e ninguém ouve.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não só as figuras do parlamento, mas também alguns dos projetos bem curiosos já foram confeccionados, apresentados e esperam votação como por exemplo: a proibição que bichos de estimação recebam nomes de gente; a eliminação do uso da crase; obrigação que pilotos falem toda a verdade sobre extraterrestres; distribuição de &lt;em&gt;Viagras&lt;/em&gt; para impotentes e por aí vai. Isto para falar só os que tramitam na Câmara Federal, porque no Senado não é tão diferente como a tal lei Rouanet, que destina verbas da cultura para templos e aquele que diz que o pescador deve trabalhar com barcos fabricados após 2002.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agora a pergunta: precisamos de uma Reforma Política?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bom, o que a discussão sobre lista fechada e lista aberta, sobre voto distrital, contribuição pública ou privada de campanha, a filiação partidária e cláusula de barreira faria diferença a estas coisas? Em nada. A discussão deveria seguir, primeiramente, pelo conceito de democracia adotado no Brasil. Ao ler a obra Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, alguma coisa nos esclarece sobre esta discussão. Esta obra apresenta um fidalgo D. Quixote, que cansado de ler romances de cavalarias, procura escrever a sua própria aventura. Como? Ele mesmo se lança ao mundo e espera adquirir dele a experiência necessária! Assim, ele se empreende numa aventura e procura enxergar o mundo tal como ele desejasse. E ele viaja e "viaja". Vive num mundo inteiramente seu e acredita num reino fantasioso. Seu fiel e escudeiro Sancho Pança que, mais realista, procura alertá-lo a todo instante sobre suas fantasias e orientá-lo, mas sua condição de "servo" não faz dele alguém capaz de aconselhar. O efeito é sempre humorístico.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assim vejo a política brasileira. Um monte de Quixotes e sempre poucos Sanchos Pança. Não só entre os eleitos, mas também entre os eleitores. É mais fácil ser Dom Quixote, basta imaginar e ter audácia. Duas categorias que fogem da razão. Já para Sancho Pança, embora mais simples e com seu burrico, é sempre uma tarefa mais difícil: aquele de ver o mundo como de fato é. Entender a verdade! Nobre Sancho Pança! A ele ficou a missão de desvelar a verdade e esperar que Dom Quixote faça um pouco de autocrítica. É tudo que ele espera com extrema paciência e bom humor!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E é o que a democracia espera também. A autocrítica! Não há democracia se não houver autocrítica. E autocrítica significa verificar os erros, para não fazê-los mais. A autocrítica é um exercício da razão e é primordial para a ciência e para qualquer profissional. Assim, ensinou Sócrates. Assim, esperou Sancho Pança. Assim, espera os democratas que entende o homem como valor, e não como vontade da maioria. Esta é a diferença do termo democracia nos dias de hoje. Curiosamente, explicar a democracia como vontade da maioria é também uma ditadura da maioria. Mera contradição! Eis a política da América Latina.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Então, sigamos o bom exemplo deixado por aqueles que tentam compreender os problemas, e não nos deixemos nos levar por aqueles que já compreendem os problemas. A diferença é que no primeiro caso há sempre o cuidado da autocrítica, já no segundo não há este cuidado. Não havendo este cuidado, sobra o autoritarismo, mascarando nossa realidade de pseudo-democracia. A pseudo-democracia é a desculpa para estabelecer um projeto de poder. Uma estratégia de mentir, de iludir e fantasiar com medidas imediatistas e populistas. Este é o problema da falta de autocrítica: a certeza que está certo! Ao possuir esta certeza não resta mais nada, só mesmo o desejo de dominar o mundo, de forma messiânica e fanática. Tais são os perigos da falta de autocrítica. Tal é o risco da nossa democracia que já começa a dar sinal de enfermidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filósofo e democrata&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-4973554795389323526?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/4973554795389323526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=4973554795389323526' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/4973554795389323526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/4973554795389323526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2007/06/autocrtica-nos-contos-de-fadas.html' title='A autocrítica nos contos de fadas'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RnRThjwytjI/AAAAAAAAABY/YkN0fB6q68I/s72-c/espejo1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-6820668283666618002</id><published>2007-06-11T03:13:00.001-03:00</published><updated>2008-04-05T12:05:20.278-03:00</updated><title type='text'>O asteróide Pallas e a campanha publicitária</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/Rmz6lTwythI/AAAAAAAAABI/7z8GoI0Rm2k/s1600-h/300px-PallasGiustiniani.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074706399006733842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 147px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px; TEXT-ALIGN: center" height="252" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/Rmz6lTwythI/AAAAAAAAABI/7z8GoI0Rm2k/s320/300px-PallasGiustiniani.jpg" width="184" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Pallas-Athená, deus(a) mitologia grega&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A&lt;span style="font-family:arial;"&gt; semana começou bem. Eu praticamente sem sono, às 3h da manhã, resolvo ir para &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt;. Então, me deparo com a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mundodaastronomia.com/noticias/ciencias/0,,P4LL45369-5601,00.html"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;notícia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; que o mundo não será mais o mesmo após a segunda quinzena de julho, 2007. A causa seria o choque de um asteróide descoberto por William Olbers, em 1802, e chamado de &lt;em&gt;Pallas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Pallas&lt;/em&gt; é um nome unissex. Há dúvidas sobre isto porque tanto existe um deus Pallas como também a própria Athená também recebe este nome nos textos mitológicos. No entanto, em suma, seu significado masculino indica que é filho de &lt;em&gt;Gaia&lt;/em&gt; (Terra) e gera filhos poderosos como &lt;em&gt;Kratos&lt;/em&gt; (Poder), &lt;em&gt;Bia &lt;/em&gt;(Violência) e a &lt;em&gt;Niké&lt;/em&gt; (Vitória). O seu lado feminino é a própria &lt;em&gt;Diké&lt;/em&gt; ou justiça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O astrônomo que descobriu este asteróide parece que escolheu bem o nome. O asteróide não é mitológico. Há mesmo um que recebeu o nome de Pallas que se situa no cinturão entre Marte e Júpiter e é considerado o segundo maior asteróide já descoberto. Este asteróide, segundo o noticiário de cientistas amadores, saiu da rota e vem em direção a terra, com chances de colisão, mas as autoridades se calaram para não haver um pânico global. Calma, não pretendo dar um tom profético ao texto. Apenas, considerar que isto seria mesmo um momento oportuno para pensarmos em nossos últimos dias. Mas, não. Eu lhes convido para pensar nas crenças. Nunca acreditei em mundanças vindas do céu e sempre mantive as minhas crenças terrenas. Não sou ingênuo em acreditar em notícias vinculados na &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt;, ainda mais quando a fonte desta notícia é de um &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.mundodaastronomia.com/noticias/ciencias/0,,P4LL45369-5601,00.html"&gt;site&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; especializado em publicidade da fábrica de automóveis da marca francesa &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.citroen.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Citroën&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Segundo a notícia, o mundo poderá ter o mapa alterado nos próximos meses. Uma coisa um tanto interessante e curioso para nós, filósofos. Entretanto, com a astronomia eu já me decepcionei com a passagem do cometa &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.if.ufrj.br/teaching/astron/halley.html"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Halley&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, em 1985. Não vi nada! Depois, com a espera de outros asteróides que passariam pela Terra ou mesmo com eventuais proximidades a outros objetos interestrelares, também me decepcionei. Eu fiquei mesmo com as notícias normais: eclipses, descoberta de supernovas e por aí vai. Mas, me senti privilegiado por ver a virada do milênio de 1000 para 2000. Isto é, se considerarmos o calendário romano. Com certeza, foi a maior glória que um leigo em astronomia poderia sentir. Ou isto é astrologia? Sei lá, é tudo uma questão de crença. Nem Copérnico, nem Galileu Galilei, nem Isaac Newton tiveram esta chance de ver a virada do milênio e acredito que morreram frustrados por não verem a troca do algarismo 1 pelo 2, na casa do milhar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não conseguimos nos libertar totalmente das crenças. Para Platão, filósofo grego, as crenças é um enunciado que acreditamos nele e por isso, então é a parte subjetiva do conhecimento. A ela emitimos apenas opiniões porque são recolhidas apenas das aparências. Ela possui dois valores: ou é verdadeira ou é falsa. Para se opor a este conhecimento subjetivo (e as opiniões), o mesmo Platão nos aconselha a "sair da caverna" ou buscar o conhecimento objetivo, a epistemologia, que seria a linguagem universal, a científica, aquela saboreia a vida com investigação. Para Ortega y Gasset, a crença é o fundamento, o alicerce para instaurar um projeto avaliando o que nos rodeia, as nossas circunstâncias. Mas, sair das circunstâncias é contribuir para uma vida autêntica, uma vida saborosa e cheia de aventuras. E este abandono de circunstâncias é a nossa realidade radical, pois consiste no viver. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O nome do asteróide parece conter exatamente alguns dos significados vitais que o homem aprendeu a banalizar: poder, violência, vitória e a justiça. A vida humana desprezou a terra e o meio ambiente, desejou o poder e conseguiu o manter com violência. E por fim, a &lt;em&gt;Niké&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;Diké&lt;/em&gt; parecem vir dos céus, embutido num asteróide desgovernado com o firme propósito de aniquilar nosso egocentrismo. Tomara que os cientistas amadores, como diz a notícia, seja um daqueles estudantes de panfletagem. E estou certo! Os cientistas em questão são publicitários &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.linkgratis.com.br/materia/c4-pallas/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;da Citroën, sobre o novo carro Pallas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. A publicidade agora está em catástrofes! Claro, não restou muito que chame atenção para os publicitários nos últimos tempos, em meio a tanta informação. Me parece assaz oportuno lembrar que algo assim já aconteceu na sociedade americana, em 1938, quando no Dia das Bruxas, o locutor da Rádio Mercury, Orson Welles, narrou a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ceticismoaberto.com/ceticismo/warworlds.htm"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;invasão de alienígenas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, conforme a narrativa de ficção-científica do livro &lt;em&gt;Guerra dos Mundos&lt;/em&gt;, de Herbert George Wells. No entanto, este livro serviu para atentar a sociedade americana sobre os rumos da política e os avanços científicos da época.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Naquela ocasião era um alerta! Agora, é só publicidade. Ou seja, o objetivo de divulgar uma suposta colisão de um asteróide com a terra é o de tornar público um automóvel chamado Pallas. No entanto, em meia a tanta publicidade, a morte da humanidade seria algo que realmente chame atenção, talvez seja isto que pensaram os publicitários da marca Citroën. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para nós filósofos, nos resta a ironia. A própria natureza nos mostrando o quanto somos idiotas ao falar tanto de ética e, muitas vezes, jogar a natureza em segundo plano. Acreditar em algo é também algo natural e não devemos desprezar, porém sair das crenças é uma atitude filosófica. Conforme Ortega y Gasset, a crença não é algo que podemos escolher, mas o objeto da crença sim, é algo que escolhemos através da inteligência. Assim, a verdade é objetiva, porém sua crença é subjetiva. E não há hierarquia entre crença e razão. As duas categorias afirmam o homem autêntico, constitui sua presença no mundo, pois transitar entre as duas instaura a dialética. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acreditar se este asteróide destruirá ou não a Terra, é subjetivo. Acreditar que este automóvel é mesmo um asteróide, também é subjetivo. Mas, sentir o sabor da vida em cada instante que nos resta é objetivo. E para sentirmos melhor este sabor vital nada melhor que tentar solucionar os problemas diários. Aqueles problemas que realmente nos tira da órbita e nos distancia do nosso projeto vital. Acreditar em algo é uma lei natural, tudo que temos a fazer é descobrir o que é este algo, para nos tornarmos mais sensatos e éticos. Após descoberto, que venha o asteróide Pallas ou qualquer outro que exista com nome de automóvel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Portanto, o sonho de qualquer publicidade é manter o público na crença. O melhor publicitário é aquele que se assemelha a um sacerdote e que atribui à crença o fundamento único de sua profissão. A crença é jogar com a opinião baseando apenas nas aparências. Este automóvel da Citroën, com o nome de Pallas, poderá ser sim um asteróide se acreditarmos assim. Ou podemos acreditar em outro automóvel que não possua o nome de algo que mude facilmente de rota e colide com outro objeto mudando para sempre a História. Mera contradição publicitária! Tudo não passa de publicidade! Vou dormir depois desta...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;PS&lt;/strong&gt;. Após as 17h o portal UOL lançou a seguinte notícia:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;11/06/2007 - 17h07&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/2007/06/11/ult4294u616.jhtm"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Citroën usa falsa notícia de colisão de asteróide e confunde internautas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-6820668283666618002?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/6820668283666618002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=6820668283666618002' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/6820668283666618002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/6820668283666618002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2007/06/crena-no-asteride-pallas.html' title='O asteróide Pallas e a campanha publicitária'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/Rmz6lTwythI/AAAAAAAAABI/7z8GoI0Rm2k/s72-c/300px-PallasGiustiniani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-848656020214373302</id><published>2007-06-05T13:24:00.002-03:00</published><updated>2008-04-05T12:03:31.107-03:00</updated><title type='text'>A hiperdemocracia epidêmica</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RmWXGzwytfI/AAAAAAAAAA4/nIV51aIV_D8/s1600-h/balaiada_grande.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072626698532599282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px; TEXT-ALIGN: center" height="280" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RmWXGzwytfI/AAAAAAAAAA4/nIV51aIV_D8/s320/balaiada_grande.jpg" width="304" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Resisti até o último minuto. Eu não quis falar de política aqui. Logo eu, que sou politizado desde os meus 9 anos quando assisti o enterro do presidente eleito Tancredo Neves, em minha terra natal. Desde então, eu quis ser liberal. Estudei o liberalismo até mesmo na faculdade de Filosofia discutindo com o pessoal que só aprende a falar mal do liberalismo. Certamente, pessoas contra a liberdade e também sonhadores incontestáveis. O conselho do embaixador &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.meirapenna.org/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;J.O.Meira Penna&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, quando nos encontramos, foi o seguinte: "Deixe-os de lado. Não vale a pena! Só converse sobre aquilo que nos aproxima, mas rejeite a conversa que nos separe" um ensinamento bem diplomático. Segui direitinho o conselho do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.meirapenna.org/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;J.O. Meira Penna&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. Respeitei. Exercitei a tolerância e a paciência. Quase me tornei um monge de tanta passividade. Nas eleições, viajei e justifiquei meu voto. A minha opção foi a de não assinar nenhum atestado de burro, pois inteligente mesmo é justificar o voto. Hoje, me pergunto, por que sinto isso? Fácil... se você tiver paciência, te convido a entender-me...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sócrates quando entrou na política, se decepcionou. Tantas contradições lhe foram reveladas que ele mesmo se sentiu na obrigação de definir os termos usados. Não foram muitos os filósofos que ficaram felizes com a política. Acredito que por isto, todos eles verificavam erros e tentavam solucioná-los. Ah, não é difícil se decepcionar com a política. Basta ter esperança nela, que você se decepciona.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu já não tenho esperança nenhuma. Meira Penna me ensinou isto em poucas palavras, mas também em seus livros. Deles concluí que, a esperança não faz parte da linguagem filosófica. É muito mais teológica. Esperar. Esperar e nunca alcançar! Ou, alcançar na morte, para quem acredita na vida eterna. O curioso é que esta foi a palavra escolhida pelos marketeiros da última eleição. A Esperança! Oh! Esperança... Palavra muito significante para religiosos que esperam a vida eterna. Eis novamente, a influência da religião na condução política. Estamos no Brasil, aqui são 100 anos de atraso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se escutássemos os filósofos, aprenderíamos que Spinoza dizia que a esperança é um vício. Ou mesmo o desiludido e sempre em forma física Aristóteles, a política e a ética é sempre um exercício. Ah! Mas, e a esperança? Bom, a esperança é ficar parado, passivo, possuir uma vida bovina, ruminante e se conformar com tudo. Isto é esperança. A condição epidêmica da hiperdemocracia. E claro, do domínio. O stalinismo, o nazismo, o franquismo, o salazarismo, o getulismo e todos os ditadores do século XX sabiam que para dominar teriam que se mostrarem messiânicos. Como? Dando esperança ao povo. Criando condições para o povo esperar, esperar e esperar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu diria que esta doença é a acomodação. A grande doença do século XX diagnosticada por filósofos (não clínicos, ainda bem!) como: Ortega y Gasset, Hannah Arendt, Sartre e alguns outros... A acomodação é um mal do homem-massa. Por homem-massa se entende exatamente aquele que não tem vida autêntica, não sabe de nada, acredita na inocência da humanidade e repete os exemplos que acha conveniente. Sem projeto de vida, não sente necessidade de viver. Muito menos de pensar. Prefere que outro decida por ele. Entrega ao outro o poder de delegar sobre seu próprio futuro. Nos lembra alguem bem familiar, certo? O nosso presidente, talvez...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Taí, um tema bacana para falar da política. Falar sobre o "homem-massa". Ali se entende algumas coisas da sociedade contemporânea. Eu já falei demais sobre isto, só procurar no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;google&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, meu nome (Danilo Santos Dornas, Danilo Dornas) que garanto, verão sempre meu nome associado a estes temas. Por enquanto, não verão meu nome associado à delegacia de polícia, nem pensão alimentícia. Mas, o tema "homem-massa" já falei bastante e ele ainda é pertinente no século XXI. É que no Brasil sofremos o mal dos 100 anos de atraso. Talvez em 2017 faremos nossa revolução socialista... Espero que não!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-848656020214373302?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/848656020214373302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=848656020214373302' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/848656020214373302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/848656020214373302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2007/06/hiperdemocracia-epidmica.html' title='A hiperdemocracia epidêmica'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RmWXGzwytfI/AAAAAAAAAA4/nIV51aIV_D8/s72-c/balaiada_grande.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-6313008968243420398</id><published>2007-02-18T18:48:00.001-02:00</published><updated>2008-04-05T13:06:04.950-03:00</updated><title type='text'>O motor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RdnGavDwXZI/AAAAAAAAAAM/V8xkAkP4r8Q/s1600-h/Engrenagem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033272221174357394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RdnGavDwXZI/AAAAAAAAAAM/V8xkAkP4r8Q/s320/Engrenagem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acabei de completar meus 30 anos. É uma idade muito difícil, porque você não pode ser tão idiota para pensar que é novo e nem tão imbecil para pensar que é velho. É a idade que cai os cabelos. &lt;em&gt;E que Deus me ajude que me caiam só os cabelos! &lt;/em&gt;Mas, como diria o filósofo Montaigne: &lt;em&gt;Não se pode fazer da juventude uma profissão e nem da velhice uma desculpa!&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com a nova idade, ainda não fiz os planos pessoais para o futuro. Mas, tenho certeza de uma coisa. Irei num analista. Eu confesso que resisti até o momento para consultar um analista. Finalmente, vou tentar resolver alguns dos problemas do meu &lt;em&gt;eu interior&lt;/em&gt;. O principal problema é que ao adquirir uma certa experiência você percebe que não existe muita solução para os próprios problemas. E conviver com isto é o que eu procurarei no divã de um analista, de preferência um freudiano ortodoxo. Pelo menos ele te faz pagar as sessões mesmo após você ter se matado antes de completar o tratamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No entanto, estou certo de uma coisa. Se desejar qualquer segurança na vida, basta morrer e ir para um túmulo. Só num túmulo escuro e úmido há segurança. Na vida, não há qualquer segurança de nada. E isto pode nos angustiar, mas por outro lado também pode nos impulsionar a arriscar, sem parar. É este o charme da vida. Eu não tenho o menor problema em aceitar isto. Eu entendo a vida como um constante movimento que nos conduz numa trajetória elíptica e que nos joga num emaranhado jogo de problemas, decepções e alegrias, mas, infelizmente, o final sempre é aquela velha monotonia de sempre: a morte, solitária e sombria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Porém, têm certas coisas que não se pode compreender sem aprender a conviver. E é isto que eu buscarei num analista. Digo isto, porque ainda não entendi algumas coisas sobre mim que me dificultam na convivência. A primeira delas é o motivo que me leva a preferir a companhia de livros, do que a de pessoas. Acho que a falsidade dos livros é melhor evidenciada, o que me sugere um certo tipo de acomodação. A segunda é porque vivo tentando fugir de qualquer obrigação social, porque não me vejo como uma abelha dentro de uma colméia. Não que eu seja pessimista, mas talvez eu seja realista quanto ao lugar comum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu tenho certeza que irei me divertir com o papo o qual ele vai me jogar: crise existencial, problemas na infância, isolamento... Teoria não falta! Ideologia não falta! Contudo, é disto que eu preciso, neste momento. Atingi uma fase que já não acredito em muitas coisas. E quanto se atinge este estágio, o próximo passo pode ser bem catastrófico. Eu preciso apenas de uma teoria, uma ideologia para continuar a viver como um motor, só que desta vez com as engrenagens muito bem lubrificadas. Lubrificadas por um pouco de bom humor! Solucionado o problema, iremos adiante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS. Não deixarei os livros de lado! Sou teimoso demais...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;Professor de Filosofia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-6313008968243420398?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/6313008968243420398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=6313008968243420398' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/6313008968243420398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/6313008968243420398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2007/02/o-motor.html' title='O motor'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_RRXngVAOZHY/RdnGavDwXZI/AAAAAAAAAAM/V8xkAkP4r8Q/s72-c/Engrenagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-115380275360389913</id><published>2006-07-25T01:37:00.001-03:00</published><updated>2008-04-05T13:07:53.576-03:00</updated><title type='text'>Entrevista cedida à revista "Filosofia, Ciência e Vida", feita pela jornalista Renata Armas</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/1600/DomQuixote2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 243px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" height="244" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/320/DomQuixote2.jpg" width="271" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;FILOSOFIA: Por que a felicidade sempre foi um assunto recorrente na Filosofia? Este é um dos temas mais discutidos filosoficamente?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DANILO:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; A felicidade é um assunto recorrente na filosofia porque se trata de um conceito humano que indica uma ação. A busca pela felicidade é sempre um argumento ético, pois, através desta busca se tenta investigar conceitos como “bem”; “mal”; “certo”; e “errado”. As tentativas de investigar os valores morais servem para compreender os rumos, as decisões adotadas para a vida e desempenhar um convívio social satisfatório. Por isto, o desafio da filosofia neste tema seria o de investigar o aspecto cultural que determina tais valores para que se tenha a clareza de quais objetivos têm uma sociedade e quais virtudes a deixariam feliz. O tema por se tratar de uma investigação sobre os valores é discutido pela Filosofia Moral, que foi um incômodo para Sócrates, seu fundador, e chega aos dias atuais com a mesma missão humanista. Portanto, em filosofia, não há uma fórmula exata para ser feliz, mas existem modos para que a felicidade seja alcançada, desde que compreendidos os reais valores éticos pertencentes ao homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;FILOSOFIA: Há um conceito filosófico sobre o que é a felicidade?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DANILO:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Há vários. Desde a Grécia Antiga a felicidade foi discutida pelos filósofos. O próprio Aristóteles (384-322 a. C.) define a felicidade como uma “certa atividade da alma realizada em conformidade com a virtude”. Para ele, a felicidade é sempre algo a ser buscado e o meio que se usa é a virtude que o próprio homem possui naturalmente. Isto significa dizer, que, para Aristóteles, a felicidade é uma satisfação das necessidades e das aspirações mundanas. Então, a felicidade é sempre uma ação, o vencer obstáculos para se alcançar algo. E para isto, se tem a árdua tarefa de decidir e correr riscos, pois não há garantias que ela seja plenamente alcançada. Mesmo assim, Aristóteles compreende que a vida deve ser marcada por atitudes que buscam ultrapassar barreiras, sempre em conformidade com a virtude de cada homem. Donde resulta o aspecto subjetivo, porque cada homem possui uma virtude distinta. Porém, uma tarefa primordial seria investigar a virtude de cada um, que deve ser o papel da educação e sua ação seria no exercício político. Acredito que este conceito aristotélico de felicidade orientou os demais filósofos que se seguiram na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;FILOSOFIA: É possível atingi-la?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DANILO:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Para os aristotélicos sim, é possível. Mas, não em sua plenitude. Ao atingir a felicidade outras necessidades surgirão para o homem, então ele estará sempre numa constante busca pela felicidade. As necessidades é que fazem o homem sempre adequar uma virtude com sua respectiva ação. Este processo, Aristóteles chama de variação entre Ato e Potência. Ou seja, o homem é em ato algo no tempo presente, mas tem potencialidade para ser outro. E assim por diante, até a morte. Já outros filósofos que discordam de tal argumento aristotélico preferem uma vida mais contemplativa, assumindo a felicidade como algo inalcançável ou indicando que o caminho para a felicidade poderia ocorrer em outra vida. Portanto, em linhas gerais, há duas perspectivas diversas entre os filósofos: uma que prefere a dinâmica para se alcançar a felicidade e outra que prefere uma vida de esperança. Não há julgamento sobre qual a melhor situação, mas em linhas gerais a primeira nos sugere uma atitude e a segunda uma espécie de acomodação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;FILOSOFIA: Como é possível ser feliz? Existem filósofos que pensaram em guias para a Felicidade?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DANILO:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Esta pergunta é sempre feita para os professores de filosofia. Infelizmente, não há guias para ser feliz, ao menos em filosofia. Eu não posso dizer a mesma coisa para outras disciplinas que lidam com fórmulas definidas e abstratas, que muitas vezes são confundidas com filosofia. Alguns até ousaram escrever guias para a felicidade, mas tiveram problemas com a aplicação prática. Podemos nos reportar mesmo ao período medieval. Ainda que seja um período de intensa vida cultural, sobretudo com o surgimento das Universidades, esta época ousou transmitir códigos morais para a felicidade, em geral, não levando em conta o tempo e o espaço de seus cidadãos. Então, ocorre uma confusão entre felicidade e bem-aventurança. Por bem-aventurança se entende um ideal de satisfação independente da relação do homem com o mundo. Seria um apego ao sobrenatural e este seria responsável pela imposição de regras ao comportamento humano. Por isto, quando se faz esta confusão, o filósofo não investiga, mas se apressa em responder uma demanda com códigos de conduta. A falha desta forma de entender a felicidade é que ela apenas busca satisfazer um problema imediato de um determinado povo específico e num determinado momento. Porém, não há a preocupação com as virtudes que conduziriam uma geração à felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;FILOSOFIA: O homem sempre se preocupou em ser feliz? E o brasileiro em especial, sempre teve essa preocupação?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DANILO:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O homem se preocupa em ser feliz, mas não entende que esta felicidade é fruto de como ele age no mundo. A felicidade não será dada pelo governo, nem por religião, nem por dinheiro e nem por qualquer atitude de outrem. É sempre uma atitude individual e que muitas vezes é árdua, é penosa, mas quando é atingida nos traz um gozo momentâneo, que não se basta. É um erro supor que a felicidade seja uma propriedade. Ela escapa das mãos com novas necessidades que surgem e movem à vida. O brasileiro, em especial, é um povo alegre, mas não é feliz. O brasileiro acredita que a felicidade é só uma perseguição pelo prazer. Claro que o prazer é algo positivo e que traduz instantes satisfatórios da vida, mas isto é alegria, um prazer imediato, uma euforia; não é felicidade. Porém, falta muito para o brasileiro assimilar a idéia de que a felicidade depende exclusivamente do modo como ele conduz e age em sua própria vida. Não adianta acreditar na esperança prometida pela propaganda política que venceu as últimas eleições presidenciais (2002). Naquele episódio, a esperança foi tratada como um valor positivo, quando em muitas ocasiões ela é uma fraqueza. E muito menos, esperar que algum líder espiritual nos dê todos os requisitos para a vida feliz, como se assiste em cultos religiosos que utilizam ilusões e desgraças como modelos a serem seguidos. Ao construir uma vida baseada em esperanças é adiar o problema. O brasileiro se conformou com o lema de que “O Brasil é o país do futuro” e não adota uma postura de investigar quais as virtudes que permitiriam uma atitude para a convivência e a criação. É evidente que, aqueles que percebem que a felicidade se chega com esforço e trabalho, ganham esta disputa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;FILOSOFIA: A Felicidade pode ser entendida como ausência de tristeza? Para quais filósofos?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DANILO:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; A “tristeza” é o sentimento de incapacidade. Este sentimento provoca a melancolia e a sensação de perda de sentido na vida. Sem dúvida, é um momento da crise. Pois bem, é evidente que encarar a felicidade como “ausência de tristeza” seria um pessimismo. Alguns filósofos foram por esta via. Posso lhe destacar o filósofo prussiano Arthur Schopenhauer (1788-1860) que indica a vontade como uma realidade irracional e que tudo fica entregue a uma mera aparência captada pelos sentidos. Assim, as aparências possuem aquela insaciabilidade por ser confusas e conflituosas e, por isto gera dor e sofrimento ao homem. Então, a felicidade seria apenas uma ligeira interrupção desta dor e deste sofrimento e ocorre quando há o desapego às aparências. Este desapego das aparências é, para Schopenhauer, a salvação, porque é o momento que o homem renuncia completamente ao mundo. Certamente, isto é uma influência do pensamento oriental. Para outros filósofos, existem explicações também melancólicas acerca da felicidade e que se referem ao homem como um ser-para-morte. Esta geração de filósofos ganha maior expressão no pós-guerra, com o drama e a solidão existenciais, o poder das armas, o mundo burocrático, tecnicista e as políticas totalitárias que se espalharam pelo ocidente. Porém, Bertrand Russell (1872-1970), em seu livro consegue manter o conceito tradicional de felicidade como um gosto pela vida, sobretudo no interesse pelas coisas que rodeiam o homem e pela sensação de amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;FILOSOFIA: Entre os que acreditam na Felicidade possível, quais pensadores acreditam que ela virá do divino e quais acham que ela é resultado do trabalho do homem?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DANILO:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O filósofo medieval Tomás de Aquino(1227-1274) acreditava que a felicidade seria um desejo natural homem. E o homem pode conhecer tudo que é de sua natureza, portanto sua felicidade consiste em conhecer a verdade natural. Esta verdade é Deus. Tal postura tomista ainda influencia a forma de pensar de muitas pessoas, sobretudo naquelas que esperam a chegada do messias ou a passagem para outra vida paradisíaca. Os filósofos que acreditam que a felicidade é resultado do trabalho são aqueles que defendem a realidade como uma relação entre homem e o mundo. São vários, mas eu sempre destaco o filósofo espanhol José Ortega y Gasset (1883-1955) para quem a saída das circunstâncias é uma forma de salvação de si mesmo. Isto sugere ação, esforço e trabalho para alcançar a felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;FILOSOFIA: É possível dizer que no Brasil as pessoas são mais felizes do que na Europa?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DANILO:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Não é possível afirmar isto. São culturas diferentes. São povos com valores diferentes. Não há como medir a felicidade. O máximo que podemos fazer é tentar verificar se o brasileiro tem acesso aos serviços essenciais que lhe garantam à sua busca pela felicidade. E aí ficamos a mercê da Europa. Não que lá não existam problemas com os serviços públicos, mas em comparação com o Brasil as coisas lá parecem funcionar melhor. Certamente, estas coisas distanciam o cidadão da política, da justiça, da saúde e da educação. Enquanto isto, a nossa arte, a nossa música e os nossos cientistas são admirados na Europa. O brasileiro é criativo e isto é fundamental para o mundo de hoje. Ocorre que, poucos brasileiros têm acesso aos meios de transformação desta criatividade. O problema do Brasil é com a formação do brasileiro. Não há incentivo à leitura, os conteúdos das disciplinas ensinadas são resquícios do positivismo que não ensinam a questionar, mas sim responder com fórmulas prontas de decoradas. No Brasil, não se ensina ciência, mas cientificismo que é uma forma de manter o controle sobre o que se pensa. Não há laboratórios com estruturas suficientes para as aulas de Química. Isto para não mencionar o conteúdo detalhista da Biologia, da Matemática das probabilidades, da Língua portuguesa que aboliu a gramática e das fórmulas intermináveis de Física e daí por diante. Isto limita a criatividade, aumentando a evasão porque distancia o aluno da realidade e também de sua busca pela felicidade, pois não faz com que ele relacione a teoria e a prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;FILOSOFIA: Desde quando a Felicidade está ligada ao dinheiro ou ao amor?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DANILO:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Digamos que alguns filósofos consideraram a conquista da felicidade após alguma solução referente à economia. Talvez este seja o caso dos filósofos sociais Adam Smith (1723-1790) e Karl Marx (1818-1883). Embora ambos apresentem teorias diversas sobre a política econômica, os dois têm como finalidade o alcance à felicidade. Ambos comungavam da evolução histórica e econômica para a retomada da felicidade. Mesmo que os caminhos traçados por eles sejam opostos: Smith considera a natureza humana, já Marx considera a luta de classes. Agora, sobre o amor podemos recorrer a Platão (428-347 a.C.) que indica a própria busca do conhecimento como o alcance à felicidade, donde resulta o conceito da filosofia platônica como um amor ao saber. Portanto, explicar a felicidade é sempre algo a ser buscado pelos filósofos, pois em conceito aristotélico “todo homem deseja ser feliz”, eis um lema que não pode ser deixado de lado na sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; é bacharel e licenciado em Filosofia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:danilodornas@uol.com.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;danilodornas@uol.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-115380275360389913?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/115380275360389913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=115380275360389913' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/115380275360389913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/115380275360389913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2006/07/entrevista-cedida-revista-filosofia.html' title='Entrevista cedida à revista &quot;Filosofia, Ciência e Vida&quot;, feita pela jornalista Renata Armas'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-114499941165335155</id><published>2006-04-14T04:17:00.001-03:00</published><updated>2008-04-05T13:09:56.722-03:00</updated><title type='text'>Coração Vagabundo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/1600/figado.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 236px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px; TEXT-ALIGN: center" height="209" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/320/figado.jpg" width="272" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Fígado&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma noite solitária. Assim, é a vida de um arrogante. Assim, é a vida de uma pessoa que cultiva rancores e desavenças. Assim, é a rotina de uma pessoa feia. Esta vida de um sujeito cujo coração mais se parece com um vagabundo. Acredito que éramos mais felizes na racionalidade. Éramos mais felizes, quando éramos frios, mas aí quando se aprende a amar, ficamos sentimentais e, então, a coisa se complica.&lt;br /&gt;Uma pessoa se torna fria quando não se permite mais ser amada. Daí sua temperatura cai até os mais baixos rincões dos oceanos. Naquele remoto lugar, onde somente seres excepcionais conseguem sobreviver. Mas não conviver! A pessoa fria não convive, apenas vive sua vida pacata de forma absolutamente ruminante. Mas, isto seria a felicidade? Sim, ela sim deve ser a pessoa mais feliz de todas as demais que tentam almejar algum tipo de sentimento e de convivência. A busca pela convivência nos torna românticos, sentimentalistas e verdadeiros débeis mentais.&lt;br /&gt;Senti isto na pele. Me tornei um débil mental. Me tornei um sentimentalista, um babaca. Quero uma coisa impossível. Querer? Sim, ‘querer’, no dicionário é sinônimo de ‘desejar’. Sim, parece emotivo demais! O ‘desejo’ é uma atitude de quem ainda não conseguiu algo. Ou, o ‘desejo’ é o querer fracassado. Mas, mesmo neste fracasso que pode ser a causa de minha debilidade ainda há um fator de risco ou de esperança. Mas, aí, depende da penitência ou da convivência que estamos submetidos a todo instante.&lt;br /&gt;O sentimentalista adora o coração. Sim, o coração é o símbolo do mais elevado sentimento de todos. O amor! Ah! Se este não existisse! O coração tem a forma física ideal para o amor: ele tem altos, baixos, contornos e volta sempre no mesmo ponto, com o mesmo trajeto. O coração, velho amigo do homem, aquele que pulsa o sangue para as células do corpo, sem se queixar do trabalho de forma rotineira. Está sempre na atividade e quando pára, leva com ele todos nossos projetos, nossos sonhos de uma só vez. Ele mata todos os demais órgãos. O velho romantismo foi que nos rogou esta temível praga. Aquele mesmo que nos deu de presente a rima mais cruel e a mais imbecil de todas: amor e dor. Acho que estou tendo um enfarte do miocárdio. Não assustem! Mas, o coração dói, e é de amor. Mas, o que é o amor? Bom, amor é querer o bem à outra pessoa. É a arte de conviver num gesto de carinho. O amor é uma atitude necessária para a vida. Se falta carinho, falta amor. Se falta companheirismo, também falta amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se me perguntassem qual seria o órgão que mais se identifica com o amor, eu diria: o fígado. Este sim! O fígado representa o amor, numa versão mais racional. Num jeito mais frio e, portanto, mais feliz. O fígado quando irritado ele espirra a biles e estoura tudo. Ele joga a vesícula biliar no ponto certo e na medida certa. Ele não guarda mágoas. Ele não espera e nem deixa dúvidas sobre aquilo que prejudica o organismo. Ele é direto e inconseqüente. Ele confia na sua potencialidade e na sua generosidade para os demais órgãos do corpo. Ele age com justiça. Façamos isto, por que não tentar usar o fígado como símbolo do amor. Quem sabe, algum louco aí não resolve desenhar o fígado ao invés do coração quando se lembrar do amor. Seria uma troca interessante.&lt;br /&gt;Eu, ainda, não consigo trocar o coração pelo fígado. Já tentei, mas, com eu disse meu coração é mesmo um vagabundo. Estou sentimentalista demais! Estou imbecil! Estou amando alguém que já cultua o fígado. Estou provando da vesícula biliar dela. Ela me atingiu ao ponto certo. Mas, uma bile de chocolate. Uma bile que me embriaga e me enlouquece. Talvez, nesta loucura está um pouco de esperança para o meu velho coração vagabundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;Professor de Filosofia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-114499941165335155?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/114499941165335155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=114499941165335155' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/114499941165335155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/114499941165335155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2006/04/corao-vagabundo.html' title='Coração Vagabundo'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-114373042090461881</id><published>2006-03-30T11:32:00.002-03:00</published><updated>2008-11-20T11:35:03.576-02:00</updated><title type='text'>Emunah...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/1600/8202[1].jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 163px; CURSOR: hand; HEIGHT: 196px; TEXT-ALIGN: center" height="263" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/320/8202%5B1%5D.jpg" width="239" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nude"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alain Dumas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Existem três palavras que eu acho especiais para a Filosofia. A primeira vem do grego ‘alethéia’, a segunda vem do latim ‘veritas’ e a terceira vem do hebraico ‘emunah’. Todas elas significam o que nós chamaríamos de &lt;em&gt;verdade&lt;/em&gt;. Porém, ainda assim, existem algumas pequenas diferenças quanto ao significado desta verdade.&lt;br /&gt;A primeira, do grego, significa descobrimento. Ora, quando os gregos mencionavam esta palavra &lt;em&gt;alethéia&lt;/em&gt; eles queriam chegar a uma verdade, mas uma verdade descoberta pela razão. Já a palavra de origem latina, &lt;em&gt;veritas&lt;/em&gt;, também significa verdade, mas um tipo de verdade assumido pelos fatos, pela comprovação dos fenômenos. A terceira, &lt;em&gt;emunah&lt;/em&gt;, que também significaria verdade, porém a busca da verdade pela confiança.&lt;br /&gt;Bom, por que estou falando sobre estas coisas?&lt;br /&gt;Por uma simples questão. O terceiro significado enunciado pela verdade, a &lt;em&gt;emunah&lt;/em&gt;, pode não ser tão importante para a ciência, mas é essencial para a busca de amigos. Quando escolhemos um amigo, inevitavelmente, contamos com a confiança e a verdade que este amigo possa nos ser fiel. São coisas religiosas, sim são, mas não há como fugir desta crença. Não há como ter amigos sem reconhecer algo de confiável e de verdadeiro na pessoa eleita. E muitas vezes esquecemos que este o amigo pode ser motivado a aproximar de nós por outros motivos, que não a confiança. Talvez por um tipo de vaidade.&lt;br /&gt;Isto me parece o que aconteceu em São João del-Rei. Após ver fotos de meninas nuas espalhadas na &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt;, fiquei chocado com o modo como estas fotos foram parar em computadores de quem quer que seja. Especialmente num caso: aquelas nas quais duas amigas brincavam com as roupas íntimas que a madrasta de uma delas vende e resolveram tirar umas fotos. Bom, claro que o que as moveram foi a confiança. Como só se confia naquilo que se acha de verdadeiro, esta atitude não deixaria de ter este significado arábico: &lt;em&gt;emunah&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Uma das meninas resolveu passar as fotos adiante. E como, o imaginário popular não têm limites, as fotos foram passando de computador em computador até ser o comentário geral na cidade. E pronto, a vida da outra virou de "pernas para o ar". Sinceramente, eu não vi nada demais naquelas fotos. Apenas uma mulher bonita de lingerie. Isto dá para gente ver em qualquer outdoor de cidade grande. E também, basta ir numa piscina ou numa praia que não vai faltar mulher de biquíni. Basta que haja sol.&lt;br /&gt;Enfim, não queria deixar de registrar que as fotos em questão não têm nada demais. No entanto, mesmo as fotos não contendo nada demais, a garota que as divulgou não sabe o real significado de amizade, de confiança de ser verdadeiro, ou seja, da &lt;em&gt;emunah&lt;/em&gt;. O sentimento dela foi a vaidade. Não era para ter espalhado. Já a outra busca nas leis algo que possa amenizar sua crença nas pessoas. Ela está certa! Com provas, talvez, ela até consiga algum tipo de reparação social. Ainda mais, com o tempo, as fotos dela de lingerie serão esquecidas, &lt;em&gt;lethé&lt;/em&gt;, em grego. No entanto, a &lt;em&gt;emunah&lt;/em&gt;, a confiança será um pouco mais difícil de reparar, infelizmente. Ela terá que aprender com a mágoa da falsa amizade e entender que, ainda irão surgir amigos fiéis e confiáveis. Não é fácil desistir de uma amizade, mas dá para aprender. Este é o meu conselho para ela. A mágoa consiste exatamente quando nós perdemos a &lt;em&gt;emunah&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt; reside em São João del-Rei, MG.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-114373042090461881?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/114373042090461881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=114373042090461881' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/114373042090461881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/114373042090461881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2006/03/emunah.html' title='Emunah...'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-114183969952492453</id><published>2006-03-08T14:37:00.004-03:00</published><updated>2009-11-27T09:49:36.506-02:00</updated><title type='text'>A conquista da felicidade, de Bertrand Russell *</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_RRXngVAOZHY/Ro2nnQuD9KI/AAAAAAAAABs/-_aNZlaJA1o/s1600-h/russell.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 159px; DISPLAY: block; HEIGHT: 186px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083903847316059298" border="0" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_RRXngVAOZHY/Ro2nnQuD9KI/AAAAAAAAABs/-_aNZlaJA1o/s320/russell.jpg" width="200" height="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Bertrand Russell&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bertrand Arthur Willian Russell (1872-1970), filósofo e matemático inglês, escreveu entre as suas obras, um livro intitulado &lt;em&gt;A conquista da felicidade&lt;/em&gt;. Neste livro, o autor adianta que não visa a erudição acadêmica, mas tecer algumas considerações sobre a felicidade vivenciada por sua própria experiência. O livro se divide em duas partes. A primeira intitulada &lt;em&gt;As causas da infelicidade&lt;/em&gt; e a segunda intitulada &lt;em&gt;As causas da felicidade&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Para o autor a felicidade usualmente é entendida de duas formas: na primeira a felicidade é compreendida como acessível à todos; enquanto na segunda é acessível somente àqueles que sabem ler e escrever. A tentativa do filósofo é investigar o fundamento da felicidade para construir algo que seja aplicável a todos os homens. Então, verifica que os entendimentos acerca da felicidade, que usualmente são considerados, são proposições contraditórias. Na primeira, há a defesa de que todos podem ser felizes; na segunda, há a defesa que nem todos podem ser felizes, apenas os letrados. Então, o filósofo busca o fundamento da felicidade que possa ser justificável e aplicável em todos.&lt;br /&gt;A primeira causa da felicidade que possa ser buscada por todos os homens é o prazer. Por prazer, se deve entender a realização de algo que supera algum obstáculo. Russell compreende que o homem sempre almeja o prazer e ele só pode ser alcançado quando as dificuldades em buscá-lo são superadas. No entanto, o homem que se deprecia e, ainda assim, alcança a realização de algo não entende o alcance do prazer, mas da surpresa. O contrário, também pode ocorrer. O homem que se vangloria e não consegue vencer os obstáculos, se decepciona. Então, para fundar a felicidade no prazer se deve investigar alguns pontos essenciais.&lt;br /&gt;O prazer é ligado às crenças. No mundo moderno, segundo Russell, a ciência ficou entendida como poderosa e progressiva e sua importância não é posta em dúvida nem pelos próprios cientistas e nem pelas pessoas leigas. Existe a crença nas ciências como o caminho que leva ao prazer, e por fim à felicidade. Para Russell, esta compreensão indica que a felicidade só pode ser realizada no cientista ou nas pessoas que, mesmo não sendo cientistas, acreditam nas leis das ciências que lhes são transmitidas. Ainda assim, verifica Russell, a crença não se liga ao prazer e muito menos à felicidade conforme tenta nos mostrar. A crença na ciência, por exemplo, nos leva a concluir que Albert Einstein (1879-1955) - cientista alemão – era extremamente feliz e que os pintores e literatos não o são. No entanto, Russell explica qual é o papel da crença para a consolidação da felicidade. Para edificar um sentido para a palavra ‘prazer’, Russell aborda superar obstáculos requer alguma perícia. A perícia é fundamental para incentivar os instintos criativos. Nesta compreensão, o prazer em sua base deve ser entendido como a realização de algo que enseja a criatividade. Nesta conceituação, o prazer pode ser alcançado tanto pelos cientistas que tentam responder os problemas por métodos rigorosos, quanto pelos pintores e literatos ao contemplarem suas obras concluídas. Portanto, Russell indica que o prazer é o caminho para a felicidade quando desperta no homem a criatividade.&lt;br /&gt;É evidente que, no tempo vivido por Russell, a criatividade estava oprimida pelas máquinas. Assim, a infelicidade dos jovens de seu tempo poderia ser explicada pela substituição dos trabalhos pelas produções com recursos técnicos mecânicos. Mas, para o filósofo esta infelicidade sentida pelos jovens pode ser facilmente contornada. Basta os jovens sentirem no trabalho que desempenham, a atividade por vocação. Sentir a vocação não é uma tarefa fácil, mas se for projetada ou despertada será perseguida e a vida deixa de ser monótona para ser criativa e inventiva.&lt;br /&gt;Ainda neste incentivo à criação, Russel explica que fatores importantes para atingirem a felicidade são a cooperação e a associação. Isso significa que, as criações e invenções devem ser dialogadas ou comunicadas para aumentarem o incentivo entre os homens para a vocação. A associação de homens, em torno de uma crença, pode trazer questões científicas ou artísticas, de modos diversos, mas que causam o prazer. A felicidade, então, possui um caminho bem traçado que é a crença em ideais da busca pelo prazer.&lt;br /&gt;No período em que Russell vive, há explicações filosóficas que tratam o homem como um &lt;em&gt;ser-para-morte&lt;/em&gt; ou que tratam a vida como um drama. Estas explicações muitas vezes tratam a vida sem sentido ou vazia de significados. Tais explicações são consideradas como as escolas existencialistas. Russell, não entende a vida desta forma. Para ele, quando há esta perda de sentido o homem se deixa levar por tolices ou manias que são máscaras para fuga da realidade. No livro, em questão, o filósofo dedica um capítulo específico que diverge de tais explicações existencialistas. Para ele, as pessoas desejam ser amadas e não toleradas. No entanto, pedir amor é pedir muito do que a vida pode dar e isso é o que leva alguns pensadores, literários e artistas a se sentirem melancólicos. A melancolia é a perda do gosto de viver. E Russell dedica um especial capítulo, neste livro, para tentar investigar essa perda pelo gosto de viver. Vejamos a seguir os principais argumentos que ele apresenta.&lt;br /&gt;A condição para o homem se distanciar da melancolia é ter o gosto por viver. E a felicidade é a tradução deste apetite pela vida. Por apetite de viver, se deve entender o interesse pelas coisas que a vida nos apresenta. Para Russell, quanto mais objetos pelos quais o Homem se interessar mais ocasiões ele terá para ser feliz. No entanto, o Homem para se interessar por coisas da vida deve ser atento. Por atenção, Russell explica que é o interesse pelas coisas que rodeiam a vida, mas ao perceber tais coisas muitas vezes encontramos a nós mesmos. A busca da felicidade nesta compreensão significa o Homem se interessar por maior número coisas possível. Os interesses, quando se apresentam muito restritos distanciam o Homem da felicidade porque a chance da decepção, é ainda maior. Portanto, a continuação do caminho para a felicidade é o gosto pela vida e isso implica em se surpreender com o mundo. Aqui verificamos que Russell admite que a vida intensa em uma especialização pode significar a fuga ou o esquecimento de outros aspectos da vida. Esta fuga, muitas vezes pode conduzir ao exagero. Neste caso, a fórmula grega antiga da ética parece conveniente. A fórmula da moderação. Isso porque, em nome do exagero se pode desenvolver uma grande atividade intelectual quanto também uma grande melancolia. Esta fuga ou esquecimento é sintoma da perda da liberdade que Russell parece considerar como a principal causa da falta de estima.&lt;br /&gt;Para que haja um resgate do gosto de viver, o Homem precisa se sentir amado. Ao ser amado o Homem compreende a afeição como uma bondade. Deixaremos claro, que Russell quer buscar os significados básicos para que a felicidade seja resgatada por todos independentemente de sua localização ou cultura. Então, a bondade deve ser compreendida como algo universal e para isso a investigação ganha um sentido mais simples. Deve resgatar o bom “em si mesmo”. Um aspecto importante deste “bem em si mesmo” é a afeição que devemos receber e ao mesmo tempo dar. Por afeição, o Homem deve não agir por interesse, mas visar sempre a bondade inerente ao ser-humano. Portanto, a afeição é uma troca desinteressada que não deve almejar segurança, proteção ou fuga da solidão. Ao contrário, a afeição deve ser incentivada na medida que integre o Homem numa união, numa associação que não vise nenhum interesse. Apenas a comunhão do gosto pela vida.&lt;br /&gt;A afeição que o autor trata pode ser verificada na família. Os pais sentem uma afeição especial por seus filhos, diferentemente das demais crianças. Esta afeição sentida pelos pais é amplamente discutida por teólogos, psicólogos, filósofos e cientistas. No entanto, é difícil verificar a busca pela felicidade em todos os casos. Russell explica que é complicado analisar a felicidade em cada pessoa. Mas, a felicidade num sentido fundamental deve investigar o amor. O amor, entre pais e filhos, se refere aos cuidados que um tem para com o outro. E ‘cuidado’ deve ser compreendido como atenção. Portanto, a família feliz deve ser fundada no amor que traduz esta atenção especial que os pais dedicam para os filhos.&lt;br /&gt;O amor, entre os pais e filhos, baseia-se nos cuidados que um mantém pelo outro. Mas, este amor não pode ser aplicado às demais coisas do mundo. Russell explica que uma das causas da infelicidade é a distração que o Homem tem. Esta distração muitas vezes traduz o interesse para coisas que não possuem uma praticidade. Esses interesses são impessoais. Não há critério para determinar se os interesses são bons ou maus, então não há como investigá-los. No entanto, outras distrações satisfazem as condições fundamentais da felicidade. Estas condições de felicidade devem ser perseguidas por homens que procuram interesses subsidiários, além daqueles que representam o centro em volta do qual construiu sua vida. Portanto, a atenção deve ser difusa. As distrações devem ser apenas complementares para as atividades centrais. Para Russell, se isso ficar bem compreendido o Homem foge da resignação e do esforço como categoria depreciativa do viver. Ou seja, incentiva o gosto pela vida buscando a felicidade.&lt;br /&gt;O texto de Russell foi escrito com uma condução ética hedonista. Isto é, a felicidade deve ser considerada sempre como um bem perseguido por todos. Para uma discussão ética, esta obra de Russell é fundamental porque se distancia dos moralismos que tentam estabelecer uma lei máxima e a partir desta, as ações. Russell não quer construir nenhuma lei ética, e muito menos verificá-la nas ações. O filósofo pretende localizar a felicidade em fundamentos simples. As categorias essenciais que procuramos demonstrar neste texto traduzem esta tentativa do filósofo. Ao contrário, as infelicidades são produzidas pela falta de amor à vida que causam a desintegração do Homem. O homem feliz, ao contrário, se considerar as categorias apresentadas para viver sentirá a unidade entre o íntimo e o mundo exterior. Tal unidade é o que o previne da compreensão sobre a vida como drama ou como melancolia. A unidade do íntimo como o externo é a causa fundamental da felicidade que é um caminho a ser percorrido por qualquer discussão ética contemporânea.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;* Texto elaborado para a disciplina "Fundamentação Lógica da Ética", do curso de pós-graduação em Filosofia, ministrada pelo Prof. Dr. Leônidas Hegenberg.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-114183969952492453?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/114183969952492453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=114183969952492453' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/114183969952492453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/114183969952492453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2006/03/conquista-da-felicidade-de-bertrand.html' title='A conquista da felicidade, de Bertrand Russell *'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_RRXngVAOZHY/Ro2nnQuD9KI/AAAAAAAAABs/-_aNZlaJA1o/s72-c/russell.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-113978749667869352</id><published>2006-02-12T21:19:00.001-02:00</published><updated>2007-07-05T23:36:48.958-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com Nicolau Maquiavel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/1600/maquiavel.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 308px; CURSOR: hand; HEIGHT: 155px; TEXT-ALIGN: center" height="155" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/320/maquiavel.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois da repercussão sobre a entrevista com Karl Marx, um filósofo, com sotaque italiano, resolveu me pedir socorro pela substantivação que o seu nome fora associado ao longo dos tempos. Seu nome é associado ao termo de perversão, maldade e estratégia política. Estamos falando, de nada mais e nada menos, que o filósofo renascentista Nicolau Maquiavel. Um filósofo florentino que acreditava firmemente na capacidade humana de guiar seu próprio destino, mas nesta orientação vale qualquer estratégia para vangloriar o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maquiavel é muito comentado. Seus críticos o denunciam por sua falta de moralidade para a condução política, pois sua célebre frase que seria "os fins se justificam pelos meios" aniquila toda e qualquer pretensão ética. Por outro lado, seus defensores, afirmam que suas idéias são realistas, na medida em que, compreende, de fato, os bastidores da política. Porém, tanto os primeiros quanto os segundos, concordam que ele é o principal tradutor da natureza humana e é isso que lhe concedeu o título de filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maquiavel não usa telefone por medo de estar grampeado. Porém, me enviou uma carta solicitando minha presença numa casa abandonada aqui mesmo na cidade. O horário da entrevista deveria ser num horário sem muita movimentação nas ruas. Seria, sem dúvida, uma entrevista secreta, pois sua presença sempre incomoda políticos, religiosos e pessoas que se utiliza de estratégias para ganhar qualquer vantagem. Todos têm medo das idéias de Maquiavel, pois ela escancara o íntimo do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chegou num ar desconfiado de haver, para ele, alguma emboscada. Trajava uma túnica preta e olhava atentamente sob o capuz, com receio de que algo fosse lhe abater. No entanto, a dificuldade de nossa entrevista foi a sua desconfiança em mim, pois ele ainda não entendia bem qual seria a minha estratégia para dominar situação. No entanto, a minha estratégia para esta entrevista foi entrar de sola no filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: O que é o homem? Qual é a natureza humana?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Maquiavel: O homem é um ser que almeja poder. Este conceito não é diferente dos outros animais que encontramos na natureza, pois os animais também lutam pela sobrevivência. Sendo assim, o homem e o animal têm algo em comum que é a abolição da moralidade, uma vez que, o homem para existir, não precisa firmar compromissos com instituição alguma a não ser aquela que lhe garanta poder. Entretanto, o importante não é, simplesmente, alcançar este poder, mas fazer a manutenção dele o máximo que der.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Então, quer dizer que a natureza humana não apresenta qualquer qualidade moral?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Maquiavel: Quero te dizer que na natureza, não existe moralidade. O homem não precisa de ética para viver segundo as leis da natureza, porque o que rege é mesmo a lei da sobrevivência. A lei do mais forte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Como conciliar isto com o exercício da política?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Maquiavel: A política seria perfeita se não houvesse estratégias. Mas, o homem precisa alcançar e manter o poder, este é o objetivo da política. Aí, que entram as estratégias políticas. Este tipo de estratégia é o conteúdo de meus ensinamentos. Eu parto de duas coisas: a primeira é realista sobre a natureza humana e a segunda é como montar um esquema para a perpetuação do poder. Eu faço sucesso porque ensino tais coisas a quem quer que me pague.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Para qual tipo de governo o senhor escreve?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Maquiavel: Eu sempre digo que se quiser alcançar o poder, se deve, primeiramente, analisar muito bem o sistema de governo que pretende instaurar. Para isto, nada melhor que estudar com precisão qual a melhor forma de governo que melhor vá adequar ao povo que pretende dominar. No meu caso, eu estudei a república e a monarquia. Nos dois casos minhas lições são facilmente adaptadas, porém, diretamente eu falei para a monarquia, por causa do regime vigente na Itália e, em outros países da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Por isso o título do seu livro mais famoso, &lt;em&gt;O Príncipe&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Maquiavel: Sim, este ficou famoso. Na verdade são lições para o jovem príncipe Lourenço II, da família dos Médicis. Mas, ele veio a falecer antes de colocar em prática meus ensinamentos políticos. Então, eu soube que outros aproveitaram muito bem minhas lições como o monarca inglês Henrique VIII e a rainha-mãe da França Catarina de Médicis, que leu interessada e passou a utilizar o termo maquiavélico. Hoje sei que o meu livro é classificado como um manual de políticos. No Brasil, alguns políticos já declaram publicamente que meu livro fica na cabeceira da cama, como é o caso de Paulo Maluf, ACM e José Dirceu. Outros as vezes citam trechos de minha obra. E tem ainda aqueles que me utilizam para xingar algum adversário político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: O que deve ter um político para se governante?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Maquiavel: O político primeiramente deve ser conhecido. Ele deve buscar a fama, o reconhecimento nas ruas. Seu rosto deve estar em comum nas conversas. Caso contrário, ele não consegue a popularidade necessária para o poder. Para ter fama é preciso cuidar sobretudo das aparências. O político não pode ser desajeitado, não pode praticar aquilo que fere uma tradição e muito menos falar tudo o que pensa. A paciência deve conduzir o político ao poder, caso ele desrespeitar alguma destas regras, ele cairá em esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: E como a paciência pode ser é alcançada?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Maquiavel: Com a prudência, sempre. Não se pode conquistar o poder da noite para o dia. Se fizer isto, ele sairá de suas mãos com a mesma velocidade. Seja prudente! Eu entendo por prudência o sujeito que não expõe demais o seu desejo pelo poder. Ele deve ser conhecido por outros feitos, a aparência, por exemplo. Mas, nunca deve ser conhecido pelo desejo de poder. Isto ele deve ocultar o máximo possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo: E os familiares do governante?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Maquiavel: Eles não precisam saber de todos os interesses políticos. A família é importante para causar um certo &lt;em&gt;status, &lt;/em&gt;então é um item importante do quesito "aparências" que mencionei acima. O uso da família pode trazer popularidade para o governante, pois a família representa equilíbrio e sensatez. Isto pode ser interessante para se conquistar o poder, mas não o garante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Pode, inclusive, assassiná-la?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Maquiavel: Em certas condições sim. Mas, depois que se conquista o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Em quais condições?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Maquiavel: Na condição de algum familiar manifestar o desejo pelo seu poder. Porque um dia você não estará mais jovem para o combate justo, então o certo é se precaver eliminando o problema no início. Sempre ensinei que é mais fácil cortar o mal pela raíz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo: É melhor um governante ser amado ou ser temido?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Maquiavel. Este é o grande dilema. As duas coisas devem se juntar, mas é muito mais seguro ser temido do que ser amado. Isto porque, o povo é formado por homens que, em sua natureza, são ingratos, volúveis, simuladores, covardes e ávidos de lucro. Enquanto o governante lhes faz o bem, eles são inteiramente seus. Então, eles te oferecem o sangue, os bens, a vida e os filhos. Neste caso o perigo está longe, mas quando o perigo chega, revoltam-se. E perde aquele governante que foi amável com seu povo, pois ele se encontrará fraco e decepcionado com amizade que julgou possuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo: E na escolha das amizades?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Maquiavel: As amizades que se adquirem com dinheiro pode-se comprar, mas não possuir. Num momento oportuno não se podem empregar mais as diretrizes para se chamar de amigo aquele que se compra com dinheiro ou vantagens políticas. No Brasil, o problema foi este com o popular mensalão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: E as promessas de governo? O governante deve cumprir o que promete?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Maquiavel: O máximo possível. Ele deve garantir a sua palavra, porém, caso ele não consiga o ideal é ludibriar as cabeças dos homens que governa. O político deve ter uma boa retórica para convencer de que tal coisa não foi possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: O senhor diria que sua obra é aplicada no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Maquiavel: É evidente. Os últimos acontecimentos políticos do Brasil me trouxeram aqui. Eu vim aqui para escrever a versão republicana de minha obra, já que fiquei devendo para o ocidente esta contribuição. Talvez eu chame desta vez de: &lt;em&gt;O Presidente&lt;/em&gt;. O que irá me inspirar, desta vez, é o projeto de poder montada pelo atual governo. Nisto eu não havia pensado antes. Um estrutura de poder, com apoio popular e com troca de favores para garantir a estrutura. Na minha época, eu disse que o governante não poderia se perder na burocracia, mas agora vejo exatamente ao contrário. A burocracia muitas vezes pode maquiar um projeto de poder e é isto que dá suporte ao atual governo. Esta nova fórmula é nova para mim, por isto escolhi o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Mas pelo que entendi, o livro será o mesmo, mas com nomes e titulações trocados. Não acha que isto seja uma um "mais do mesmo"?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Maquiavel: É assim que age a maior parte dos intelectuais do Brasil. Eles dão CTRL+C e CTRL+V nos seus antigos escritos, mudam algumas palavras e publicam novamente. É assim que tem que ser para se manter com o pensamento vivo e garantir boas palestras. O número de intelectuais que produzem realmente são poucos e eu continuo acreditando que não existe ninguém bonzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Boa sorte então...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Maquiavel: Obrigado!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-113978749667869352?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/113978749667869352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=113978749667869352' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/113978749667869352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/113978749667869352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2006/02/entrevista-com-nicolau-maquiavel_12.html' title='Entrevista com Nicolau Maquiavel'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-113893558307745630</id><published>2006-02-03T00:43:00.001-02:00</published><updated>2008-04-05T13:10:19.230-03:00</updated><title type='text'>O inferno são os outros...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/1600/inferno.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 236px; CURSOR: hand; HEIGHT: 139px; TEXT-ALIGN: center" height="218" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/320/inferno.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ele andava meio desconfiado de sua mulher. Não por traição ou coisa parecida. Mas, por ter parte com o demônio. E sua desconfiança não era uma cisma qualquer ou insegurança de pessoa feia. Sua desconfiança provinha de algumas qualidades que só o Diabo poderia explicar. E, assim, ele foi seguindo sua vida ao lado daquela mulher fenomenal. Uma alta morena de olhos pretos e cabelos longos. O corpo dela parecia desenhado por um escultor talentoso capaz de fazer belas curvas nos quadris e tornear pernas como quem conhecesse de perto a beleza das esculturas gregas. Ele era narigudo, barrigudo, careca e baixinho. Nada de especial com o padrão de beleza que uma morena daquelas geralmente persegue. Inteligência? Nem pensar! Ele não tinha concluído o Ensino Fundamental e era um atentado terrorista lhe convidar para assistir uma peça teatral ou visitar uma biblioteca. Enquanto ela já estava cursando o doutorado em Epistemologia. Dinheiro? Ah, isso que era dureza. O cara não conseguia pagar um café sem que a mulher intere, pois ela sempre andava com as raras notas de R$100,00 em sua bolsa &lt;em&gt;Lui Vuitton&lt;/em&gt; e às vezes sobrava um troco para lhe fornecer.&lt;br /&gt;Mas, eram apaixonados. Mesmo não fazendo nada de especial. Ele ia ao bar ouvir os amigos, enquanto ela discutia rumos da ciência cognitiva com os amigos da pós-graduação. Ela procurava notícias de política e economia no jornal. Ele a pedia emprestado os cadernos de futebol e de crimes. Mas, mesmo assim, eram loucos um por outro. Ela fazia todas as vontades dele, principalmente na cama. Era simplesmente “um avião”.&lt;br /&gt;A desconfiança da mulher surgiu no bar. Depois que os amigos, em sessão de piadas, começaram a lhe fazer certas observações sobre a sua mulher. Destacaram todas as qualidades dela e todos os defeitos dele como quem separa o joio do trigo num simples gesto com os olhos. Não era difícil fazer isto! O pior que, todos sabiam que ela era louca por aquele anti-herói. E, em todos aqueles anos, nunca souberam de nenhuma traição dela, nem sequer um olhar diferente por parte dela para outro cara melhor.&lt;br /&gt;Mas, bateu a desconfiança no otário. Aquela mulher poderia estar com parte com demo, pois a perfeição demais poderia ser a máscara de alguma coisa que ele ainda não detectara. A coisa piorou quando um dos seus amigos, começaram a chamar de “Diaba”, depois que ela exibiu seu lindo vestido vermelho que mostrava todos os desenhos de suas curvas. Seu andar, seus gestos pareciam infernais para quem olha, pois ardiam o mais profundo âmago do ser de qualquer homem. Pronto, a sorte estava lançada para aquele ser nada especial. A mulher era mesmo uma diaba...&lt;br /&gt;Acontece que, sua desconfiança foi tomando rumos que nem ele esperava. O bairro todo começou a referir àquele monumento como “Diaba”, naturalmente, fazendo alusão ao seu vestido vermelho ou do ardor que ela provocava em quem a mirasse com os olhos. Mas, ele, começou a acreditar que aquela “Diaba” era mesmo o 666, em pessoa, que queria lhe arrastar para o fundo do inferno.&lt;br /&gt;Foi aí que a coisa piorou. Ele passou a ver maldade em tudo que ela faz. Pessoa desconfiada é assim mesmo... A coisa só piorou quando ela o chamou para assistir o último filme do “Exorcista” e comprou o DVD do antigo filme “O Diabo veste azul”. Quando ela o chamou para ir conhecer a exposição “A banalidade do mal”, foi, para ele, o fim da picada. O cara teve uma crise existencial!&lt;br /&gt;O sexo já não era ardente, a moça já não tinha tanta beleza, seu andar começou a lhe incomodar e tudo que ela dissesse ele fazia uma comparação com o “coisa ruim”. A relação piorou. Aquele monumento, agora para ele, parecia a porta do inferno. Tudo por causa de seus amigos que começaram a chamar de nomes impróprios para qualquer religião evangélica. No entanto, sua decisão foi única, enérgica e definitiva. O “anta” mandou aquela mulher maravilhosa ir embora, para sempre de sua vida. O motivo? Ah, ela tinha pacto com o demônio.&lt;br /&gt;Pronto! Estava feito. Agora ele era livre para beber, para jogar sinuca e torcer para o seu timão sem que aquela "belzebu" tivesse por perto. Seus amigos ficaram felizes com a atitude dele, pois ele deixou que aquela mulher ficasse livre para outras conquistas. Até que, um dos dias que ele foi ao bar jogar sinuca, o primeiro de seus amigos a pronunciar o apelido que lhe deu a solidão, desfila alegremente com as mãos nos ombros de sua ex-amada com ar de felicidade por estar com uma linda mulher e com o orgulho de estar com aquela mulher.&lt;br /&gt;O idiota quase teve um troço. Um enfarte, talvez. Sua mulher, a Diaba, com seu melhor amigo desfilando sorridente pelas ruas do bairro. A moça nem olhou para o lado em que ele se encontrava. Passou rebolando. O pessoal do bar saiu na porta e se ouviu os comentários mais machistas sobre sua formosura e, é claro, sobre a proeza do amigo das cervejas em conquistar o coração daquela gostosura. Foi aí que o traste concluiu que o diabo estava mesmo em ação na sua relação. Mas o trabalho do diabo era justamente lhe separar de sua mulher ideal!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-113893558307745630?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/113893558307745630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=113893558307745630' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/113893558307745630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/113893558307745630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2006/02/o-inferno-so-os-outros.html' title='O inferno são os outros...'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-113789678860630620</id><published>2006-01-22T00:22:00.001-02:00</published><updated>2008-04-09T00:01:09.159-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com Karl Marx</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/1600/marx_karl.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 158px; CURSOR: hand; HEIGHT: 171px; TEXT-ALIGN: center" height="171" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/320/marx_karl.jpg" width="311" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ele me ligou às 5h da manhã querendo dar uma entrevista. No início, pensei em se tratar de um destes malucos que nos ligam depois da meia-noite para nos passar algum trote. Mas, eu estava enganado. Pelo sotaque era um alemão, razoavelmente informado pelos meus trabalhos e que desejaria me conceder uma entrevista. Logo a mim, que nem sou jornalista. Mas, depois que ouvi a identificação do sujeito, corri para vestir uma calça e uma camisa de botão e fui correndo para o carro. O destino seria uma lanchonete McDonald’s, dentro de um Shopping Center e foi escolhido pelo próprio sujeito. Eu não poderia perder mais tempo e nem esta oportunidade de me encontrar com um dos autores mais lido e pouco compreendido do mundo: Karl Marx. Já na lanchonete indicada pelo próprio Marx fiquei a esperar por 2 horas. E quando eu já estava desistindo, eis quem surge na porta, com andar desengonçado, cabeleira e barba compridos, olhando para os lados e vestindo uma blusa pesada demais para um país tropical. O próprio Marx, em pessoa, e ele foi logo se desculpando pelo atraso e explicando que o motivo era o trânsito e a internet. Foi então, que lancei a minha primeira frase ao Sr. Marx.&lt;br /&gt;- Não há problemas, mas, o que o traz por aqui? – Ele respondeu: - Fiquei sabendo que por aqui o clima é compatível com um problema respiratório que enfrento há tempos. – Já desapontado com o egoísmo do sujeito, expliquei: - Sim, senhor Marx, o clima brasileiro deve curar qualquer doença nórdica. E, Marx agradeceu friamente: - Muito obrigado, mas podemos começar com a entrevista? – Respondi: - Sim, claro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: A começar pela sua vida. Por quais lugares o senhor já passou?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Marx: Eu nasci em Trèves, no dia 5 de maio, uma cidade alemã. Depois estudei em Berlim, e me formei em Iena. Logo após que conheci meu amigo Friedrich Engels fui morar na França, sendo expulso, e depois passei a viver em Bruxelas. Com a Revolução de 1848, na França, voltei à Paris, mas fui expulso novamente, e fui morar em Londres, para assistir de perto da revolução industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo: O que o levou a ser expulso por duas vezes da França?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Marx: Não agüentava aquela gritaria do povo francês e queria que algum companheiro ficasse no comando de toda revolução operária, para conseguirmos o governo. A França não é a Inglaterra, mas seria uma boa fatia da Europa para o implante de nosso comunismo. Mas, sabe como é a democracia pós-iluminismo! Acho que as idéias de Rousseau deveriam ser reavaliadas, pois elas dão poder demais para o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: O senhor é conhecido como filósofo, sociólogo e economista. Qual a sua formação e como o senhor se define?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Marx: Eu me defino como um reclamante. Na verdade, eu me formei em Direito, mas nunca exerci minha profissão. Os meus pais me obrigaram a fazer um curso, do qual eu não gostei muito. A burocracia dos cursos de direito tira qualquer alemão do sério. Mas, me juntei com Engels e me tornei autor de vários livros e artigos para jornais. Então, recebi os três rótulos que muito me orgulham: o primeiro de sociólogo, logo que escrevi o &lt;em&gt;Manifesto do Partido Comunista;&lt;/em&gt; o segundo de filósofo, quando escrevi o &lt;em&gt;Ideologia Alemã &lt;/em&gt;contestando o filósofo Hegel e o de economista com o &lt;em&gt;Capital&lt;/em&gt;. Estas foram as obras que mais me identificaram, apesar que tenho outras também bem importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Fale-me mais sobre sua família...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Marx: Bom, sou o segundo filho dos oito que nasceram do rabino Hirschel Marx e, minha mãe, Henriette Pressburg, de origem holandesa. Meus pais eram judeus tradicionais. Eles me influenciaram bastante em minhas doutrinas judaicas por um tempo, mas depois, acabei me tornando ateu. Sabe como é: "a religião é o ópio do povo". Depois me casei com a amiga de minha irmã, Jenny Von Westphalen, que era filha do conselheiro de estado da Alemanha. Com Jenny, tive problemas na relação por causa da nossa distância e, namorávamos por cartas de amor, que depois, eu soube que foram publicadas num jornal dos Estados Unidos e influenciaram grandes romances por lá, sobretudo durante a II Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo: E seus filhos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Marx: Prefiro não tocar neste assunto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: É verdade que, quatro de seus filhos, morreram de fome?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Marx: Sim, é verdade. Eu não podia trabalhar em fábricas e depois falar mal delas. Seria antiético de minha parte. A ideologia deve vir primeiro que a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Entendo. Mas, e então, sobre o que reclamava?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Marx: Ainda hoje não entendo muito bem. Atirávamos para todos os lados. Naquela época os judeus estavam ficando pobres demais, então, para consolar meu pai resolvi tentar explicar os motivos da pobreza de minha geração. Eu não sabia que aquilo que eu e o Engels fazíamos faria tanto sucesso e iria atravessar séculos. Na verdade, nós queríamos aquilo para um país europeu cuja economia já estivesse sólida. Daí a minha frase: &lt;em&gt;“Tudo que é sólido, se desmancha no ar”&lt;/em&gt;. Mas, o que ocorreu foi que sociedades agrárias resolveram colocar em prática algo que só se confirmaria em países industriais. Jamais pensei aquilo para países cuja a fonte ecônomica fosse a agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Como na antiga - URSS?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Marx: Sim. Aquilo foi um erro. Tanto Lênin, quanto Stálin deveriam ter sido mais moderados. Eu nunca falei que se podia matar compatriotas. Muitos russos morreram naquela revolução. A Revolução Russa de 1917 foi umas das maiores chacinas da história, pois se degolavam seres humanos em praças públicas. Eu e Engels assistimos abismados, então aprendi que não se pode escrever qualquer coisa que vem na cabeça. Infelizmente, desobedeci meu pai que sempre me dizia para falar qualquer bobagem, mas pensar duas vezes antes de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Então, para qual país o senhor escreveu?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Marx: Para Inglaterra. Sim, este era o nosso alvo. A Inglaterra passava pela Revolução Industrial e as classes estavam bem divididas entre ricos e pobres. Muitos judeus perderam tudo e foram ser operários, portanto da classe pobre. Meu pai como rabino queria explicações sobre a perda de dinheiro dos judeus e eu tive que explicar, afinal, eu era o único da família que tinha um curso superior e devia isto a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Dos seus livros tentei ler &lt;em&gt;O Capital&lt;/em&gt;, mas achei que está incompleto. O senhor pretende acabar de escrever &lt;em&gt;O Capital&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Marx: Não mais. Não encontro mais o Engels. A idéia daquele livro foi dele. Era ele o industrial que pagava as minhas contas. Ele sim, entendia de economia. Quando ele me disse que iria escrever sobre o capital, eu disse a ele para não seguir a trilha de Adam Smith, porque não iria vender. Aí, ele criou o inverso de Adam Smith e vendeu bem para época. A mensagem do livro é simples: “Cada homem desempenha um papel no Estado e a relação entre os homens devem se variar na troca”. Uma coisa inspirada em Platão, mas que dá uma nova leitura para o termo "trabalho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Mas Platão queria um Estado Ideal, onde os filósofos governassem, os guardas protegessem e as outras pessoas trabalhassem. O senhor acha mesmo que este modelo se aplica num Estado Ideal.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Marx: Platão pagou um mico ao declarar isso em sua República. Lembre-se que ele foi expulso de Siracusa três vezes e todas elas por querem um Estado Ideal, baseando em justiça. Ele ainda ganha de mim, pois eu fui expulso duas vezes da França, dizendo sobre igualdade social. Os nossos erros são os mesmos, talvez o que muda foram as circunstâncias históricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: O que o senhor acha do Brasil? Caberia aqui uma revolução socialista?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Marx: O Brasil é um país tropical, sem vulcões, sem terremotos e com muito carnaval. Aqui não daria certo o socialismo. Para serem socialistas, é preciso primeiro fazer parte do primeiro mundo, criar um bloco econômico firme e que pleiteie um lugar no mundo. No Brasil não há nada disto. E o pior, não escolhe os países certos para se relacionar economicamente. Argentina, Paraguai e Uruguai não seriam uma saída para o Brasil, pois ficariam dependentes demais uns dos outros. Além disso, estes países não têm uma economia forte suficiente para gerir as finanças brasileiras. Então, o Brasil deveria perseguir um outro bloco econômico disposto a financiar a reforma agrária. Os Estados Unidos, China e países europeus. Mas estes estão ocupados demais com guerras, poluição e manter a ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo: O senhor me sugere uma globalização? Pensei que o senhor fosse contra a globalização...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Marx: Como eu poderia ser contrário a globalização? Eu termino o “Manifesto Comunista” com a seguinte frase: “Proletários do mundo inteiro, uni-vos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Interessante! Mas, e o governo de esquerda do Brasil. Você está contente com um partido trabalhista no primeiro escalão do Brasil?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Marx: Eu nem sabia que existia esquerda no Brasil. Eles fazem o que toda esquerda faz. Arrecadar recursos para se servirem como paternalistas aos demais partidos nanicos. Estes programas que o seu governante cria solucionam apenas os problemas momentâneos. São eleitoreiros, apenas. Não mostram a porta de saída do sujeito que está na miséria. Ao contrário, acostumam o sujeito a ter dinheiro e prato de comida, sem financiar as coisas básicas de um Estado como educação, segurança, trabalho e bem estar. Sobre este ponto eu concordo com o John Locke. Com os vários problemas do liberalismo, acredito que para a educação, não há saída melhor. Por isso me inspirei no socialismo de Fourrier para criar o meu socialismo científico. A indústria de Fourrier geria estas quatro coisas juntas e a fábrica dele foi uma das maiores do mundo. Hoje, tenho notícias que Bill Gates faz as mesmas coisas em sua Microsoft. Os trabalhadores da Microsoft possuem vantagens de não precisar bater cartão, trabalhar o dia que quer e coisas assim. Fazer do ócio um remédio para o stress e a depressão como afirma meu amigo italiano Domenico de Masi. Não é atoa que a Microsoft representa a maior indústria do mundo. Eu acredito num socialismo nestes moldes, mas parece que o seu país está burocrático demais e o Estado cada vez mais inchado para se organizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo: O senhor pensa sobre a classe média?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Marx: Ela paga toda a conta... sempre! A classe média é o motor do Estado, pois é a classe que paga os impostos do Estado e compra os produtos das indústrias gerando emprego. Um Estado não sobreviveria sem ela. Ela paga a conta das vantagens dos ricos e da miséria dos pobres. É por isso que tem que haver tanto imposto num país como o Brasil. Não precisa pensar muito: apenas imagine um sujeito que possui um automovel, quantos empregos ele gera por possui apenas um automovel? Esta é a classe média...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo: Acho que não. E qual seria sua mensagem para os brasileiros?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Marx: Jamais a ignorância serviu a alguém. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Será que aqui aceitam “American Express”?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-113789678860630620?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/113789678860630620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=113789678860630620' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/113789678860630620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/113789678860630620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2006/01/entrevista-com-karl-marx.html' title='Entrevista com Karl Marx'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-113763420397161721</id><published>2006-01-18T23:01:00.002-02:00</published><updated>2008-10-21T18:59:46.355-02:00</updated><title type='text'>Opus Dei...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/1600/opus.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 193px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px; TEXT-ALIGN: center" height="205" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/320/opus.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ao estudar a Idade Média ficamos escandalizados com os abusos da Igreja Católica. Pois bem, não é verdade que a Idade Média seja uma idade das trevas, do medo, pois nesta época histórica houve uma grande avanço no conhecimento, nas escolas e tantas coisas que nos influenciam até hoje. Além do mais, quem não admira os textos de Santo Agostinho? Ou de São Tomás de Aquino? No entanto, algumas coisas devem ser ponderadas para que não haja muitas dúvidas. No entanto, nem tudo são flores. Houve sim uma perseguição àqueles que ousassem pensar livremente. Como foi o caso do filósofo Giordano Bruno, pai do panteísmo, e que foi queimado em praça pública, físicos como Copérnico, Galileu e tantos que foram isolados, massacrados por pensarem contra a Igreja, que soou na cabeça de um monge uma possível reviravolta nestes abusos. O nome deste monge: Martin Lutero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É certo que a Reforma Protestante nos trouxe algumas das grandes inovações do pensamento. Sobretudo, a busca pela liberdade de interpretação da Bíblia e a separação entre Estado e Igreja. Porém, a reação católica foi terrível. Entraram em cena os jesuítas, que são a tropa de choque e elite da Igreja Católica. Eles são responsáveis por uma busca desenfreada pela humildade, pobreza, Deus e tantas coisas que atrasam o desenvolvimento de um Estado. Enquanto isso, eles mesmos não fazem nenhuma destas alusões que pregavam. Os jesuítas são pessoas intelectuais da igreja, fortes e capazes de impor a fé a pessoas que sequer conheciam a cultura judaica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Padre Vieira, ao chegar no Brasil, exclama&gt; - Que lugar lindo, cabe todos os pobres do mundo! - Marques de Pombal, ao assumir como ministro de Dom José I, expulsa os jesuítas do Brasil e insere esse país num desenvolvimento liberal. Porém, ele mesmo falece antes de ampliar as mudanças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pois bem, hoje os jesuítas ainda dominam o ensino. Eles não se limitam em assinar seus nomes com o S.J. no final do último sobrenome. E eles continuam pregando a fé, mas não se limitam a isso. Depois de 1950, no Brasil, cresceu um movimento parecido com os jesuítas. Trata-se do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.opusdei.org.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Opus Dei&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. O Opus Dei é uma facção católica que obriga seus seguidores à proceder conforme as leis divinas. O que me surpreende é: que leis divinas? Ah! Fácil responder, sem sexo humildade (seja pobre), renúncia e culpa. As pessoas que entram nesta seita possuem duas atitudes: ou ficam frustradas ou se sentem culpados por tudo que façam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É, sem dúvida, a nova versão da Inquisição, em pleno século XXI. Para quem pensa que Martin Lutero acabou com os abusos da Igreja, não imagina as atitudes desumanas que essa facção pratica em seus seguidores. Os abusos variam desde forçar o indivíduo a vestir um "macacão anti-masturbação", uma espécie de roupa da castidade, até investigar todos os e-mails e cartas que o sujeito troca em sua vida cotidiana. Este é o início do século XXI, para a Igreja. Uma Igreja que sente orgulho em apresentar características do século X, quando ela surgiu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000000;"&gt;Professor de Filosofia.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-113763420397161721?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/113763420397161721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=113763420397161721' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/113763420397161721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/113763420397161721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2006/01/opus-dei.html' title='Opus Dei...'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-113707863338474996</id><published>2006-01-12T13:07:00.001-02:00</published><updated>2008-09-17T13:09:30.654-03:00</updated><title type='text'>O que nos diz o Pentateuco?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/1600/sello_de_salomon.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 195px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px; TEXT-ALIGN: center" height="154" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/320/sello_de_salomon.jpg" width="216" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu sempre quis estudar profundamente a Bíblia. Ainda mais depois de me graduar em Filosofia, as cobranças por tal assunto nunca faltaram nas conversas cotidianas. As perguntas variam desde as mais simples como: Você acredita em Deus? – até às questões mais complexas como: Deus existe? – como se a missão de um filósofo fosse responder tais questões. Bom, já adianto que a missão do filósofo não é responder nem estas e nem questão alguma. A missão do filósofo é questionar. E nestes questionamentos extrair aquilo que melhor se apresenta como verdadeiro. Porém, esta verdade deve ser conseguida por um processo de descobrimento ou como os gregos chamavam de “alethéia”. Para que haja um descobrimento é necessário refletir. Mas, refletir sobre o que? Refletir sobre as coisas que nos circundam e que nos tocam de forma confusa e escura. Então, para conseguir algo de proveitoso nos estudos das Sagradas Escrituras resolvi escolher um trecho que considero fundamental. Escolhi dos cinco primeiros livros da Bíblia, chamado de Pentateuco ou Torá, que é composto pelos seguintes livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Estes livros são proféticos e que, sendo assim, foram essenciais para a consolidação de dogmas e o estabelecimento político do povo hebreu.&lt;br /&gt;A essência do Pentateuco é o medo e a angústia que o homem sente pela falta de controle de uma lei rígida de caráter universal. Então, tanto permanecer sozinho ou coexistindo com desconhecidos não tem como fugir do medo e da insegurança, pois em ambos os casos, se correm o perigo da solidão ou da agressão física de seu semelhante. Então, para que haja um equilíbrio de tal condição, se cria Deus, como uma força unificadora do céu e da terra e capaz de controlar todos os humanos. Mas quem o cria? Bom, os profetas. Os profetas são homens que narram as passagens bíblicas do primeiro testamento, incluindo o Pentateuco. Eles o fazem após se embebedarem ou depois de algum sonho ou fantasia. Eles mesmo confessam isto antes de suas narrativas. Estas narrativas, dá-se o nome de profecias, que são coisas ditas por Deus. Acontece que, toda vez que Deus diz alguma coisa aos seus profetas, estas coisas se transformam em lei. Mas, o que se percebe é que as leis ditas, supostamente, por Deus eram leis que interessavam exclusivamente aos governantes ou aos sacerdotes do povo hebreu. Isso sim que é coincidência, não? A vontade dos governantes e sacerdotes era a mesma que a vontade de Deus. Já o homem comum, que espera obedecer coisas alheias aos seus conhecimentos, se acomodava ao que lhe era ensinado e por piedade, admitia a verdade de tais ordens. Afinal, para eles, é muito melhor acreditar em coisas raras ou sobrenaturais do que empenhar numa vida ativa e refletida.&lt;br /&gt;Os profetas, que eram escolhidos por Deus, não apresentam nenhuma inteligência privilegiada. Em todo momento a Bíblia diz isto. As profecias vinham a partir daqueles instantes que os profetas estavam em sua maior capacidade de imaginação, seja pelas bebidas (o vinho) ou por qualquer outra excitação. Acho que isto explica o motivo pelo qual Deus se apresenta de variadas formas. Num profeta, Deus é um ser bondoso, noutro é maldoso, noutro é justiceiro, noutro é vingativo e, noutro é até brincalhão. Não há uma exatidão no comportamento de Deus. Então, me parece uma contradição desejar uma lei única, mas baseado apenas em diversos comportamentos de Deus. Um Deus justo, teria que, no mínimo, se apresentar de forma imparcial, mas isso não acontece no Pentateuco. A cada instante, Deus parece diferente como um ser volúvel e traiçoeiro que gosta de sempre testar e manipular os homens.&lt;br /&gt;Outra coisa que me chama atenção no Pentateuco. Por que logo os Hebreus? Por que o Deus deles é melhor que dos outros povos? Por que os hebreus são os verdadeiros escolhidos de Deus? Bom, vejamos. Talvez seja porque os hebreus, naquela época, eram superiores aos outros povos pela forma feliz como geriam aquilo que lhes dava segurança, ou seja, a força militar. Naquele instante, os hebreus conseguiram se organizar de forma que amenizasse o medo, mas não o liquidasse. Isto eles fizeram porque tinham um poderio militar forte em suas mãos, garantindo a imposição de ideais e crenças aos povos fracos. Então, levar Deus aos outros povos era uma forma de garantir o mesmo equilíbrio entre o medo e a convivência. Então, está aí uma perfeita estrutura política que fez garantir uma possível paz entre os homens, instaurando as superstições. Por causa da organização militar, o povo hebreu tinha todas as regalias de possuir os profetas e ao mesmo tempo conduzir as leis aos seus súditos e aos povos que eles dominavam. A riqueza da Bíblia consiste exatamente nisso. Sempre há uma fórmula para o domínio e a conquista. Por isso que, as nações, até os dias de hoje, recorrem a Deus para justificar suas atitudes. Isto porque, Deus nos parece um melhor argumento, sobrenatural, para justificar as mais terríveis e abomináveis atitudes que se possa fazer.&lt;br /&gt;Nestes cinco primeiros livros bíblicos, as profecias nascem de coisas efêmeras e cotidianas e por vezes, se chamam milagres. Os milagres acontecem quando algo ignora uma lei divina e a contradiz. Os milagres são provas de que o homem realmente prefere coisas que ele não consegue explicar. Ao admitir a existência de milagres o homem ignora as próprias leis divinas. Daí, outra contradição bíblica. Como pode Deus criar um conjunto de leis naturais e depois, a negar peremptoriamente? Mas, não julguemos Deus. Os culpados são os hebreus. Eles deixaram por muito tempo tais assuntos nas mãos de sacerdotes, para que haja um melhor controle da política. Se cada homem tivesse a oportunidade de interpretar as leis divinas conforme seus interesses, nenhum Estado sobreviveria. Os hebreus sabiam que para controlar seu Estado, tinham que manter poucos no comando. Uma aristocracia divina.&lt;br /&gt;Portanto, o objetivo da difusão da fé, entre os hebreus, era consolidar a obediência e a piedade. Esta obediência vinha das narrativas de uma revelação imaginativa dos profetas, pois a manutenção de um povo depende da fidelidade dos súditos. E para isso é preciso que haja perseverança na execução das ordens de seus superiores sacerdotes. E tudo culmina no pacto social, sem o qual não existiria a nação hebraica. Isto porque, a função de uma nação coesa é fazer com que mentes e corpos funcionem em segurança sem digladiarem por ódio, cólera ou intolerância. O verdadeiro fim do Estado é a preservação da liberdade dos indivíduos.Ao estabelecer em primeiro plano a política e a lei divina, as Escrituras desejam a paz. Então, a melhor coisa que alguém pode tirar de proveito das Escrituras é a função pacífica que ela exerce para os povos. As pessoas que hoje discutem sobre as verdades da Bíblia, discutem sobre as amenidades e coisas supérfluas que ela por vez apresenta. A função dos profetas, das profecias era com a paz. Os hebreus queriam a paz entre os homens. Talvez esta seja a mensagem mais sublime que se pode retirar de algo tão controverso como as Sagradas Escrituras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;Professor de Filosofia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-113707863338474996?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/113707863338474996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=113707863338474996' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/113707863338474996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/113707863338474996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2006/01/o-que-nos-diz-o-pentateuco.html' title='O que nos diz o Pentateuco?'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20556353.post-113655039720245447</id><published>2006-01-06T10:24:00.001-02:00</published><updated>2008-04-05T13:10:41.607-03:00</updated><title type='text'>Sobre a lenda de Goya</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/1600/396.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px; TEXT-ALIGN: center" height="241" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/320/396.jpg" width="218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; "Contra o Bem"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Francisco José de &lt;strong&gt;Goya&lt;/strong&gt; y Lucientes (1746-1828)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2279/655/1600/Contra%20o%20Bem.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ao me deparar com a pintura de Francisco José de Goya y Lucientes (1746-1828), pela primeira vez, fiquei na dúvida se tratava de um artista, que usava corretamente seu estilo; ou de um charlatão que queria a todo custo se vender como algo alternativo, para época que viveu. Então, decidi estudar quem foi este pintor espanhol que ilustrava monstros e coisas obscuras. Eu me perguntei, quem, afinal, foi Goya? Francisco José de Goya y Lucientes foi um pintor que viveu em Madri em 1766. Começou então a pintura de “Cartões” para a Real Fábrica de Tapeçarias. Neste mesmo tempo começou a pintar retratos e cenas de jogos e diversões dos madrilenos. Suas telas, em sua maioria, representam a coletividade. Em 1792 começou a pintar “Caprichos”. Em 1801, inicia a fase obscura com desenhos que tratam a Espanha dilacerada como conseqüências da fome, da miséria e da morte. Os retratos, nesta fase, passam a ser apenas esboços. Este momento da vida do pintor é a mais explorada pelos seus estudiosos devido à mudança brusca e violenta do conceito amável da existência que suas pinturas apresentaram anteriormente. A pintura desta segunda fase de Goya o identifica como um monstro. E os admiradores de Goya são pessoas que se deixam conduzir pela confusão dos historiadores da arte que atribuem à monstruosidade de Goya, uma genialidade. Ao tratar um pintor como grandioso, a ponto de compará-lo como um modelo mundial, significa negligenciar uma série de outras criações, sobretudo na pintura, que a Espanha neste mesmo período produziu. No entanto, é preciso esclarecer o que foi a cultura espanhola do século XVII para confrontá-la com os dramas vividos por Goya. Nesta tentativa, a história se restringe sempre à biografia de algum personagem. E na maioria das vezes, as biografias são construídas por pessoas que idolatram o personagem a ser retratado, exatamente por tomá-lo como modelo. Daí a confusão que se estabelece da incapacidade em identificar o que um determinado sujeito tem de bruto e o que ele apresenta de gênio. Ao deparar pela primeira vez com as pinturas de Goya confesso que me senti extasiado com o alto grau de otimismo e benevolência que elas representavam. Mas, ao deparar-se com a fase obscura de Goya e perceber os traços que ele compôs senti que se há alguém que reclama ser compreendido, ser explicado e não só ser visto, é Goya. A dúvida é explicar por que um homem que pinta uma obra chamada “Caprichos” passa, então, a pintar “Quadros Negros”. Para os historiadores da arte, isso não aparece de forma clara. A obscuridade dos historiadores da arte é influenciada pelo método hipotético que constrói as ciências empíricas. E a ciência quando é construída de forma empírica simplesmente, torna-se uma fantasia. O nosso propósito é em verificar a originalidade do pintor, para enfim compreender se há alguma relação entre a biografia da personagem Goya e o tempo em que viveu. Viver com originalidade é viver com qualidade e é o que diferencia a vida humana das demais vidas. As massas não são autênticas por se apresentarem cegas à própria vida, vivendo como máquinas. As pinceladas de Goya nos “Quadros Negros” não são espontâneas, pois são governadas por uma intenção. A intenção de Goya ao esboçar sua fase obscura era apresentar ao seu público seus problemas pessoais. Então, os quadros quando são expressos pelas emoções não podem ser identificados com os problemas do seu tempo. Ao admirar um quadro, o espectador deve levar em conta a vida do pintor e não as técnicas que ele utiliza. Ao contrário, para se estabelecer a relação do tempo com a obra de um pintor se deve conhecer todas as obras que este pintor produziu e o que ele não produziu. No caso de Goya, os temas pintados são variados o que caracteriza que foram escolhidos. Ele se sentia capaz de tudo, de utilizar todas as técnicas possíveis para pintar. Assim, se sentiu como um criador superior. Acontece que em fins do século XVII os pintores perdem a atenção dos homens. Goya não possui qualquer afinidade com os temas de seu tempo ao longo de sua vida. Quando pinta “Caprichos”, por exemplo, houve um esforço próprio de repetir as técnicas que aprendeu em sua estadia em Roma e não conseguiu reproduzir em obras posteriores. Quando a Europa começa a introduzir o romantismo, Goya se sente confuso, obscuro e isolado. Neste período, acontece um fenômeno interessante na arte espanhola. A divisão entre a arte culta e a arte vulgar desaparece no teatro e nas touradas. Goya que sempre manteve contato com a aristocracia espanhola não conseguiu assimilar essa união entre as culturas promovida pelo entusiasmo do povo espanhol nas touradas e a genialidade dos atores e atrizes do teatro. A popularidade destas duas tradições uniu o povo espanhol e a aristocracia porque ambos gozaram de extrema felicidade. Já na metade do séc. XVIII a Espanha ficou caracterizada por tudo que era vivido com fogosa intensidade, um entusiasmo total. Essa característica determinada pelo entusiasmo do povo espanhol foi o que faltou no início do século XX gerando os problemas morais. O início do século XX foi marcado por uma série de crises devido à superlotação das pessoas sem entusiasmo gerando problemas para a nação espanhola. Essas pessoas sem entusiasmo não sentem a necessidade em construir um projeto comum que identifique com a nação espanhola. A essas pessoas sem entusiasmo nos referimos como homem-massa. O que isso tem a ver com a obra de Goya? Os quadros goyescos são para decoração. Além disso, o pintor não tinha interesse nas touradas por entendê-las como um laser do povo e também não se interessava pela literatura romântica que inspirava os teatros. Goya então não dialoga com a cultura de seu tempo por achar-se perdido entre ela. Já contava com seus 40 anos e possuía dificuldade em aprender novas técnicas de pintura. Goya consegue entrar no mundo das duquesas e dos “ilustrados”, mas nele permanece como sonâmbulo. Goya ao desejar ter uma vida aristocrata queria apenas circular entre os cultos, mas não tinha um projeto de vida para constituir parte desta classe social. No entanto, nesta época, esses “ilustrados” passaram a viver num racionalismo e num idealismo que mantinha o imperativo categórico kantiano como lei máxima. O imperativo categórico norteava a vida das pessoas através da negatividade. E Goya renuncia a esse desejo de vida por não aceitar o imperativo categórico que supervaloriza a negatividade e passa viver inautenticamente. Os historiadores espanhóis ao tratarem de Goya esquecem de identificar sua biografia. Isso porque, ao estudar Goya os historiadores consideram a lenda que ele representa e esquecem que Goya foi apenas um homem simples. Estudar Goya, baseando-se apenas na lenda que ele representa, consiste apenas em exercitar a melancolia. As biografias de Goya são escritas por pessoas que não sentem a curiosidade científica, então escrevem a vida do pintor como se escreve uma fantasia. As obras goyescas sem compreender como foi a vida de Goya é o mesmo que fundar uma ciência baseada numa lenda. Os biógrafos de Goya deixam de lado alguns dados importantes da vida do pintor que lhe causaram grandes dramas e melancolias. Ele teve que sair de sua cidade por ser responsável por três mortes o que levou seu pai a vender as propriedades para ajudar em sua fuga; sua vida não foi original desde os 25 anos porque apenas aprendeu a reproduzir o que se fazia na Itália; Goya dizia ter conhecido alguns palácios que já não existiam mais dentre outras coisas que o marcaram como um dos homens mais coléricos da Europa. Entender a biografia de Goya nestes aspectos significa compreender que a vida não é uma sucessão de acontecimentos, mas um projeto. Neste projeto, a vida torna-se uma ação que tem como direção o exercício da vocação. Por vocação, se entende que é a responsabilidade moral da nossa interioridade para com as coisas que nos cercam. Nesse sentido, iremos investigar se Goya mesmo perdido conseguiu exercitar sua vocação e descobrir se ele foi um ser autêntico. Primeiramente, se deve elucidar que a subjetividade é o que deve dar significações para o mundo em que se encontra. Goya se sentia um pintor, um artista espanhol. Ele estava livre de julgamentos externos porque realizava a sua vocação. Não há dados suficientes para dizer se Goya desempenhava alguma outra função a não ser o ofício da pintura. As obras de Goya podem ter um lado positivo se considerados como uma reclamação de alguém que não tinha mais espaço. Talvez sua reclamação se fundasse na valorização da pintura apenas em obras religiosas. Então, Goya foi um pintor de ofício e precisava anunciar que também poderia ser um homem criador. A criação consiste em dar uma significação ao que se produz e, no caso de Goya, não se pode negar que ele criou algo. Goya começou como um acadêmico italiano pintando retratos, em seguida pintou aparições ou fantasmas. O drama começou a fazer parte de sua vida. Em 1800, com o início do impressionismo, o pintor tenta se adaptar, assim como um trabalhador ao seu novo ofício. Em suma, Goya ainda é um enigma para os historiadores da arte. Se considerarmos sua vida como um drama, deveremos considerá-lo um gênio, mas não podemos considerar sua época como um período dramático. Se o considerarmos como um monstro, levaremos em conta os áureos tempos em que Goya viveu e não percebeu que suas circunstâncias eram felizes, pois felicidade significa a coincidência da vida com as circunstâncias de um sujeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Danilo Dornas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;Professor de Filosofia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20556353-113655039720245447?l=paideiadigital.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paideiadigital.blogspot.com/feeds/113655039720245447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20556353&amp;postID=113655039720245447' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/113655039720245447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20556353/posts/default/113655039720245447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paideiadigital.blogspot.com/2006/01/sobre-lenda-de-goya.html' title='Sobre a lenda de Goya'/><author><name>Danilo Dornas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13958929786125846142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-YoevuQ0uK4U/TibmNJCfu7I/AAAAAAAAKoQ/gP0n-nwi0SI/s220/Imagem%2B%2528258%2529.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
